Capítulo 23:

3858 Words
Ashlyn   Mergulhei minhas mãos por baixo da camisa de Garrett e ergui sua blusa. Ele afastou os lábios dos meus apenas por um segundo para poder puxar a camisa e arrancá-la. Segurei seu rosto entre as mãos e o beijei. A língua de Garrett invadiu minha boca, lambendo todos os cantos possíveis. Senti meu ventre se contrair e gemi de encontro a sua boca antes de voltarmos a nos devorar. Eu não tinha ideia de que sentia tanta falta assim dele até estar em seus braços de novo. Garrett envolveu a mão entre meus cabelos e puxou minha cabeça para trás. Cravei as unhas em seus braços, arranhando suas tatuagens, enquanto sua língua lambia minha garganta e meu pescoço. Seu dentes afundavam na minha pele com vontade, sem gentileza alguma. Mas tudo bem, eu não queria gentilezas. Suas mãos apertaram minha cintura e subiram, levando a blusa junto. Seus dedos tocaram minha pele e gemi me arrepiando toda, mordi seu lábio inferior com força tentando saciar um pouco aquele desejo enlouquecedor. Eu nunca tinha ficado tão fora de controle antes. Garrett puxou minha blusa para cima, e ergui os braços, me afastando dele. A blusa caiu no chão e os lábios dele voltaram a cobrir os meus, sua língua varreu toda a minha boca antes de penetrá-la, suas mãos voltaram a minha nuca me imobilizando. Cravei as unhas em suas costas e desci. Sem querer passar vontade, apertei a b***a dele e pressionei seu quadril de encontro ao meu. Garrett gemeu de encontro a minha boca, seus dedos correram minhas costas e abriram o fecho do meu sutiã. Afoita abri os botões da sua calça e puxei o zíper. Ouvi quando Garrett chutou os sapatos que bateram de encontro a cômoda. Seus braços envolveram minha cintura e ele derrubou nós dois na cama, ficando em cima de mim. Desci minhas mãos pelas costas dele e mergulhei para dentro de sua calça. - Espera Ash, espera! - ele ofegou, apoiando sua testa de encontro a minha e virou nós dois na cama para que ficássemos de lado. - O que foi?! - ofeguei, encarando-o nos olhos. - Você tem certeza que é isso que você quer? Ash, eu sei que você nunca esteve com ninguém. - Por isso mesmo eu quero que você seja o primeiro. - ofeguei. - Mas eu já fiz tanta m***a com você, sai com aquelas meninas só para esfregar na sua cara. - Eu sei e desejei odiar você, mas eu não consigo. Eu cansei de ficar sofrendo e lutando contra o que eu sinto por você. Quero passar meu aniversário com você. Quero t*****r com você! Garrett gemeu e beijou minha testa, seus dedos acariciaram meu rosto e ergueram meu queixo. - Eu sei que eu fiz muita m***a, mas acredite em mim, esse Garrett b****a, não existe mais. Eu só fingi que não me importava com você porque estava com meu orgulho ferido. Eu quis você desde o primeiro minuto que eu te vi. Primeiro foi apenas desejo, mas conforme fui conhecendo você, fui te admirando e gostando de você.... Você me mudou, se me escolher, se me der uma segunda chance eu vou te mostrar que aquele cara i****a que você conheceu e deu as caras esses dias não existe mais. Eu ainda sou aquele Garrett que você conheceu. O péssimo professor de estrela, o cara que tatuou o nome do cachorro no braço, o que gosta de andar sobre muretas e te irritar com o jogo das 21 perguntas. O cara que sempre vai encontrar uma maneira de te entregar isso. - ele abriu a mão e eu sorri toda derretida ao ver o anel de chaveiro. Peguei da mão dele, sentindo meu coração se derreter enquanto eu tentava acreditar que aquilo não era um sonho. Coloquei o anel de chaveiro na cômoda, fazendo uma nota mental para me lembrar de mostrar onde estavam os outros depois. -  Ash! - ele me chamou, me fazendo encarar seus olhos. - Oliver não mentiu quando disse que eu conheceria uma garota que me faria desistir de todas as outras. Essa garota é você! - sorri, sentindo meus olhos marejarem. - Me deixa provar que eu estou falando a verdade. - Sim! - assenti sem conseguir tirar o sorriso do meu rosto. - Então me deixa fazer isso do jeito certo. - ele sorriu virando nós dois na cama, ficando por cima de mim de novo. - Eu vou te dar a melhor experiência da sua vida! - sussurrou no meu ouvido. Fechei os olhos e suspirei quando seus lábios começaram a percorrer todo meu queixo até a clavícula. Senti o desejo acordar outra vez. Garrett continuou descendo a boca pelo meu pescoço, chegando ao esterno. Uma de suas mãos subiu pela lateral do meu corpo, provocando arrepios. Sua boca desceu mais e abocanhou um dos meus s***s, ao mesmo tempo que ele cobriu o outro com a mão. Inclinei meu tronco para frente e joguei a cabeça para trás, não dava para acreditar que aquilo realmente estava acontecendo. - Grahan! - gemi seu nome, enquanto ele me fazia sentir coisas que eu nunca tinha sentido antes.     