Gael O sol de meados de setembro brilhava de forma quase sarcástica sobre a fachada envidraçada da sede das Indústrias Duarte. Do 40º andar, a cidade parecia um emaranhado silencioso de formigas, mas lá embaixo, no auditório principal, o caos estava instalado. Centenas de jornalistas, fotógrafos e flashes aguardavam o homem mais poderoso do país para explicá-los o escândalo da semana. Ajustei as abotoaduras de prata do meu terno e me virei para a mulher parada no centro do meu escritório. Aylane estava trajando um vestido midi em tom bege-fechado, de corte clássico e sem decote. Suas mãos seguravam uma pequena bolsa preta com tanta força que as pontas dos seus dedos estavam brancas. Ela estava pálida, e embora a maquiadora profissional tivesse feito um trabalho impecável para cobrir

