cap 03 ninguém toca nela

1570 Words
Carolina Saímos do baile cambaleando, os três um segurando no outro. Eu dançando no meio da rua e eles gravando story rindo. Com a gente é assim, sem tempo r**m mesmo! Se a gente saiu pra curtir, íamos curtir de verdade. Já estávamos cheios de fome e paramos na padaria aqui na Maré. Tava lotada, vários pessoal que saiu do baile estava aqui, todo mundo com a mesma cara de ontem e bêbados. Meu olhar bateu naquele mesmo cara do baile. Ele estava sentado comendo, ao redor de vários homens. Pode até ser m*l educado, mas é lindo e isso não dá pra negar. Tem um cavanhaque que deixava qualquer mulher fissurada, uma carinha de que é erro na certa. Desviei meu olhar, e encarei o d***o em forma de gente vindo na minha direção. Em poucos segundos ele para na minha frente com a maior cara de sonso. Th: coe princesinha. – sentou do meu lado no banquinho de madeira e eu permaneci quieta – teu irmão sabe onde tu tá? Carol: se for vim pra atormentar, já volta de onde saiu – fui grossa – porque até onde sei não é da sua conta. Th: relaxa pô, vim em paz. Só quero te avisar que já passaram a visão pra ele que tu tava pelos acessos daqui. Carol: beleza, já avisou – fui curta – obrigada. Ele ficou me olhando e eu desviei o olhar quieta. Quando percebeu que comigo não iria arrumar nada, se levantou. Odeio esse bofe juro, já deu em cima de mim várias vezes e eu nem dou bola, sou super seca pra ele não achar que tô dando ousadia. E mesmo assim ele insiste em ser inconveniente. Beatriz: gostoso ele – olho pra ela que encara ele de costas. Carol: ele é da Suzi, te manca hein Beatriz. Beatriz: continua sendo um gostoso. E nem é dela né? É da 01, ela é amante dele. Eu nem respondi pra não dar corda. Gabriel se levantou e eu encarei ele terminando de comer. Gabriel: bora parti? – mudou de assunto e eu concordei me levantando. Peguei um guardanapo e limpei a mão. Carol: Beatriz vai pagar hoje. Beatriz: seus filhos da p**a. Só vou pagar porque tô no bom humor. – deu risada e tirou a carteira da bolsa. Esperamos ela lá fora, quando ela chegou a gente desceu até o pé do morro e de lá catamos um táxi até o Alemão. Deu extremamente caro, uma facada. Assim que descemos do carro eu vi alguns vapores acionando o rádio e o Vk vindo até mim. Estava com uma camisa do Vasco e o fuzil pendurado nas costas. Vk: é Carol, as coisas tá boa pra tu não. – disse rindo e eu ri também. Será quem ele tá tão puto assim? Eu hein. Só dei uma saidinha gente, nada demais. Quer me prender como se eu fosse filha dele. Carol: deixa a gente em casa, faz essa boa aí – pedi, não ia subir num sol desse a pé. Vk: o que tu não me pede sorrindo que eu não faço chorando né? Marca aí que vou buscar o carro. – disse e saiu ajeitando o shorts que estava caindo. Gabriel: anos passa e o bofe ainda se amarra em você. – falou baixo – mas ele é fofo pelo menos. Beatriz: o chá foi bem dado... iria até dormir na tua casa. Mas pela cara que todo mundo está olhando, seu irmão vai é no teu rastro daqui a pouco. Carol: tô nem vendo, vão dormi comigo sim – fechei a cara – Luan é retardado. Acha que pode me prender dentro dessa favela, esquece que o bandido é ele. Fico p**a mesmo. Proteção é uma coisa, agora o que ele faz comigo já é loucura. Acha que eu tenho que viver debaixo da aba dele, pelo amor de deus. O carro preto se aproximou e a gente entrou nele. Senti o cheiro do couro misturado com um forte aroma de maconha, clássico do carro desses machos, tudo igual o cheio. Vk me levou até a porta da minha casa, agradeci e desci do carro. Gabriel: achei que tu ia pagar a corrida no xerecard. Beatriz: ou no boquecard né? – entrou na onda dele e eu encaro os dois com cara de b***a. Carol: tomar no cu no cu ninguém quer. – abri o portão de casa e eles entraram – Vk já sabe que somos apenas amigos agora. Tranquei a porta, vai que o outro da de doido e resolve vim pra cá. Subi e tomei meu banho, como minha cama era bem grande mesmo, deitamos nós 3 nela e eu apaguei. (...) Acordei com o sol na cara, só levantei da cama pra fechar a cortina e voltei