Johnny
Richard atende o telefone exasperado.
— Como assim Mariah está bêbada? E você Sofia? — ele passa a mão pelos cabelos — Claro que vou.
Ele desliga o telefone e me encara.
— A irmã de Sofia está bêbada, aquela coisinha que você dispensou hoje.
— Ela bebe? — aquilo me deixa nervoso e não sei explicar o motivo.
— Não, ela é toda certinha, deve estar em uma crise, sei lá... Ainda bem que você não quis, por que ela é toda cheia de regras
Leva cerca de quinze minutos de carro, sei que Richard detestou o fato de a namorada estar no bar. Ficamos em silêncio durante toda a viagem, Richard se preocupando com Sofia e eu tentando elaborar um plano que me proporcionará algum tempo a sós com a irmã dele. Simone voltará de Portland na sexta-feira, até lá preciso entender o que sinto.
Por um lado, Simone é a submissa perfeita. Gostosa, sabe me obedecer e é linda.
Mas Mariah despertou algo em mim, algo que não controlo, eu a desejo, eu preciso sentir seu gosto.
Uma amizade, acolher ela bêbada, ela mora alguns andares abaixo do meu. Preciso dela sã e consciente pra saber se seria minha submissa.
— Vou te deixar em casa, e vou buscar elas, ninguém merece bebedeira de desconhecidos...
— Não... Eu vou te ajudar, eu acho que devo algo pra ela, afinal fui péssimo hoje.
Ele parece confuso por um momento, mas logo lança um sorriso:
— Será que Johnny está abrindo espaço pra mulheres.
— Ser gentil não tem nada a ver com isso.
— Gentil com quem?
— f**a-se, Richard. — Saio do carro, bato a porta atrás de mim e seguimos em direção à entrada do bar.
Mariah ri sentada ao lado da irmã loira, os traços dela são perfeitos e ela parece quase serena.
Cada lembrança dela ativa em mim o Dom.
Vou até ela, e a ajudo.
— Oh Johnny Ward está aqui? Veio ver a porca desleixada? — ela me encara, e instantaneamente eu posso sentir meu p*u tremer de emoção, as coisas que eu poderia fazer com essa boca. O olhar dela desce por meu rosto.
Ficamos ali olhando um para o outro por um momento antes de Richard acabar com o momento:
— Vamos?
Ajudo Mariah e a seguro, ela não está de todo bêbada, está trôpega é verdade, mas não era pra tanto.
— Somos vizinhos — digo quando ela se senta ao meu lado, os cabelos dela tem uma deliciosa essência de morango.
— Somos, mas você é o da cobertura, o patrão.
— Eu sei.
— Eu sei que sabe... — o olhar dela me faz sentir tantas coisas.
— Se você estivesse sóbria eu te chamaria pra sair...
— Não sinta pena de mim, Johnny eu sou uma mulher adulta.
— Mariah — uso um tom incisivo — Você não decide o que eu devo sentir.
— f**a-se. Eu ao contrário de você preciso trabalhar pra viver.
— Eu também trabalho para viver!
— Vamos em silêncio que tal?
— Como quiser.
Ela esquivou do meu modo Dom, o que me deu vontade de bater forte naquela b***a.
Richard me olha pelo retrovisor, ignoro, quando o carro chega no prédio ela desce primeiro, faço um sinal pra Richard me deixar com ela e a sigo.
— Mariah!
— Por que você me chama de Mariah? — Ela responde, me imitando.
— É o seu nome, não é?
— Senhorita González. Como é pra todo mundo!
— Bem, Mariah, eu não sou todo mundo— e com isso eu a agarro pelo cotovelo e a puxo para dentro do elevador — Qual andar?
— Vinte — ela me olha cheia de raiva.
— Não fique com raiva. Ou...
— Ou então o que?
Deus, essa é a mulher mais frustrante do mundo.
Cadê seu ar submisso? Ela simplesmente não desvia os olhos.
A seguro pelo braço a puxo para mim, nossas bocas estão tão próximas que posso sentir sua respiração.
— Você vai se arrepender — Eu esfrego meu queixo contra o dela, para cima e para baixo em sua pele macia e perfumada de morango, ali está o olhar que busco ela é minha submissa.
O elevador se abre e ela sai, sem dizer uma única palavra.
Ela bebeu, não posso dar um passo nessa direção.
A sigo até seu apartamento, ele é muito menor que o meu.
— Aposto que nem comeu — eu a sigo até a cozinha.
— Posso comer agora, quer ver?
Ela pega uma banana no cesto e a descasca, o jeito como ela coloca a fruta na boca é quase s****l, ela está me provocando.
— Você gosta de banana?
— Eu não sou gay, senhorita González. Onde você guarda o Tylenol? E não fale com a boca cheia.
— Está com dor de cabeça senhor Ward? — p**a o que pariu, ela lambe a banana, aposto que o álcool a deixou acesa.
Assim que ela assinar o contrato, vou bater nela várias e várias vezes por esse comportamento.
—Eu quero que você tome um remédio Mariah!
— Alguém já lhe disse que você é um pouco entrão?
— Baby, você não tem ideia. Cadê o Tylenol?
— Você não manda em mim, senhor Ward pode ir pra sua casa...
Ela me indica a porta.