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3457 Words
Algumas caixas eram retiradas do caminhão de mudança. Minjae estava ao lado de Calleo, atento para não deixar nada quebrar, então Yejun já organizava algumas coisas essenciais em casa. ㅡ Tem certeza que não contratar uma equipe para fazer isso foi uma boa ideia? ㅡ Minjae riu, tomando cuidado para não tropeçar quando passou pela porta de entrada. ㅡ Claro que foi, hyung. Não dá para simplesmente gastar dinheiro com isso, nós mesmo podemos fazer. ㅡ Eu sei, é que, amanhã é o dia da alta da sua mãe, você deveria estar pensando em um presente, talvez descansando, fazendo alguma coisa além de quebrar a cabeça e perder várias horas com móveis que ainda precisam ser montados. ㅡ Como assim: presente? ㅡ Calleo perguntou, suspirando aliviado quando deixou uma caixa pesada com roupas na porta do quarto. ㅡ Como assim? Não me diga que não comprou nada. ㅡ Hyung, eu realmente não comprei. ㅡ o Hwang arregalou os olhos, preocupado. ㅡ e agora? ㅡ Minha nossa, Calleo… ㅡ Relaxa, sua mãe nem deve ligar pra isso. ㅡ Yejun saiu do quarto, caminhando para o lado de fora, pronto para buscar por mais uma caixa. ㅡ É, mas… não seria legal? ㅡ Seria fantástico. ㅡ Minjae respondeu, seguindo-os para fora também. ㅡ a gente pode pensar em algo. ㅡ E vão ter tempo? ㅡ Yejun perguntou, descendo mais uma caixa do caminhão. ㅡ ainda precisamos montar as camas e colocar as cortinas. Você mesmo disse que isso era o principal. ㅡ o Min apontou, olhando para Calleo. ㅡ Tem razão, hyung. Mamãe adora cortinas, aqui ela poderá usá-las à vontade. ㅡ Mas ao menos são cortinas hipoalergênicas? São cortinas que combinam? ㅡ São só cortinas. ㅡ Calleo riu, dando um beijinho em Minjae antes de buscar a última caixa. Minjae agradeceu ao homem que havia dirigido o caminhão e pagou de seu próprio dinheiro por aquele serviço. Voltando para dentro de casa, encontrou Calleo e Yejun já retirando os utensílios de cozinha para guardá-los. ㅡ Quanto deu, hyung? ㅡ Quer saber por quê? ㅡ o menor riu, encarando o namorado. ㅡ você não precisa me pagar. ㅡ Mas você não precisa pagar por nada disso. ㅡ Deixa de ser implicante, eu paguei só porque eu quis, seu bobo. Minjae passou pelo outro que ainda mantinha a carranca desgostosa na cara, mas decidiu ajudar a Yejun. ㅡ Todas as vasilhas da sua mãe combinam, Calleo. ㅡ Minjae rindo, organizando-as. ㅡ Todas são roxas. ㅡ Yejun riu. ㅡ até os corpos são. ㅡ mostrou-o. ㅡ É coisa dela, eu acho fofo. ㅡ E quem disse que não era? ㅡ Minjae riu, buscando mais utensílios para guardar numa das divisórias do armário. ㅡ Eu ainda preciso furar onde ficará o apoio para as cortinas. Não faço ideia de fazer isso de forma que fique reto. ㅡ Você deveria ter um daqueles negócios que medem a inclinação. ㅡ Eu furo, tenho um bom olho para isso. ㅡ Yejun falou, buscando a furadeira. ㅡ vocês podem terminar a cozinha, porque depois a gente vai precisar armar as camas. Calleo assentiu, dando-lhe aquela tarefa quando voltou à cozinha com Minjae. ㅡ Como está o processo sobre a herança que o seu avô deixou, Minie? ㅡ perguntou, voltando a buscar alguns potes. ㅡ Já