de novo. Gabriel e a Bia dormiam feito pedras, na moral. Meu celular começou a tocar e eu me estiquei pra pegar ele. Ligação on Carol: fala querida, me ligando logo cedo. – coloquei na orelha, prestei atenção no barulho no fundo. Miriam: cedo? Farra foi boa então. Já são 15 horas filha. Carol: cedíssimo pra mim. Miriam: tua mãe tá aqui, pediu pra você vim também. Fiz um almoço e eles tão tomando uma breja, Luan tá fazendo churrasco. Carol: vou piar aí então, a bicha e a p**a tão aqui comigo. Miriam: arrasta eles pra ** então, vem logo. E teu irmão ta puto contigo. Carol: da em nada não pô, tchau! – desliguei Ligação off Carol: bora acordar, tenho um churrasco. – balancei eles ainda sentindo o cansaço no corpo. Gabriel: c*****o, tô amassado. – resmungou com a voz rouca. Bia: maior dor de cabeça. Carol: minha mãe ta lá no Luan e a Miriam acionou a gente, vamo vamo. – me levantei da cama indo até o banheiro. Levantei e tomei um banho gelado pra curar a ressaca, coloquei um shorts, um cropped e minha havaiana, pentei meus cabelos e sai do banheiro vendo eles de pé já. Eles se arrumaram e a gente já partiu, minha barriga tava implorando por uma carne, um vinagrete, uma boa salada de maionese e um copo de coca bem geladinha. Cumprimentei todo mundo da casa e fui até a minha mãe, olhando a jovem senhora, que nem aparenta a idade que tem. O corpo belíssimo e o rosto cheio de botox, depois dizem que o dinheiro não faz a pessoa feliz. Carmen: ta com a cara péssima garota, farra foi ótima mesmo hein? Te liguei várias vezes pra você vim pra cá. Carol: tava num sono tão gostoso, que você nem imagina. Mas como a senhora tá, bem? Carmen: eu tô ótima, trouxe presente pra você. Carol: hmm, quero vê. Cade? – sorri toda boba. Carmen: lá no quarto da Miriam, vou busca pra você. Enquanto ela saiu eu fui logo fazer meu pratinho, pedi pra minha cunhada ir buscar a carne lá fora pra mim. Porque sabia que se o outro me visse ia vim falar e eu primeiro quero me alimentar, depois o estresse. Minha mãe chegou com uma sacola da Tiffany, abri: era uma pulseira linda. Aí gente, como eu amo essa mulher. Minha mãe me mima a beça e eu adoro isso. Carol: brigada mãezinha, te amo demais. – abracei ela – e o Carlos, não veio porque? Carmen: ta viajando a trabalho. Minha mãe é casada com um empresário, ele tem dinheiro a beça e é super gente boa, trata eu e o Luan muito bem. Não somos muito próximos, porque a gente quase não se vê. Mas é sempre respeitoso. Miriam: achei que vocês iam brotar no baile ontem. Gabriel: os bailes daqui tão xoxados, não vem bofes novo. Sempre a mesma coisa. Miriam: e vocês tavam por onde? Luan tava bolado contigo, um garoto chegou falando que tu tava não sei onde e ele fechou a cara na mesma hora. Nem comigo falou. Carol: tava na Vila João, baile lá é babado. Bia: só os bofe gato e forte. Gabriel: gato não, mas só os fortes. – sorriu de canto – gato a gente conta nos dedos. Carol: ahh para né, tinha uns que se salvava sim! – falei me lembrando do outro doidinho. Ogro: achou o caminho de volta foi? – ouvi sua voz e eu me fingi de surda por alguns minutos. Antes de me virar e responder. Carol: nem tinha me perdido, tava bem ciente de onde tava. – continuei comendo. Ogro: tá muito engraçadinha, já barrei a tua saída pra você não sair daqui e tu passou por cima de ordem minha. Na hora que eu te arrebentar você vai ver. Carmen: ninguém toca nela não, eu hein. A mãe sou eu e não você. – se intrometeu – abaixa a tua bola, Luan. Carol: deixa ele mãe, fala demais e não faz nada. Lavar minhas calcinhas ninguém quer? – ele veio igual bicho pra cima de mim e a Miriam entrou na frente e tirou ele daqui. Dei risada sozinha. Completamente descontrolado. Esse menino precisa é de terapia e uma louça pra lavar. Carmen: vocês dois nunca mudam né? Carol: vou bem meter o pé daqui mãe, antes que me embole com esse embuste. Passa lá em casa mais tarde. – ela concordou – e avisa teu filho que meu pai tá debaixo da terra, ele é meu irmão. Ela deu risada e eu dei as costas saindo.
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