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Casada Com Meu Cunhado - A Gêmea Invasora

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intro-logo
Blurb

Achei que seria uma atriz. Não sabia que o palco seria um altar de sacrifício — e que eu me ofereceria de joelhos.Meu nome é Isabel. Minha irmã gêmea, Vanessa, tinha tudo: beleza, dinheiro, um marido bilionário. Eu não tinha nada. Quando ela propôs trocar de lugar por algumas semanas, a ideia era simples: ela fugia com o amante, eu ocupava sua vida. Depois, tudo voltava ao normal.Na primeira noite, ele me chamou de Vanessa enquanto me tomava contra a parede. Na segunda, trocou meu perfume. Na terceira, seus olhos escuros já vasculhavam meu corpo como se lessem um mapa — e percebessem que as coordenadas estavam erradas.Carlo Cross não é apenas um bilionário. É um Fixer, um solucionador de problemas da elite. Ele sabe mentiras melhor do que a maioria das pessoas sabe a verdade. E quando finalmente diz que sabe quem eu sou, ele não me expulsa.Ele sorri.E me dá uma escolha que não é escolha: provar que sou mais útil do que a irmã que fugiu. Na cama dele. Nos negócios dele. No mundo escuro onde ele reina. O preço é minha alma. A recompensa é um poder que eu nunca imaginei possuir.Mas Vanessa está voltando. E quando duas mulheres com o mesmo rosto disputam o mesmo trono, só uma pode reinar.