assinamos tudo o que era preciso de documentos. ㅡ E você deixou mesmo a empresa para sua mãe? ㅡ Sim, não me traz interesse algum aquilo… E eu não queria iniciar uma briga boba com a minha mãe, agora eu só tenho a ela e a vovó. ㅡ E tem a mim. ㅡ ditou, olhando-o. ㅡ você tem a mim também, meu bem. ㅡ Eu sei disso. ㅡ Minjae sorriu, continuando a organizar aquilo. Quando finalizaram toda a organização na cozinha, ainda conseguiram organizar a mesa que ficaria ali. ㅡ Olha só, acho que está tudo retinho mesmo. ㅡ Minjae falou, parando na sala ao lado de Calleo. Yejun desceu da escada que lhe dava apoio e parou ao lado, repousando as mãos sobre a cintura, completamente orgulhoso. ㅡ É, ficou mesmo. Vão pôr as cortinas agora? ㅡ Acho que é melhor deixar para o final. ㅡ Calleo tem razão, assim a gente vê quais combinam melhor com o ambiente. Yejun riu, Minjae parecia mesmo se preocupar com combinações em cada um dos ambientes, enquanto ele e Calleo apenas queriam deixar tudo arrumado mesmo. ㅡ Você me ajuda a montar a cama? ㅡ Calleo perguntou a Minjae. ㅡ Yejun disse que consegue ir fazendo sozinho na dele, mas eu não sei nem por onde vai cada parafuso. ㅡ Não tem um manual? ㅡ É uma cama velha, Minie, é claro que não tem. ㅡ Não passou pela sua cabeça comprar uma nova? ㅡ sentou-se no chão, separando as partes maiores e menores. ㅡ Porque eu compraria uma cama nova se essa ainda serve? ㅡ Essa é a da sua mãe, não é? ㅡ É. ㅡ Então, ela deveria ser melhor. Sua mãe passou por uma grande cirurgia, deve ter conforto. ㅡ Eu sei disso, mas, Minjae, eu ainda sou um mero trabalhador, meu salário não dá para comprar tantas coisas assim. ㅡ Eu poderia- ㅡ Nem termine essa frase. ㅡ o maior pediu, olhando-o. ㅡ você não tem o dever de comprar móveis novos. ㅡ Não tenho, mas e se eu quiser, vai me proibir? ㅡ Talvez. Hyung, você não pode gastar assim. ㅡ Eu tenho muito dinheiro agora, você sabe, é mais do que eu realmente pensei que teria, então que m*l faz? ㅡ Você pode gastar, mas não aqui. Eu não quero que ache que eu não tenho condições de ter uma moradia digna, só que eu preciso comprar as coisas com calma. Quando eu tiver o valor suficiente, eu vou comprar uma cama nova para ela e até um colchão, eu prometo. ㅡ Como você é cabeça dura. Não faz m*l aceitar um presente… ㅡ Faz sim, você é meu namorado, não meu banco, entendeu? Minjae revirou os olhos, buscando alguns parafusos quando ajudou Calleo a montar a base. Durante todo aquele percurso o silêncio tomou-os. Não era uma novidade para Calleo perceber que Minjae estava chateado. O loiro tinha um bico formado nos lábios. ㅡ Vou ver se Yejun precisa de ajuda. ㅡ falou ao finalizar a montagem daquela cama. ㅡ Minie… ㅡ Calleo se ergueu, ainda vendo-o com um bico nos lábios. Puxou-o com leveza, abraçando-o quando pôde e sorriu, encarando-o ainda chateado. ㅡ meu amor… ㅡ Eu não sou seu banco. ㅡ o menor resmungou. ㅡ só sou seu namorado. É um crime querer participar disso também? ㅡ Claro que não é, meu bem. Eu só não queria te chatear. ㅡ Mas chateou. ㅡ ditou, erguendo os olhos para mirar os do outro. ㅡ eu não quero esfregar na sua cara que sou rico, eu nunca