nayla Miller ⭐
Um dos seguranças do Palácio termina de pegar minha última mala e colocar na carroça. Observo tudo perto do campo de flores que tinha perto de casa.
- acha que vai sentir falta daqui?- escuto a voz de tailane.
Me viro e vejo ela chegando do meu lado.
- vou sentir falta do campo, era o lugar favorito do papai!- falo olhando em voltar.
Tailane se aproxima de mim e passa seus braços em torno de mim, me dando um forte abraço. Retribuo na mesma força.
Irei sentir falta dela, depois do papai foi a única que esteve do meu lado. Fecho meus olhos e aprecio seu abraço.
- escreva cartas sempre que puder!- fala me soltando.
- siga seu sonho, viaje, saia daqui. Procure um homem que seja digno de te ter!- falo sorrindo.
- senhorita, desculpa interromper, mais temos que ir!- fala o segurança.
Aceno com a cabeça, dou um último abraço em tailane e o acompanho até a carruagem. Pego minha gatinha no colo, subo na carruagem e me sento.
Olho pela janela da carruagem, minha mãe e minhas irmãs me olhando séria. Mesmo com elas me olhando com um olhar mortal, dou um pequeno aceno para elas.
A carruagem começa a andar, nos levanto para meu mais novo lar, o castelo.
Estava nervosa, não sabia como minha vida iria mudar e tenho inseguranças que possa mudar para algo que não irei gostar. Toco no colar que tailand avia me dado, olho para o mesmo e dou um suspiro.
Papai, que eu seia forte! Penso.
Logo chegamos no castelo, um sorriso surge no meu rosto ao ver henry de pé esperando por mim na entrada. Quando a carruagem para, ele abre a porta para mim e estende a mão, que aceito se bom grado.
- olá layla!- ele fala quando a mesma mia chamando sua atenção.
Me abaixo para dar carinho em jacob, que estava passando seus pelos em minhas pernas.
- oi pra você também amiguinho!- falo sorrindo.
- irei te mostrar o castelo!- fala henry.
Me indireto, olho para ele e dou um leve sorriso.
- nem comecei direito meus dias de dama real da princesa veronica e já está me roubando dela, príncipe henry. Que audácia!- brinco com ele.
- estou quase fazendo você se tornar a minha dama real!- fala rindo e estende o braço.
Passo minha mão em volta do seu braço e fomos andando para dentro do Palácio. Passamos por quase todos os lugares do castelo, até seguirmos para o caminho que dava no jardim que henry avia me levado na noite do baile.
- conheço esse lugar!- falo e dou um sorriso para ele.
- vou te mostrar outro lugar!- fala ele.
Passamos pelo jardim real. Henry abre uma porta, me faz passar por ela.
Do outro lado da porta, avia uma árvore gigantesca, era a maior árvore que já tinha visto em toda minha vida. Suas folhas não eram verdes, mais sim, rosas, seu tronco não era marrom, mais sim, dourado.
- uau. Nunca avia visto uma assim!- falo me aproximando um pouco para olhar.
- nayra, cuidado!- escuto henry.
Meu pé escorrega, meu corpo iria de colidir com uma água alaranjada, mais sinto braços em torno da minha cintura, me puxando para longe.
Com o impulso, meu rosto fica a centímetros do dele. O forte e doce cheiro do seu perfume invade meu nariz, era um cheiro único, com toda certeza em todo reino, só se encontraria esse cheiro em henry.
Admiro seus olhos verdes escuros, as pintas espalhadas em seu rosto, sua pele amorenada, seus lábios não tão carnudos, mais não tão finos, eram o tamanho perfeito.
Henry pisca várias vezes, como se tivesse saindo de um transe. Ele me ajuda a voltar no meu equilíbrio e me solta.
- essa água se chama água da Félix, quem não for uma bruxa de sangue puro, se entrar nessa água, pode morrer queimado!- fala ele.
- nossa... pera? Bruxa?- pergunto achando graça.
Ele ia falar algo, mais alguma coisa passa voando sobre a minha cabeça. Solto um grito alto e agarro o braço se henry. Escuto ele dar risada, olho para cima e seus olhos estavam brilhando, suas covinhas aparecendo.
- é só uma fada, nayla!- fala ele estendendo a mão.
Logo um ser minúsculo pousa em sua mão, meus olhos não acreditam no que vê.
- é impossível, esse tipo de coisa não existe!- falo assustada.
