Capítulo 7

895 Words
Johnny Richard atende o telefone exasperado. — Como assim Mariah está bêbada? E você Sofia? — ele passa a mão pelos cabelos — Claro que vou. Ele desliga o telefone e me encara. — A irmã de Sofia está bêbada, aquela coisinha que você dispensou hoje. — Ela bebe? — aquilo me deixa nervoso e não sei explicar o motivo. — Não, ela é toda certinha, deve estar em uma crise, sei lá... Ainda bem que você não quis, por que ela é toda cheia de regras Leva cerca de quinze minutos de carro, sei que Richard detestou o fato de a namorada estar no bar. Ficamos em silêncio durante toda a viagem, Richard se preocupando com Sofia e eu tentando elaborar um plano que me proporcionará algum tempo a sós com a irmã dele. Simone voltará de Portland na sexta-feira, até lá preciso entender o que sinto. Por um lado, Simone é a submissa perfeita. Gostosa, sabe me obedecer e é linda. Mas Mariah despertou algo em mim, algo que não controlo, eu a desejo, eu preciso sentir seu gosto. Uma amizade, acolher ela bêbada, ela mora alguns andares abaixo do meu. Preciso dela sã e consciente pra saber se seria minha submissa. — Vou te deixar em casa, e vou buscar elas, ninguém merece bebedeira de desconhecidos... — Não... Eu vou te ajudar, eu acho que devo algo pra ela, afinal fui péssimo hoje. Ele parece confuso por um momento, mas logo lança um sorriso: — Será que Johnny está abrindo espaço pra mulheres. — Ser gentil não tem nada a ver com isso. — Gentil com quem? — f**a-se, Richard. — Saio do carro, bato a porta atrás de mim e seguimos em direção à entrada do bar. Mariah ri sentada ao lado da irmã loira, os traços dela são perfeitos e ela parece quase serena. Cada lembrança dela ativa em mim o Dom. Vou até ela, e a ajudo. — Oh Johnny Ward está aqui? Veio ver a porca desleixada? — ela me encara, e instantaneamente eu posso sentir meu p*u tremer de emoção, as coisas que eu poderia fazer com essa boca. O olhar dela desce por meu rosto. Ficamos ali olhando um para o outro por um momento antes de Richard acabar com o momento: — Vamos? Ajudo Mariah e a seguro, ela não está de todo bêbada, está trôpega é verdade, mas não era pra tanto. — Somos vizinhos — digo quando ela se senta ao meu lado, os cabelos dela tem uma deliciosa essência de morango. — Somos, mas você é o da cobertura, o patrão. — Eu sei. — Eu sei que sabe... — o olhar dela me faz sentir tantas coisas. — Se você estivesse sóbria eu te chamaria pra sair... — Não sinta pena de mim, Johnny eu sou uma mulher adulta. — Mariah — uso um tom incisivo — Você não decide o que eu devo sentir. — f**a-se. Eu ao contrário de você preciso trabalhar pra viver. — Eu também trabalho para viver! — Vamos em silêncio que tal? — Como quiser. Ela esquivou do meu modo Dom, o que me deu vontade de bater forte naquela b***a. Richard me olha pelo retrovisor, ignoro, quando o carro chega no prédio ela desce primeiro, faço um sinal pra Richard me deixar com ela e a sigo. — Mariah! — Por que você me chama de Mariah? — Ela responde, me imitando. — É o seu nome, não é? — Senhorita González. Como é pra todo mundo! — Bem, Mariah, eu não sou todo mundo— e com isso eu a agarro pelo cotovelo e a puxo para dentro do elevador — Qual andar? — Vinte — ela me olha cheia de raiva. — Não fique com raiva. Ou... — Ou então o que? Deus, essa é a mulher mais frustrante do mundo. Cadê seu ar submisso? Ela simplesmente não desvia os olhos. A seguro pelo braço a puxo para mim, nossas bocas estão tão próximas que posso sentir sua respiração. — Você vai se arrepender — Eu esfrego meu queixo contra o dela, para cima e para baixo em sua pele macia e perfumada de morango, ali está o olhar que busco ela é minha submissa. O elevador se abre e ela sai, sem dizer uma única palavra. Ela bebeu, não posso dar um passo nessa direção. A sigo até seu apartamento, ele é muito menor que o meu. — Aposto que nem comeu — eu a sigo até a cozinha. — Posso comer agora, quer ver? Ela pega uma banana no cesto e a descasca, o jeito como ela coloca a fruta na boca é quase s****l, ela está me provocando. — Você gosta de banana? — Eu não sou gay, senhorita González. Onde você guarda o Tylenol? E não fale com a boca cheia. — Está com dor de cabeça senhor Ward? — p**a o que pariu, ela lambe a banana, aposto que o álcool a deixou acesa. Assim que ela assinar o contrato, vou bater nela várias e várias vezes por esse comportamento. —Eu quero que você tome um remédio Mariah! — Alguém já lhe disse que você é um pouco entrão? — Baby, você não tem ideia. Cadê o Tylenol? — Você não manda em mim, senhor Ward pode ir pra sua casa... Ela me indica a porta.
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