fui assim, você mesmo me conhece, mas se eu quero que minha sogra tenha um conforto melhor e eu mesmo posso dar isso, é tão r**m aceitar? ㅡ Calma. ㅡ Calleo riu quando percebeu Minjae voltar a ficar chateado. Selou o biquinho consistente que o Han tinha e voltou a olhá-lo no fundo dos olhos. ㅡ vamos pesquisar e dividimos o valor, tudo bem? ㅡ Mas você não pode comprar agora… ㅡ A gente compra no meu próximo pagamento. Minjae piscou cautelosamente, analisando-o de perto. ㅡ Não vai atrapalhar no seu orçamento? Eu também não quero parecer um namorado mimado… ㅡ Não vai não. ㅡ Promete? Calleo riu, selando os lábios cheiinhos outra vez. ㅡ Prometo. [...] ㅡ Essa cortina é vermelha com bege, Calleo. Vermelha com bege! Yejun ria enquanto Minjae segurava os tecidos entre as mãos e mostrava toda a sua indignação. ㅡ E o quê que tem? ㅡ É vermelho e bege! ㅡ Minjae riu. ㅡ isso é um ataque a qualquer designer, não combina nem um pouco. ㅡ Ainda bem que não tem nenhum designer aqui, Minie. ㅡ riu, vendo o outro revirar os olhos. ㅡ Deixa de bobagens. Essa cortina vai ficar bonita aqui. ㅡ o maior apontou para a janela principal. ㅡ e aquela lilás pode ficar do outro lado. ㅡ Sem chance. ㅡ Jimin buscou as cortinas e guardou. ㅡ vamos fazer assim, ao menos as cortinas podem ser um presente meu para sua mãe? Você não pode negar! ㅡ o dedo indicador estava erguido, o que causava riso em Calleo. ㅡ tudo bem, que seja então. ㅡ Obrigado. ㅡ Então o que falta agora? ㅡ Yejun perguntou. ㅡ Montar minha cama, mas isso eu consigo fazer sozinho. Vocês podem buscar as caixas com roupas e organizar nos cabides? Calleo sentia muito por estar fazendo os outros lhe ajudar tanto, mas não tinha tempo de fazer aquilo sozinho, tampouco conseguiria sem morrer de cansaço. Mas sorriu contente quando os viu assentir, sem protestar ou chiar. Seguiu então para o último quarto. Sua cama ㅡ ou o que era aquela pilha de madeira ㅡ já estava lá. Buscou primeiro a base e as laterais, encaixando-as e apertando os parafusos. Não era mesmo uma boa cama, a de Amélia estava um pouco mais gasta, mas se ainda serviam, havia mesmo a necessidade de trocar? Ele pensava que não. Talvez para Minjae, que sempre viveu com riqueza e facilidade, trocar os móveis fosse bobagem, mas para Calleo, que precisava colocar todos os valores gastos na ponta do lápis e quebrar a cabeça em cálculos para não encerrar o mês em vermelho, aquilo era muito, muito importante. Demorou-se para montar a cama, mas quando finalizou, buscou seus lençóis e travesseiros e organizou da melhor forma possível. ㅡ Toque, toque. ㅡ Minjae bateu sobre a porta aberta, sorrindo ao ver o namorado alinhando o lençol. ㅡ nós já terminamos o quarto da sua mãe, agora só tem as caixas com suas roupas. Yejun já está arrumando o quarto dele. ㅡ Já vou buscar, Minie. Mas o que diz? A cama ficou boa aqui? Minjae adentrou o cômodo, analisando a cama no centro do quarto. ㅡ Ficou, mas daria para colocar dois móveis de cabeceira nos lados, ficaria muito bom. ㅡ Eu tenho só um, mas acho que fica bom de qualquer forma. Minjae assentiu, ainda analisando o quarto. ㅡ Não tem ar-condicionado, não