Garrett   Ter Ashlyn nos braços, embaixo de mim e chamando pelo meu nome enquanto beijava cada centímetro do corpo dela era a realização de um sonho. Seu cheiro era enlouquecedor e a pele quente e macia. Mais macia ainda na região dos s***s. Fiz questão de dar a devida atenção à eles. Chupei um deles enquanto apertava o outro com a mão. Lambi e mordisquei o mamilo até que estivesse pontudo, intercalando com sugadas profundas. Eles eram lindos e perfeitos, como se tivessem sido feitos para mim. Saber que ninguém antes de minha tinha toca neles, aumentava a responsabilidade, mas me dava ainda mais prazer. Se dependesse de mim, eu seria o único cara a ver Ashlyn daquele jeito, ela iria terminar de uma vez por todas o namoro com aquele i*****l e ai seria só minha. Os gemidos que ela dava, era como um combustível para mim, além de uma afirmação de que ela estava gostando. Eu não via a hora de estar dentro dela, era a primeira vez que sentia uma euforia assim. Ela tinha conseguido mudar até o significado da palavra s**o para mim. Minha boca desceu pela sua barriga, minha língua provando daquela pele aveludada. Eu sabia que uma vez não seria suficiente, eu ia precisar de muito mais para me satisfazer do jeito que eu queria. Pela primeira vez eu iria t*****r mais de uma vez com a mesma garota, na mesma noite. Ashlyn soltou risadinhas, meu beijo provocando cócegas e arrepios nela e aquilo me fez sorrir. Abocanhei o cos do shortinho de flanela rosa que ela usava e puxei para baixo. Ash gemeu inclinando o quadril na minha direção e enganchei os polegares ali. Puxei o short e a calcinha junto, para economizar tempo. Assim que joguei as duas peças no chão dei uma boa olhada nela. - Não me olha assim, por favor. - ela sorriu, levou uma das mãos até meu rosto e tapou meus olhos. Agarrei a mão dela e beijei. - Por que não? Você é linda, seu corpo é perfeito Ash, foi feito para deixar qualquer cara maluco. - Aposto que você fala isso pra todas. - ela brincou, as bochechas coradas de vergonha. - Eu vou te provar que não! - sussurrei me aproximando dela e a beijei. Uma das minhas mãos desceu pela lateral do corpo dela, acariciei sua perna antes de dobrar seu joelho e afastá-lo um pouco. Mordisquei seu lábio inferior tentando manter sua atenção em mim e fazê-la relaxar, queria que ela tivesse certeza de que estava segura comigo, que eu nunca a machucaria. Toquei a região de sua virilha devagar, me controlando, mostrando para ela que se quisesse ela podia me impedir, que por mais que me custasse eu iria parar se ela quisesse. Ia ser uma briga dos diabos, mas eu me deitaria ao lado dela, com ela totalmente nua e não faria nada, se fosse da vontade dela. Ashlyn mordeu meu lábio inferior com força e inclinou o quadril na minha direção, foi a resposta que eu precisava. Movi meus dedos por entre as pernas dela e gemi quando encontrei seu c******s inchado me esperando. Senti meu p*u endurecer dolorosamente dentro da calça, que eu não sabia porque diabos ainda estava usando. Intensifiquei o beijo, tentando saciar um pouco minha ansiedade, não queria de jeito nenhum ser bruto com ela. Enquanto minha língua a atacava e lambia toda sua boca, meus dedos estimulavam pacientemente seu c******s. Soltei um gemido doloroso quando Ash cravou as unhas nas minhas costas e as arrastou pelos meus braços, eu sabia que ia acabar ficando marcado, mas também sabia que iria adorar. - Garrett... Por favor! - ela gemeu de encontro a minha boca. - O que foi? Não está gostando? - sorri, mordisquei seu queixo e voltei pra sua boca. - Eu to... Eu só acho que para uma primeira vez você está pegando pesado. Seus dedos e a sua boca, estão me deixando louca. - sua confissão me fez rir. - Você ainda não viu o que é pegar pesado. - Ah é? Então me mostra! - ela me encarou