Alissa
Coloco meu vestido verde florido, ele é o único que eu tenho e deixa-me apresentável aos olhos das pessoas, deixo meu cabelo cair e observo-me no espelho, eu nunca me senti bonita e a imagem no espelho mostra uma garota radiando felicidade.
Desço as escadas e sento-me no sofá, passei a tarde conhecendo a casa, seus variados quartos, banheiros, piscina, salas e cozinha, entretanto o que chamou a minha atenção foi o extenso jardim que é anexa com a floresta, é difícil imaginar Akira vivendo nessa imponente casa sozinho.
Ouço a porta abrir e levanto-me andando em direção aos passos que vem até mim, vejo Akira e o mesmo abre um grande sorriso.
— Você está linda — sorrio, ele me pega pela cintura erguendo-me e me beija loucamente, ainda estranho o fato de conhecê-lo apenas um dia e me entregar a ele facilmente, no entanto eu também não luto contra o forte sentimento que está se apoderando do meu coração.
— Obrigado — digo assim que nos separamos, Akira coloca-me no chão e nos puxa para o sofá, ele senta e eu sento-me em suas pernas — Nós iremos agora?
— Primeiro eu preciso te contar uma coisa se quisermos seguir em frente — me viro olhando-o fixamente e assinto, o assunto parece sério — Espero que você tenha uma mente aberta.
— Fale Akira — digo suavemente.
— Floresta n***a não é uma cidade comum — ele respira profundamente — Aqui a população humana é pouca, há outra espécie que se destaca, os lobisomens — franzo a testa confusa, isso é uma brincadeira? — Sou o dono da cidade e também o Alfa, sou aquele que todos devem obedecer e você é a minha fêmea.
— Fêmea? — se Akira estiver brincando comigo eu juro por Deus que irei bater nele e não importará se o conheço a menos de vinte e quatro horas.
— Todos os lobisomens tem uma companheira, mas primeiramente devemos encontrá-la, há machos que nunca encontram, eu próprio pensei que nunca ia te encontrar, contudo você está na minha frente, nós somos automaticamente programados para amar incondicionalmente nossa companheira, assim como a nossa companheira também é feita para nos amar até morrermos — essa é uma história interessante e eu não duvido que lobos existam, contanto que sejam apenas animais — Luna é o nome dado a companheira do Alfa, aquela que vai governar a cidade ao seu lado e é a segunda no comando, Alissa, você é a minha companheira, nossas almas se encontraram.
— Akira... Essa é uma historia e tanto, mas é difícil de acreditar, eu tenho apenas dezoito anos e te conheço há um dia, tudo é estranho para mim.
— Eu posso te mostrar a verdade — ele levanta e estende a mão que eu pego prontamente, ele nos leva ao jardim e separa-se de mim, Akira começa a tirar sua roupa e eu apenas observo a insanidade desse homem, quando ele tira sua cueca eu começo a ficar rubra de vergonha, eu nunca tinha visto o pênis de um homem e o dele é consideravelmente avantajado.
Ele sorri maliciosamente para mim fazendo-me ficar mais vermelha se é possível.
— Não precisa ter vergonha Alissa, em breve irei tomá-la para mim e eu me conectarei a você com essa parte especificamente — ele aponta para seu pênis e arregalo os olhos ao vê-lo começar a ficar duro.
Ele olha para a floresta a sua frente e fecha os olhos, ouço estalos e vejo os seus ossos se movendo, fico apavorada e me aproximo para ver se Akira está com dor, mas o seu olhar me faz ficar parada.
O homem a minha frente começa a sumir, ele cai no chão e vejo seu corpo começar a tomar outra forma, seu rosto afunda para em seguida sair uma grande boca com dentes afiados, olho para suas mãos e vejo patas com garras afiadas, a transformação de um homem para um lobisomem é incrível e ao mesmo tempo aterrorizante.