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Anatomia da Mentira
Ele me tomou ali mesmo. De pé. Contra a parede. Com uma mão no meu quadril e a outra no meu pescoço, os dedos apertando os lados da minha garganta com pressão suficiente para me lembrar que ele podia mais. E eu, envergonhada, jorrei, suave, mas senti sair. Jorrei, com o nome da minha irmã nos lábios dele, com o cheiro de almíscar e dinheiro e metal me sufocando, com as coxas tremendo e a testa pressionada contra o papel de parede que custava mais do que eu ganhava num mês. Sabendo que era errado. Que era doentio. Que eu estava traindo algo em mim mesma — algo que sempre repudiou a ideia de submissão, de posse, de ser reduzida a um corpo que obedece. Mas ali, naquele quarto, eu não era uma pessoa. Eu era um corpo. A luz da manhã entrava impiedosa pelas frestas da cortina de linho cru. Abri os olhos devagar. O lençol de seda escorregou pelo meu peito nu, revelando a marca roxa e desigual que Carlo havia deixado na minha clavícula. Meu corpo inteiro doía de uma forma que não era apenas física; era uma dor de alinhamento, como se meus ossos tivessem sido desencaixados e colocados de volta no lugar errado. Sentei-me na beira da cama. Meus pés afundaram no tapete felpudo, e a vergonha subiu pela minha garganta, quente e ácida. Eu sempre tive relacionamentos normais. Sexo consensual, igualitário, sem essas coisas de dominar e ser dominada. Eu nunca entendi mulheres que gostavam de ir mais a fundo na busca de um prazer extremo... "Isso é perigoso", eu pensava. "É desnecessário." Mas quando Carlo apertou meu pescoço, ontem — me fazendo inclinar a cabeça pra trás — quando eu senti que não podia respirar, meu corpo respondeu. Eu fiquei completamente encharcada de prazer, sentindo cada músculo pulsar. E eu fiquei horrorizada. Foi só o medo, disse a mim mesma. Foi só a adrenalina. Eu não gosto disso. Isso não é normal. Caminhei até o espelho do banheiro de mármore e encarei o reflexo. O rosto de Vanessa me encarou de volta. A mesma boca cheia, o mesmo nariz delicado, os mesmos olhos azuis. Mas a alma por trás da íris estava errada. Eu estava muito... calma. Muito serena. Vanessa nunca olhava para o espelho com aquela paz passiva. Respirei fundo, fechando os olhos por um segundo. Não reclame. Apenas ajuste. Ergui o queixo um centímetro. Relaxei os ombros, forçando-me a não curvá-los para frente como eu fazia a vida toda para parecer menor. Vanessa ocupava o espaço. Vanessa exigia que o ar ao redor dela pedisse licença. — Você está demorando. A voz veio da porta. Não houve batida. Carlo nunca batia. Meu coração deu um solavanco, mas meu rosto não mudou. Virei-me lentamente, apoiando os quadris na bancada de mármore frio, cruzando os braços sob os s***s. Carlo estava encostado no batente. Vestia apenas uma calça de alfaiataria preta, sem cinto, a camisa branca aberta revelando o peito e cicatrizes que um bilionário de capa de revista não deveria ter. Ele segurava uma xícara de porcelana. O cheiro de almíscar e metal invadiu o banheiro, e meu ventre contraiu em uma memória involuntária da noite anterior. Corpo traidor. — O café esfriou — ele disse, a voz rouca, os olhos escuros varrendo meu corpo nu sem pressa, sem pudor. — Eu não pedi café — respondi. Minha voz saiu suave, natural. Erro. Vanessa teria dito: Você acha que sou sua empregada? ou Traz logo essa porcaria. Forcei um sorriso preguiçoso, inclinando a cabeça. — Mas já que você trouxe... Caminhei até ele. Meus passos eram leves. Eu sempre andei como se pedisse desculpas por estar pisando no chão. Tive que me forçar a pisar com o calcanhar primeiro, com mais peso, com mais arrogância. Peguei a xícara. Nossos dedos se roçaram. A mão dele era quente, calejada. A minha estava perfeitamente firme. Carlo não tirou a mão. Ele deixou os dedos roçarem os meus, observando meu rosto. Estou tremendo? Não. Eu estava calma. Minha passividade natural estava me entregando. Vanessa era ansiosa. Vanessa tinha a mão trêmula de quem bebe três taças de vinho antes do meio-dia. Para disfarçar, dei um gole no café. Estava preto. Amargo. Forte. Vanessa tomava café com leite de amêndoas e três sachês de adoçante. Eu, acostumada com o café barato e queimado da copa do meu antigo escritório, não fiz careta. Engoli, deixando o líquido queimar minha garganta. Carlo me observou. Apenas isso. Não disse nada sobre o café. Não disse nada sobre minha reação. Apenas observou, os olhos cor de mel brilhando com algo que não consegui decifrar. — O Senador Alencar ligou de manhã — ele disse finalmente, o tom de conversa perfeitamente casual. Meu cérebro travou. Senador Alencar. O nome não estava em nenhuma das revistas de fofoca que eu havia lido para me preparar. Mas eu não podia gaguejar. Não podia perguntar "quem?". — E? — murmurei, dando de ombros, mantendo o tom de tédio absoluto. — Ele quer que o quê? Te amolar como sempre? Carlo soltou um riso baixo. Não foi um riso de diversão. Foi um som de avaliação. — Ele quer que eu faça a amante dele desaparecer antes que a esposa legítima volte de Davos. — Carlo deu um passo à frente, encurralando-me contra a bancada. — Achei que você gostaria de ir comigo hoje. Ver como a mágica acontece. O ar fugiu dos meus pulmões. Desaparecer. Ele não era um empresário de investimentos. Ele era um limpador. E ele estava convidando sua "esposa" para assistir a um crime. Minha mente gritou para eu recuar, para eu chorar, para eu implorar. Mas a minha natureza passiva assumiu o controle. Eu não reclamei. Eu não entrei em pânico. Eu apenas processei. — Que horas? — perguntei, a voz saindo mais fria do que eu pretendia. Carlo me estudou. Havia uma curiosidade predadora ali. Ele estava esperando a histeria. — Ao meio-dia — ele disse, desviando o olhar para o meu pescoço. Ele ergueu a mão e traçou a linha roxa que ele mesmo havia feito na noite anterior. — Sabe, amore... ontem à noite, quando eu te peguei contra a parede... Ele inclinou-se, os lábios roçando a minha orelha. Eu parei de respirar. — Você estava tão molhada. Tão submissa. — A voz dele era um sussurro rouco. — Você sempre é tão teimosa... Ele apertou levemente a marca roxa. Um arrepio desceu pela minha espinha. — Mas hoje... — ele sussurrou. — Você empurrou o quadril para trás. Você pediu mais... Meu sangue gelou. Ele recuou um passo, os olhos fixos nos meus. Deu um sorriso de canto e virou-se em direção à porta. — Tome banho. O motorista espera às nove. E use o perfume novo. Aquele frasco de vidro preto que você comprou em Milão. Ele saiu. Fiquei sozinha, o coração batendo tão forte que doía nas costelas. Olhei para a penteadeira. Havia quatro frascos de vidro preto. E eu não fazia a menor ideia de qual deles era o de Milão.

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