com aquele tom desafiador, suas mãos agarraram minhas costas e seu quadril se elevou na direção do meu. - Se eu te mostrar tudo de primeira... - sussurrei e deslizei meus dedos pra baixo. - As outras vezes vão perder a graça! - não aguentei e enfiei dois dedos dentro dela. Ashlyn fechou os olhos com força e gemeu alto, jogando a cabeça pra trás. Aquilo me excitou num ponto que achei que fosse gozar com meu p*u ainda dentro da calça. - Eu vou deixar você louca de várias formas. - gemi de encontro a sua boca, enquanto meus dedos entravam e saiam de dentro dela. Ashlyn se remexeu embaixo de mim. Meus dedos lambuzados, saíram de dentro dela e voltei a acariciar seu c******s. A respiração dela e a minha foi ficando mais disforme, suas unhas desceram pelas minhas costas, entraram por baixo da calça e da cueca e apertaram a minha b***a. Aquilo foi demais para mim, agarrei o lábio inferior dela entre os dentes, enquanto meus dedos atacavam seu c******s sem dó. Não parei de estimulá-lo até Ash soltar um grito prazeroso, abafado pelos meus beijos, estremecendo e gozando embaixo de mim. Me afastei dela, dando um tempo para se recuperar. Finalmente me livrei da minha calça e da cueca, tirei uma c*******a da carteira, abri e quando estava terminando de colocá-la, percebi que Ashlyn estava me encarando. Não com medo do que eu fosse fazer com ela, mas se perguntando se iria doer. Ela me olhava com prazer, querendo aquilo tanto quanto eu. - Você acaba comigo só me olhando assim sabia? - confessei. - Estou retribuindo pelo que você acabou de fazer comigo. - ela sorriu com malícia, mordendo os lábios. Me inclinei sobre ela e a beijei, mais do que pronto pela melhor parte. Beijei sua testa, me posicionando entre as pernas dela e num suspiro de alívio, lentamente a penetrei. Ashlyn se sobressaltou embaixo de mim e gemeu. Eu sabia que na primeira vez não era uma sensação agradável. Agarrei o travesseiro onde ela estava deitada e sai de dentro dela, voltando a penetrá-la um pouco mais fundo. Eu queria falar tanta coisa para ela que não sabia por onde começar para me expressar. - Eu nunca mais vou ser o mesmo depois de hoje Ash, nunca mais! - foi tudo que consegui pronunciar, enquanto era absorvido pela sensação de estar dentro dela. Nem nas minhas mais loucas imaginações eu poderia esperar algo assim. Conforme Ashlyn foi relaxando, eu fui penetrando mais profundamente, até estar totalmente dentro dela. Meus lábios não paravam de beijá-la e comecei a desenhar trilhas de beijos pelo seu pescoço. Agarrei as mãos dela, levando na altura de sua cabeça e aumentei o ritmo da penetração gradativamente. - Se eu tiver te machucando... - Não está! - ela me interrompeu, apertando sua mão entrelaçada à minha. Apoiei minha testa na dela, m*l conseguindo respirar, m*l conseguindo lidar com tudo que eu estava sentindo, eu precisava botar para fora de algum jeito, então acelerei o ritmo. Meu p*u latejava de tão duro, enquanto entrava e saia de dentro dela, as paredes macias de sua v****a o envolviam amplificando o desejo. Quando gozei acabei soltando um xingamento e desabei ao lado de Ashlyn me sentindo destruído. Eu tentava respirava, mas meu peito doía e meus pulmões ardiam. Mas não importava, a felicidade que eu estava sentindo era indescritível. Puxei Ash para perto de mim, apoiando a cabeça dela no meu ombro. - Você está fodida, porque depois de hoje, você nunca mais vai se livrar de mim! Ashlyn sorriu e me beijou. Beijei sua testa, tentando controlar minha respiração, enquanto meus braços a apertavam com força. Fechei meus olhos e fiquei sentindo o cheiro dela misturado ao meu. Um sorriso convencido esboçou meus lábios, quando me dei conta do que tínhamos acabado de fazer. - Você é minha, minha Ash, minha Emily! - sussurrei beijando sua testa.     