é? Eu nem havia percebido isso. ㅡ Não, mas mesmo assim, seria um gasto e tanto na conta de energia. O ventilador já basta. ㅡ E onde você vai colocá-lo? ㅡ olhou-o, sentando-se na beirada da cama com cuidado. Não queria desarrumar o que o Hwang havia feito com tanto esforço. ㅡ Numa cadeira? ㅡ riu, já prevendo o nariz franzido que Minjae faria. ㅡ eu não me importo, Minie. ㅡ Tudo bem, que seja. ㅡ o Han apenas deu de ombros. ㅡ Te incomoda? ㅡ o outro olhou atento, mas o Han negou. ㅡ Não, por tanto que eu possa dormir com você. Calleo abriu seu sorriso, aproximando-se do namorado. Puxou-o com cuidado, enlaçando a cintura e encostou-o sobre a parede. ㅡ Vamos dormir juntos hoje, então? ㅡ Você quer? ㅡ o maior assentiu. Com os dias e a convivência, sentia que ficava cada vez mais difícil de não ter o Han ao seu lado as noites. ㅡ tudo bem, então, mas preciso ir em casa. Eu não tenho pijama nenhum na sua casa. ㅡ Você pode usar um meu, não tem problema. ㅡ Claro que tem. Lá em casa você tem pijama que combina com o meu, quero ter isso aqui também. ㅡ Tudo bem. ㅡ Você já fez o teste? ㅡ Que teste? ㅡ Do som, Calleonie. Você já fez o teste para saber se as paredes são finas demais ou se comportam bem o som? ㅡ Não, porque eu faria isso? Minjae negou, beijando-o brevemente antes de afastá-lo. ㅡ Tudo bem, vá até o lado de fora. ㅡ Mas- ㅡ Vai logo! ㅡ interrompeu-o, empurrando pelos ombros. Calleo riu, mas parou quando Minjae segurou a porta. ㅡ Pronto? ㅡ o Han perguntou. ㅡ O que ‘cês tão aprontando? ㅡ Yejun perguntou, parando ao lado. ㅡ Teste do som. ㅡ Minjae o falou. ㅡ Nossa, eu já tinha esquecido disso. Vou testar no meu quarto também. ㅡ Vamos por parcela. Primeiro aqui, vou fechar a porta e vocês dizem se escutam, ok? Ambos assentiram, então o Han fechou a porta. Calleo olhou a faceta de Yejun, ainda sem entender e esperou. ㅡ E então? ㅡ Minjae perguntou ao abrir a porta. ㅡ Nadinha. ㅡ Yejun respondeu, contente. ㅡ Certo. Vou aumentar o tom e vocês me dizem. Minjae voltou a fechar a porta outra vez. Daquela vez, demorou-se até que escutassem algo. E quando escutou, Calleo arregalou os olhos. ㅡ Ele ‘tá… ㅡ Gemendo? ‘Tá sim. Esse é o teste. Calleo instantaneamente ficou vermelho. Minjae abriu a porta, mas sequer precisou perguntar. ㅡ Deu para ouvir, né? ㅡ perguntou ao namorado que mais parecia um tomate. Calleo assentiu, balançando seus cabelos compridos. ㅡ Eu gemi no mais alto que consegui. Foram três gemidos diferentes. ㅡ Nós só ouvimos um. ㅡ Talvez o mais alto. Isso significa que as paredes são boas, absorvem bem o som. ㅡ Eu vou testar do meu quarto, vocês fiquem aqui e escutem. Assentiram. Yejun foi para o quarto, fechando a porta e gemeu de lá. ㅡ Minie, porque você… gemeu? ㅡ o maior perguntou, ainda tímido demais. ㅡ Só para testar. ㅡ respondeu simples. ㅡ E então? ㅡ Yejun perguntou. ㅡ Tranquilo, não ouvimos nada. ㅡ Vou mais alto. Assentiram outra vez. ㅡ Testar…? ㅡ Hwang voltou ao assunto. Minjae olhou-o, dando de ombros. ㅡ Vai que a gente… sabe? Se caso um de nós depois gema, sua mãe nem o Yejun vai ouvir. ㅡ E agora? ㅡ outra vez Yejun perguntou. ㅡ Nadinha, hyung. Paredes boas. ㅡ Calleo