capítulo 16

1058 Words
Nayra Miller Sinto minha cabeça doer, resmungo e viro para o outro lado da cama. Abro meus olhos na mesma hora, lembrando de todos os acontecimentos, me fazendo levantar meu corpo da cama por uma fração de segundos. Mais na mesma hora, reconheço o quarto que estou, o meu quarto no campo. Ando até a janela, vejo tailane nos cavalos, corro para fora de casa, rapidamente a alcanço. - tailane!- grito e a abraço forte. - opa! Parece que não me via a séculos!- fala rindo e me abraçando. - mais eu não te vejo a muito tempo!- falo a soltando. - nos vemos todo dia, sua boba! Vai arrumar esse seu cabelo, papai está chegando de viagem!- fala indo para casa. - papai?- pergunto sem entender. Volto para para, vejo minha suposta mãe arrumando a mesa e minhas duas irmãs arrumando seus vestidos. - minha filha! Deixe-me arruma seu cabelo, seu pai logo estará conosco!- fala minha mãe vindo para perto de mim. Me sento desconfiada no sofá, em alguns minutos ela arruma meu penteado favorito. Meu cabelo totalmente solto com algumas tranças por ele. Escuto o som de cavalos, as meninas correm para fora junto com nossa mãe. Levanto-me e sigo elas, quando vejo do que se tratava, meus olhos se arregalaram. Meu pai estava ali, abraçando elas, eu ainda estava sem acreditar, meus olhos se encheram de lágrimas. Meu pai me vê, volta as meninas e vem te mim. - não vou ganhar um abraço da minha pequena flor e a mais bela do Jardim?- perguntou ele abrindo seus braços. - papai!- falo sem acreditar. Ando até ele e passo meus braços com força por ele. Assim que seus braços me rodeiam, me dando a confirmação que aquilo era real, começo a chorar, abraçando mais ainda meu pai. - não precisar chorar, minha flor! Sempre estou aqui com você, lembra?- perguntou ele. - eu não entendo! Eu..!- volto a chora sem conseguir explicar. - é o seu sub consciente! Está projetando o que você mais quer!- fala ele. Olho para ele sem entender, em volta minhas irmãs e minha mãe avia sumido, estava apenas um campo de girassol e meu pai ao meu lado. - então, não é real?- pergunto. - isso é você quem decide! Se quiser que seja real, terá que dar adeus a terra e sua vida lá, mais causo quiser volta e é o que teve fazer, terá que encarar a realidade que é a salvadora do povo!- fala ele. - o senhor sabia?- pergunto. Ele se senta no chão de girassol, me sento junto com ele e olho para o mesmo que sorria. - foi um prazer quando uma deusa chegou para mim e dedicou meu potêncial a proteger uma garota que um dia se tornaria a salvadora!- fala ele. - então o senhor sabia!- confirmo. - que um dia você se tornaria uma mulher com uma grande responsabilidade nas costas? Sim, eu sabia! Mais apesar de não ter o meu sangue, você era e é a minha filha!- fala ele. Olho para o mesmo que tinha um olhar de compaixão a mim. Deito minha cabeça em seu ombro. - eu não consigo! Não sou forte como... A mamãe! Não sei por onde começar e tenho dúvidas até... do que sinto!- falo. - seus instintos de levam a o melhor caminho! Quando me confiaram a você, também não ms sentia digno de cuidar e proteger uma garota com o valor tão importante! Duvidei de mim também!- fala ele. - mais você cuidou e cuidou muito bem!- falo e olho para ele. - porquê tive que aprender a confia em mim e seguir meus instintos! Eu sem poderes consegui te proteger de infinitos monstros que tentavam te atacar, imagina você com o grande poder que tem, pode salvar a vida de muitos!- fala ele. Deito a cabeça novamente em seu ombro, solto um suspiro. Uma brisa leve passa pelo meu corpo, me dando uma sensação de paz e calmaria. - e se eu decidir ficar, como eles ficariam?- pergunto. - suas histórias de como lutou bravamente para proteger seu povo, como sempre, seriam descritos em livros e se tornariam lendas!- fala ele. Ou seja, todos iriam morrer e poucos sobreviveram. - e se eu for e falhar?- pergunto. Meu pai tira o colar que eu estava usando, coloca em sua mão e deixa bem na nossa frente. - sua mãe gostava de coisas simples, era uma deusa muito humilde! Esse colar era do grande amor dela, que morreu lutando na guerra! Sua mãe te deu para simbolizar a humildade de um homem que não precisava se sacrificar, mais decidiu fazer isso por amor a sua mãe! Você tem um grande exemplo de força, um grande exemplo de amor! Só falta confiar a si mesma e em todos a sua volta, seja a líder que nasceu para ser!- fala ele. O mesmo coloca o colar na minha mão, se levanta e começa a andar em frente. Me levanto na mesma hora. - onde você vai?- pergunto. - já fiz meu papel aqui, lhe ensinei a escolha e o que terá que sacrificar com elas! Agora é com você!- fala e volta a andar. - vou te ver de novo?- pergunto. Ele se vira e olha para mim com aquele sorriso carinhoso que me fazia sentir uma criança que precisava do colo dos pais. - sempre estarei com você, nunca te abandonei! Quando precisar de mim é só fechar os olhos, minha filha! Eu vou estar ali!- fala ele. Meus olhos já estavam cheios de lágrimas novamente. - eu te amo, papai!- falo. - eu te amo mais, minha princesa!- fala ele. Ele continua andando até sumir em um piscar de olhos. Olho em volta, ainda no campo de girassóis. O sol aquecia meu corpo e a brisa brincava com meus cabelos, uma sensação única. Olho para o sol, e depois para uma casinha que tinha um pouco para o lado. Era como se eles tivessem se perguntando o que eu iria escolher. Seguir minha intuição! Olho para a casinha, começo a andar mais mudo minha roda ao sol. Era onde meu coração estava me mandando ir e pela primeira vez, preciso seguir o que ele está pedindo. Está na hora de ser quem eu nasci para ser. Seja sendo princesa ou não!
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