O elevador abriu na cobertura e Luca saiu com Mila no colo antes que ela terminasse de protestar. Ela estava sonolenta, o corpo mole, a cabeça encostada no ombro dele com aquela resistência preguiçosa de quem sabe que vai perder a batalha mas ainda tenta. Murmurou alguma coisa sobre andar sozinha. Ele ignorou. Atravessou o corredor, empurrou a porta do quarto com o pé, depositou ela na cama com mais cuidado do que seu jeito costumeiro sugeria. Mila afundou no colchão, os olhos já pesados, e não disse mais nada. Luca tirou a camisa, jogou no canto, deitou do lado dela. O quarto ficou escuro, silencioso. Ela se virou de lado sem pensar, o corpo buscando calor. Ele abriu o braço, ela encostou, e foi isso. Nenhum dos dois declarou nada. O sono chegou rápido, pesado, do jeito que chega depo

