cap 04 estou pro perigo

1154 Words
Carolina Termino de tirar as fotos da loja, edito cada uma delas e posto no i********: marcando o @. Desvio o olhar do celular no momento em que a porta abre e a minha entra. Carmen: tu deixa essa porta aberta assim garota? E essa zona no quarto Carolina, como vive assim? Parece um chiqueiro – olha ao redor e eu acompanho, vendo apenas algumas roupas espalhadas pelo tapete e penteadeira. Carol: que zona? São só roupas que fiz provador – recolhi jogando na cama – achei que você nem vinha aqui mais, demorou. Carmen: vim pra ver você e seu irmão, mas tu saiu de lá as pressas. Tive que vim te ver aqui né? Carol: se eu ficasse lá não ia dar bom, Luan acha que manda em mim, eu hein. Carmen: é só ciúmes Carolina. Mas se ele passar dos limites com você me fala, teu irmão tem o gênio todo do seu pai – fala se lembrando dele. Fiquei conversando com a minha mãe o resto do dia todo praticamente. Sinto muito a falta dela no meu dia a dia, então sempre que ela vem aqui pro morro eu faço questão de aproveitar bastante a sua companhia. Sempre tivemos uma relação boa, tipo de melhores amigas. [...] Tava meia hora escolhendo roupa, só faltava isso pra mim sair. Meu cabelo e maquiagem estavam feitos. Role de hoje é por aqui mesmo, ia ter um baile e pelo o que parece, vinha um pessoal de outras favelas. Foi o que a minha cunhada disse, mas conhecendo a peça, capaz dela inventar isso pra mim ir acompanhando ela. Escolhi um vestido decotado no peito, meu silicone foi caríssimo então tem que botar pra jogo mesmo. Coloquei um saltinho que fosse confortável, porque eu sei que vou querer dançar e não quero nada me machucando. Passei perfume, fechei tudo e sai de casa com minha pcx, passei na casa do Gabriel e a gente foi pro baile. Beatriz ficou de encontrar a gente aqui, então devia aparecer mais tarde. Subi pro camarote com a cara mais limpa do mundo, avistei a minha cunhada sozinha numa parte aonde só tinha homem, puxei o Gabriel e a gente foi até ela. Carol: vim pra fazer tua vida melhor – cumprimentei ela com dois beijinhos na bochecha. Miriam: p***a, não aguentava mais ficar aqui com esses bofes, um pior que outro. Carol: vamos ficar pra lá, gosto de ficar na grade. De olho em tudo e distante desses caras – ela saiu e foi falar com Luan e os dois veio até aonde eu tava. Ogro: tu se liga Carolina, vai ficar arrastando minha mulher aí. Eu tô de olho nas duas. Fingi que nem ouvi, ainda não queria me estressar com ele. Por mais que eu saiba que seja pra me proteger, as vezes fica proteção em excesso sabe? Ainda mais que eu já sou bem grandinha, sei aonde meu calo aperta. Ele sabe que eu jamais apoiaria ou incentivaria a Miriam a cometer algum vacilo, a não ser que eu descubra que ele anda traindo ela, aí eu passo pano super. A nossa mesa já estava regada de whisky, aproveitei e tirei uma foto, antes que eu fique bêbada. Era só jogação de b***a e desce água de bandido. Nem botei fé quando a Miriam falou que vinha pessoal de fora, mas não é que o povo decidiu conhecer a Fazendinha? Beatriz: p***a, maior sufoco pra mim chegar aqui. – chegou toda alegre – p*****a tava num churrasco antes de vim, deve ter enchido o cu de cachaça. Tu não sabe nem quem tá por aqui mona, aquele tal de Th. Avistei ele vindo com a tropa, daqui a pouco brota aqui. Carol: segura o fogo cara, não quero ficar entre minhas duas amigas não. Ainda mais por causa de macho feio. Sou baba de ninguém, cada um faz o que quer, mas acho mancada da ficar dando bola pra ele. Ainda mais que ontem tava toda amiga da Suzi. Tem que escolher se quer o cara ou pagar de simpatia pra mulher dele. Só que vou ficar falando nada a ninguém, já falei que o cara não presta e ela insiste. Miriam: Luan disse que ia vim uns representantes de várias favelas, coisa de reunião. Hoje eu tô pro erro, tô maluca pra sair com um bofe, o f**a é achar um bom aqui. Não que aqui não tenha macho bonito. Só que eles levam muito em conta o fato de eu ser irmã do Luan e isso me estressa a beça. Joguei uma bala no meu copo pra ficar mais na onda, isso aqui pra mim não mudava nada. Só me deixava acordada. Quando olhei na entrada do camarote, tava o maior bonde subindo. Aquele tal de gavião tava no meio deles. Todo trajado, com fuzil nas costas, cavanhaque na régua. As atenções foram toda pra eles sério, parecia que as meninas daqui nunca tinham visto bandidos. Gabriel: o bofe que quase te deixou careca ali – disse rindo e me cutucou. Mas minha visão já tinha notado ele faz tempo. Carol: brinca muito, quero ver ele tirar toda aquela marra dele aqui. Gabriel: do jeito que teu irmão tá contigo tu fica careca do mesmo jeito. Ele ainda busca a maquininha pro cara. Carol: meu cabelo belíssimo ninguém toca não – bebi uma dose do meu copo ainda encarando na mesma direção – vamos dar uma volta? Gabriel e Miriam nem quis sair de lá. Beatriz foi a única que veio comigo. E eu literalmente só queria dar uma volta, é bom ser avistada de vez em quando. Fiz bem questão de passar perto de onde todos aqueles mavambos estavam. E fui bem notada, do jeito que queria, porque ele me olhou e eu só fingi que nem vi. Desci pra pista pra dar uma disfarçada e marquei maior tempão lá embaixo. A gente tava dançando a beça que nem demos conta do tempo. Tanto que só subimos de volta quando o Gabriel e a Miriam desceram pra buscar a gente. Miriam: Luan já vai falar no meu ouvido, tô te vendo. Carol: b***a é você que da brecha pra ele ser assim. Porque quando ele sai com aquele trenzinho dele tu não fala nada, e se falar ele fica puto contigo. Tu não pode nem respirar mana, cada coisa. Fico brava com isso, mas nem me meto mais, porque sei que nem adianta. Aqui ele tem olhos por toda favela, até parece que a Miriam descer pra pista iria dar pra ela fazer alguma coisa sem que ele saiba. Tava me coçando pra ir atrás de problema, vira e mexe meu olhar até batia com o daquele cara. Ele é bonito, mas é a marra que chama atenção. Esperei uma oportunidade de perturbar ele. E isso surgiu quando ele foi pra direção do banheiro, inventei maior migué e fui atrás.
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