Ando até Akira e estranhamente não sinto medo, nossos olhos se conectam e é como se ele me puxasse para si, tocos seus pelos negros e faço uma espécie de carinho, Akira ronrona e abaixa sua cabeça acariciando minha bochecha.
— Acredita agora Alissa? — arregalo os olhos ao ouvi-lo em minha mente.
— Como posso te ouvir?
— É a nossa conexão, todos os lobos são agraciados com ele..
— Eu acredito Akira.
— Não tem medo? — n**o.
— Como posso ter medo do homem que está mudando a minha vida?
Akira retorna a sua forma humana, essa parte é menos assustadora do que a transformação em si.
— Você também está mudando a minha vida — sorrio e me afasto consideravelmente de seu corpo, ele ainda está incrivelmente nu e parece não se importar com isso.
— Coloque sua roupa, vou te esperar na sala — o deixo sozinho e volto para sala, me sento e segundos depois Akira aparece e senta-se ao meu lado.
— Então você me aceita do jeito que sou?
— É claro — ele pega minhas mãos e olha para mim, parece querer falar algo importante.
— Alissa, agora que te achei eu nunca mais quero te perder, humanos vivem por pouco tempo, as doenças, acidentes, velhice e pessoas cruéis podem matar, o ser humano é uma raça frágil e eu quero viver a eternidade com você, eu quero te transformar e assim poderemos viver juntos enquanto o tempo permitir, mas não vou fazer nada que seja contra a sua vontade.
— Quantos anos você tem? — a curiosidade quando ele disse que podemos viver juntos enquanto o tempo permitir me atinge, então quantos anos ele tem?
— Trezentos e vinte e dois — arregalo os olhos e ele ri do meu olhar incrédulo.
— Sei que estou velho para uma garota de dezoito anos.
Será que eu me vejo como um lobisomem? Eu tenho certeza que quero viver junto com Akira para sempre?
— A transformação é dolorida? — pergunto, eu já senti muita dor nas mãos do meu padrasto, já fui agredida de cinta e com vários outros objetos, porém a transformação desse ser muito pior.
— Não vou mentir Alissa, é muito dolorido, mas a dor ocorrer apenas nas primeiras transformações, seu corpo irá se acostumar e então ser tornará algo natural.
— Tudo bem, você vai estar comigo, então posso aguentar.
— Isso é um sim? — seu rosto ilumina e assinto, ele me abraça e beija minha testa.
— Eu vou te transformar em breve, depois da perda da sua virgindade, amanhã teremos a reunião da alcatéia e te apresentarei como minha mulher e Alfa.
— Como você sabe que sou virgem? — a única coisa que eu consigo identificar de suas palavras é que ele sabe que sou virgem, porém como Akira pode saber? Isso é impossível!
— Nós temos olfato apurado, assim como a visão, quando a fêmea é virgem nós sabemos, pois o cheiro é específico assim como quando a fêmea está prenhe.
— O vocabulário de vocês é tão estranho... — digo, pois realmente é esquisito — fêmea, macho, prenhe... Por que não falam, homem, mulher, gravidez?
— Porque nós fomos criados assim Alissa, e agora você é uma de nós.
— Eu acho que sim...
— Você é parte de nós e daqui algumas semanas nós vamos casar.
— Mas já? — pergunto chocada, eu m*l o conheço!
— Quando encontramos nossa companheira nós a queremos de todos os modos possíveis, você não quer casar comigo? — percebo a decepção na sua voz e n**o.
— É que eu m*l o conheço — sussurro.
— Nós temos a vida inteira para nos conhecer.
— Você está certo — por que adiar algo inevitável?
— Agora precisamos ir, eu quero te levar ao restaurante da Bob e hoje você não será a garçonete — sorrio extremamente feliz e Akira em abraça — Amanhã eu irei te levar para conhecer meus pais.
— Você acha que eles vão gostar de mim?
— Não tem como uma alma viva e morta não gostar de ti Alissa, você é perfeita.