Ashlyn   Não sei quanto tempo ficamos ali abraçados. O cheiro de Garrett me envolvia e pela primeira vez na vida senti uma paz imensa e uma sensação de segurança. Eu ainda não conseguia acreditar no que tínhamos acabado de fazer, nunca imaginei que me entregar à ele fosse ser tão prazeroso e sublime assim. Nunca senti tanta certeza de algo, como sentia de que era o certo me entregar à ele. Eu tinha decidido ouvir meu coração e ele me dizia que Garrett estava falando a verdade, que tudo o que fez foi por estar com o orgulho ferido, por eu ter duvido dele. Aquele dia na festa na hora da raiva eu só consegui pensar no momento que ele estava beijando outra, mas agora eu conseguia ver com clareza que ele estava falando a verdade. Enquanto éramos amigos ele nunca me deu motivos para desconfiar dele, ele nem sequer olhava para as garotas quando estava comigo. Se ele quisesse mesmo me trair, não teria feito isso na festa onde supostamente iriamos assumir que estávamos juntos. Pensei nas palavras de Scar mais cedo e na aliança que ele usava no pescoço e na que tinha comprado para mim. Garrett já tinha tido oportunidades o suficiente para me levar para cama, ele não precisaria de uma aliança e meia dúzias de palavras bonitas para conseguir t*****r comigo, sem contar que esse tipo de atitude não fazia o estilo dele. Suspirei. Se dá outra vez todas as evidencias denunciavam que ele era culpado, agora elas gritavam que ele era inocente e estava falando a verdade. - Ash?! - sua voz me chamou espantando meus pensamentos. - Hum?! - levantei o rosto e o encarei. - Lembra aquele dia no parque que eu disse que as garotas com quem eu andava eram como se fossem preenchedores de vazio? - assenti, meus olhos concentrados em seu rosto. - Para mim, você nunca foi e nunca vai ser um preenchedor de vazio. Porque quando estou do seu lado, esse vazio que eu sentia antes desaparece. Você não me preenche, você me completa. É a parte de mim que faltava. Sorri, emocionada com as palavras dele que só reafirmavam minha opinião sobre ele. - Eu nunca disse coisas assim antes, nunca me considerei um cara romântico até conhecer você. A senhorita entrou na minha vida se passando por Emily e virou meu mundo de cabeça pra baixo. Chegou com essa carinha de anjo, que de anjo não tem nada e acabou comigo. - sorri diante do seu sorriso. - Num só golpe você roubou meu coração, me fez ficar de joelhos aos seus pés e pela primeira vez me fez enxergar e sentir coisas. Você acabou comigo e me reconstruiu e não poderia ser mais grato por ter feito isso. Graças à você me transformei numa pessoa melhor, você é o centro do meu mundo e não quero que isso mude jamais. Sorrindo, levei meu rosto para perto do dele e o beijei. Garrett virou nós dois na cama e fiquei mais do que satisfeita quando nossos beijos nos levaram a começar tudo de novo.     Hilary   Abri a porta do apartamento e Scar entrou logo atrás de mim. O apartamento estava silencioso, silencioso demais e desconfiei que Ashlyn pudesse estar dormindo. Era uma pena, pois no fim nem entregamos o presente dela. Scar atravessou a sala, olhando os livros em cima da mesa e foi até a cozinha. - Hilary vem aqui! Me aproximei e Scar apontou a mesa. Sorri ao ver duas taças e uma garrafa de champanhe vazia. - Pelo jeito a coisa foi boa! - ela zombou. Dando risada fui até o quarto de Ashlyn, abri a porta com cuidado para ver se ela estava dormindo, lendo ou ouvindo música. Minha intenção era entregar o presente à ela, mas fiquei chocada quando vi Garrett na cama com ela. Os dois dormiam abraçados, a cabeça dela apoiada no peito nu dele, os braços tatuados de Garrett envolviam minha amiga, sua cabeça descansava na dela. Os dois estavam cobertos até a cintura pelo lençol e enquanto ele estava sem camisa, ela usava só uma blusinha de alcinha rosa. - Oh meu Deus! - Scar espiou arreganhando a porta. A puxei antes que os acordasse e com cuidado fechei a porta. Arrastei minha amiga escandalosa até a sala. - O que foi que aconteceu aqui?! - ela sussurrou de boca aberta. - Fica quieta eles só estão dormindo. - sussurrei de volta. - Dormindo na cama dela, e estava tão calor assim que ele adormeceu sem camisa? Você quer me enganar que não aconteceu nada? - Scar cruzou os braços. - Se houve ou não é problema deles, Ash já é bem grandinha e sabe muito bem o que faz. - devolvi. - Mas é errado, a gente mentiu para o Adam para ele não aparecer aqui. Tem ideia do que vai acontecer quando ele souber do que houve? - ela apontou o corredor. - A gente não vai contar nada e você conhece a Ash, aposto que amanhã mesmo ela vai terminar com o Adam e ficar com o Garrett de vez. Já faz tempo que desconfio que esses dois se gostam e depois de hoje... - A gente devia acordar ele e tirá-lo daqui e dar uma prensa na Ash, ela não pode ter transado com ele. - Você não vai fazer nada disso Scarlett, vamos para o quarto e deixe os dois lá, amanhã a gente conversa com a Ash e perguntamos o que aconteceu. - respondi. Scarlett me olhou de cara f**a. - Se você fizer alguma coisa eu nunca mais falo com você, entendeu?! - ameacei. Ela suspirou, por sorte acabou concordando comigo. Dando a noite por encerrada fomos dormir.     