riu, bateu na madeira. ㅡ Última tentativa. ㅡ o Min voltou para o quarto. ㅡ Você está pensando em… ㅡ Sexo? Com você? É claro que eu ‘tô, Calleo. Mas a gente pode só namorar pelado, eu posso te chupar, essas coisas acabam acontecendo e você geme tão gostosinho, seria um crime não te ouvir porque as paredes são finas. Calleo mantinha-se envergonhado, mas arregalou os olhos ao ouvir Yejun gemer. ㅡ E agora? ㅡ o Min perguntou, retornando. ㅡ Essa nós ouvimos. ㅡ Caramba, Jihye não vai poder gemer tanto. Minjae riu, cobrindo a boca. ㅡ Mas relaxem, eu vou mandar isolar a saída de som de qualquer forma, ainda vou precisar trabalhar. ㅡ Bem pensado. ㅡ Vamos testar o da sua mãe agora. ㅡ Yejun caminhou até lá. ㅡ Porque o da minha mãe? ㅡ Calleo arregalou os olhos. ㅡ Porque sua mãe é jovem? Você mesmo disse, ela está fazendo trinta e oito anos apenas, ela tem direito de se divertir. ㅡ Fazendo… isso? ㅡ É claro que sim, amor. ㅡ Minjae olhou-o. ㅡ Sexo é normal independente da idade, mas na dela é quase essencial, ainda mais ela sendo solteira. ㅡ Meu Deus… Minjae riu, mas esperou Yejun ir para o quarto de Amélia e fez o teste. ㅡ Todos os quartos são bons. ㅡ constatou no final. ㅡ O meu vai ser melhor porque eu vou isolar. Daí ‘cês nem vão se preocupar com ruídos ou gemidos. ㅡ Ainda bem. ㅡ Calleo riu, olhando ao redor. ㅡ tudo está pronto… ㅡ Está. ㅡ Minjae abraçou-o pela cintura. ㅡ então o que me diz de tomarmos um banho e pedir algo para comer? Por minha conta. ㅡ Minie… ㅡ Demorou. ㅡ Yejun concordou, fazendo o Han sorrir. ㅡ Pizza? ㅡ olhou-os. ㅡ Tudo bem. ㅡ Calleo deu-se por vencido no fim. ㅡ Ok. Pizza. ㅡ Minjae buscou o aplicativo de comida em seu celular. ㅡ vou pedir duas, é o suficiente? ㅡ É sim. ㅡ Eu acho que sim. ㅡ Yejun falou, pensativo. ㅡ Tudo bem, três. ㅡ Isso vai ficar muito caro. ㅡ Não esquenta. ㅡ o Han fez o pedido e voltou a guardar o celular no bolso. ㅡ vamos tomar um banho? ㅡ Juntos? ㅡ perguntou dois tons mais baixo. Yejun riu ao ouvir o sussurro. ㅡ Pode ser. ㅡ Minjae abraçou-o. ㅡ Yejun, você se importa em pegar o pedido quando chegar? Já está pago. ㅡ Pode deixar. Eu não me importo nem um pouquinho. Divirtam-se. Calleo seguiu para o novo quarto ainda com Minjae preso a si. ㅡ Quer mesmo tomar banho comigo? ㅡ Só se você quiser, bebê. Eu posso esperar, e… escolher uma roupa sua para usar. ㅡ Tudo bem, e hyung… você pode trazer roupas sua se quiser também… ㅡ Mesmo? ㅡ Uhum, seria legal, sabe? ㅡ Eu já tenho uma escova de dentes aqui? Calleo caminhou até o guarda-roupas e riu ao buscar de lá, um conjunto de escovas de dentes novinha. ㅡ A minha é a vermelha? ㅡ Se você quiser, não me importo. ㅡ Eu gosto de vermelho. ㅡ Então eu fico com a azul. ㅡ Tudo bem. Pode ir tomar banho… Eu vou mexer nas suas coisas e caçar algo que caiba em mim. Calleo sorriu, aproximando-se para roubar um beijo de Minjae quando buscou a toalha. Seguiu, deixando o Han ali sozinho. Foi difícil achar algo que não fosse completamente folgado e grande, mas no final, achou uma camisa que ia até o meio de suas coxas e um short que não ficava tão folgado. Mesmo Calleo sendo tão magro quanto ele mesmo era, Calleo