- como assim, nayra? Claro que existe, existe vários tipos de fadas, essas são as que cuidam da magia da árvore!- fala colocando a fada no seu devido lugar.
- magia? Fada? Henry, você não tá falando nada com nada!- falo sem entender o que saia de sua boca.
- nayra, não sabe mesmo o que é isso?- perguntou henry com una expressão confusa.
- henry, nunca ouvi fala disso. Nem sabia que isso existia!- falo olhando
- como assim não? Nayra, Vocês não usam a magia?- perguntou henry segurando meus ombros.
- henry, em toda a minha vida, eu nunca vi isso!- falo.
Henry anda de um lado para o outro, parecia estar pensando. Observo uma fada que voa na minha frente, ergo minha mão em forma de uma concha, ela se senta na palma da minha mão.
- ela gosto de você!- fala henry.
Me viro para olha-lo.
- como isso pode ser real?- pergunto.
- preciso descobrir porquê meus pais escondem a magia de vocês!- fala henry.
Mordo meus lábios. m*l cheguei no Palácio e os problemas já começaram.
(...)
De tarde, a princesa e a rainha convocaram minha presença no grande salão. Depois das descobertas com o príncipe henry, ele me levou para o meu quarto, onde fiquei um tempo arrumando minhas coisas nos seus devidos lugares.
Ando pelos corredores, tentando lembrar onde é o grande salão. Avia uma porta grande do lado direito e outra igual do lado esquerdo.
- é a da direita!- escuto.
Olho em volta mais não vejo ninguém.
- tem alguém ai?- pergunto meio assustada.
- aqui!- fala.
Me viro, olho para o chão e vejo uma das pequeninas fadas andando ali. Agacho com dificuldade pra perto dela. Tive que usar um dos vestidos típicos da realeza e pelo visto, será o que eu mais irei usar enquanto viver aqui.
O vestido era rosa rodado, manga longa e com alguns detalhes lindos bordados.
- você não é pequenina demais para andar? Não tem suas assinhas?- pergunto.
- está na hora de comer e o príncipe henry é quem nos alimenta, mais não o encontro em lugar algum!- fala ela.
- olha, vou me encontrar com a princesa e a rainha agora, depois podemos procura-lo juntas!- falo pegando ela com cuidado na minha mão.
- pode ser. Me coloca naquela arvorizinha ali!- fala ela apontando para atrás de mim.
Me viro, vejo a árvore. Coloco ela ali e bato levemente três vezes na porta esquerda que se abre logo em seguida. Entro delicadamente, tentando mostrar o papel de princesa que eu definitivamente não tenho.
- sinto muito a demora altezas, ainda estou aprendendo a encontrar os lugares aqui!- falo fazendo uma breve reverência.
Elas estavam sentadas em uma pequena mesa, claramente era a tal " hora do chá".
- sente-se conosco, querida!- fala a rainha.
Me aproximo. Um dos guardas puxa uma cadeira pra mim, me sento e o mesmo empurra a cadeira, para eu conseguir ficar mais perto da mesa.
- bom, alguma ideia por que foi escolhida?- perguntou a rainha.
- nenhuma alteza!- falo vendo os garçons colocando nossos chás.
- sem essa de alteza. Pode me chama de sthefane!- fala a rainha.
- a sorte estava do seu lado no sorteio, mais se fosse escolher a dedo, também te escolheria. Fez meu irmão dançar com uma mulher que não fosse minha mãe!- fala a princesa veronica.
- seu filho é muito gentil e uma ótima companhia!- falo e dou um sorriso.
A princesa veronica toca na minha mão.
- sinta-se privilegiada, ele não é de se comunicar muito com mulheres!- fala ela.
- meu filho é bem reservado e por mais que não pareça, é bem tímido!- fala a rainha sthefane.
Dou um sorriso. Tomamos nosso chá. Durante o chá, elas foram me ensinando postura e etiqueta, disse que a maioria das aulas séria assim, mais não estariam presentes nas aulas de história.
Depois de pedir licença, saio do grande salão.
- vem fadinha!- falo indo para perto da arvorizinha.
Vejo que ela estava fraca, seu brilho estava fraco. Pego ela devagar.
- sinto muito ter demorado, vamos procurar henry o mais rápido possível!- falo.
Olho para a direita e a esquerda, escolho a direita e começo a correr tomando cuidado para não derruba-la.