Ashlyn   Abri a porta do apartamento e espiei no corredor. - Garrett não tem ninguém, pode vir. Ele saiu de trás do balcão que dividia a sala e a cozinha e se aproximou. - É melhor você ir antes que as meninas acordem. - Acha que elas viram a gente? - Se viram vou descobrir amanhã depois das aulas, vou madrugar e estudar um pouco mais antes da prova. - Deixamos a porta do quarto aberta então provavelmente elas viram. - ele respondeu. - É, e a Scar com certeza vai me encher de perguntas, então vou sair antes delas acordarem e ir para biblioteca. Quando elas chegarem na hora do almoço eu converso com elas. - Amanhã eu tenho aula só até as dez, se você quiser eu venho aqui e falamos com elas. E depois falamos com o Adam. - Eu preferiria falar com ele sozinha. - mordi o lábio inferior. - Nada disso, você não vai falar com ele sozinha, a gente vai falar com ele, os dois juntos Ash. Pelo menos se ele ficar furioso como eu sei que vai, eu vou estar lá para garantir que ele não vai relar um dedo em você. As palavras dele me fizeram sorrir e me trouxeram segurança. Puxei seu rosto para perto do meu e o beijei. Foi difícil me despedir dele, se eu morasse sozinha, ele iria passar a noite comigo. Quando Garrett partiu, eu corri para o quarto sem fazer barulho e me enfiei embaixo das cobertas. Abracei o travesseiro onde ele estava deitado e peguei no sono, deixando o que restara do cheiro dele me envolver.   Na manhã seguinte deixei um café pronto para as meninas, apenas para elas não ficarem furiosas demais comigo e fui para faculdade. Cheguei na biblioteca e tive que fazer uma força tremenda para conseguir me concentrar nas anotações. A mesma coisa aconteceu na hora da prova. Tudo que eu conseguia era me lembrar da noite incrível que tivera com Garrett, dos seus beijos, dos nossos momentos juntos. Só as lembranças já causavam arrepios pela minha pele. Depois de ler pelo menos cinco vezes cada questão da prova, eu consegui completá-la no tempo e acho até que tinha ido razoavelmente bem. Se eu conseguisse tirar um seis já estava feliz.   Eram nove horas quando sai da prova. Resolvi ir para o apartamento e esperar por lá até dar dez horas e ligar para Garrett. No caminho para o alojamento mandei uma mensagem para ele.   Acho que fui bem na prova. Sua culpa ;) Até mais tarde, beijos!   Cheguei ao alojamento, subi as escadas correndo e abri a porta do apartamento, estava tão feliz que entrei cantando. O barulho de alguma coisa caindo chamou minha atenção. - Meninas?! - chamei. Atravessei a sala com cuidado. Em cima do balcão a garrafa de champanhe continuava lá, junto com os vestígios de que Scar e Hilary tinham tomado o café da manhã que eu preparara. Um novo barulho chamou minha atenção e percebi que o barulho vinha do meu quarto. Agarrei a garrafa de champanhe e fui até lá. Se fosse alguma brincadeira daquelas duas, iam se ver comigo. Abri a porta e meu queixo caiu quando vi meu quarto todo revirado. Minhas roupas estavam no chão, junto com as gavetas e minha cômoda estava revirada. Olhei para cama e vi minha folha de cartolina toda picada, junto com ela as folhas do meu projeto de iniciação cientifica. Por cima de tudo estava meu porta joia, os bilhetes de Garrett e todos os anéis de chaveiro que ele me dera. - Olha quem chegou?! Encarei Adam parado no meio do meu quarto, no centro de toda aquela zona. - Você fez isso? O que está fazendo aqui? Como conseguiu entrar? Adam avançou para cima de mim e agarrou meu braço com força. - Quem faz as perguntas sou eu! - ele sorriu com malícia. Seu rosto se transformou em fúria e ele me jogou sobre a cama, os anéis de chaveiro e o porta-joias machucaram minhas mãos e pernas. - Quer me explicar que p***a aconteceu entre você e o desgraçado do Grahan?! - gritou furioso.
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