era alto, tinha músculos e uma largura diferente da cintura de Minjae. Quando o Hwang saiu do banheiro, enrolado apenas numa toalha, foi como se um filme passasse pela mente de Minjae, o que o fez sorrir. ㅡ O que foi? ㅡ Calleo perguntou, meio sem jeito. ㅡ Só lembrei da primeira vez que vi esse corpinho. Eu me segurei muito para não cair durinho no chão. ㅡ Deixa de bobagens. Vai logo tomar banho, pode pegar uma toalha limpa no armário. Minjae se ergueu, sorrindo, e parou em frente ao namorado. ㅡ Mas e se… ㅡ Suas mãos sorrateiras desceram sobre o abdômen do Hwang, tocando-o com suavidade. Parou sobre o nó que Calleo havia feito no tecido e encarou-o nos olhos quando o puxou. ㅡ eu usar essa daqui? Calleo ofegou com a falta de vergonha do namorado quanto a mudar o tom do ambiente. Logo, tudo ao redor era sexo. Calleo pensava em sexo, queria sexo, chegava a ansiar. Respirou fundo três vezes, fazendo Minjae sorrir. ㅡ Você está me deixando… ㅡ Animado? ㅡ e******o. ㅡ sussurrou. Minjae mordeu o lábio inferior, descendo as pontinhas dos dedos, ainda encarando-os nos olhos. ㅡ Olha só… é verdade. ㅡ sorriu ladino. Calleo suspirou ao ser finalmente tocada com firmeza. Sua boca se abriu quando Minjae desceu os dedos e segurou-o nos testículos, massageando-os. ㅡ Minie. ㅡ Me deixa tomar banho e te mostrar uma coisa? ㅡ Me mostrar? O quê? ㅡ O sexo… me deixa te mostrar como o sexo é bom. Calleo sentiu o próprio coração acelerar. Piscou atordoado, mas a mão de Minjae voltou a subir, brincando com seu p*u e parando apenas quando o polegar tocou a f***a. Seus olhos foram para baixo, Calleo os seguiu. O polegar de Minjae se ergueu, junto a um fino fio de pré-g**o. Aquilo lhe deu água na boca. ㅡ Me deixa te mostrar como sou bom nisso… O Hwang engoliu em seco, sentindo seu coração acelerar. ㅡ M-Mas e a… pizza? ㅡ perguntou trêmulo. Minjae agora o masturbava com lentidão. ㅡ A gente come depois. ㅡ Yejun está no quarto dele, Minie. E se… ah ㅡ gemeu baixo, fechando os olhos. ㅡ e se ele ouvir? ㅡ Passamos no teste, não foi? Eu prometo gemer bem baixinho só no seu ouvido. A mão de Minjae começava a subir e descer. O som úmido do toque ecoava no ambiente. ㅡ T-Tudo bem. ㅡ respondeu, beijando-o com pressa. ㅡ vai tomar banho então. Minjae riu, contente com o desespero particular do namorado. Deixou uma pequena mordida sobre o lábio inferior de Calleo e se afastou, olhando-o ainda nu. ㅡ Você é uma delícia de homem. ㅡ comentou, chupando a ponta do dedo sujo de pré-p***a. ㅡ Vo-você também é. ㅡ respondeu, sentando-se. ㅡ vai logo tomar banho. Minjae deixou uma risada ecoar, mas adentrou o banheiro enfim. Calleo se ergueu rápido e abriu a porta do quarto o suficiente para que só seu rosto passasse ali. ㅡ Yejun-hyung? ㅡ chamou pelo outro. Quando Yejun apareceu, já sem camisa, Calleo foi breve ao dizer: ㅡ haja o que houver, não bata nessa porta, ok? ㅡ Vai t*****r? ㅡ Os olhos do Hwang arregalaram-se, mas assentiu com a cabeça no fim. ㅡ de boa, pode ficar tranquilo. ㅡ Obrigado. ㅡ agradeceu, voltando para o quarto, fechando a porta do quarto com a chave.
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