Elisabeth Parker
Eu cresci admirando meu Alfa, desde pequena eu dizia para meus pais que me casaria com o Alfa Akira, e eles respondiam que eu apenas me tornaria sua esposa se eu fosse à escolhida para ser sua companheira pelo resto da eternidade, sua companheira de alma e infelizmente não sou, mas isso não quer dizer que eu irei deixar de amá-lo e admira-lo.
Tentei muitas vezes me aproximar dele e fazê-lo gostar de mim, nas reuniões da alcatéia eu tentava me sobressair para ganhar sua atenção, porém meus esforços eram todos em vão, um mês atrás eu tentei seduzi-lo e foi um fracasso.
Fui a sua casa com a desculpa esfarrapada de que eu havia sido estuprada, estava havendo vários casos na cidade e eu resolvi me aproveitar da situação, o Alfa me recebeu preocupado e me levou a um quarto, pediu para que eu tomasse banho e a seguir encontrá-lo na sala para conversamos, ele queria punir o culpado.
Eu tomei um banho e passei um suave perfume que encontrei na pia, me enrolei no roupão e desci, o encontrei sentado no sofá olhando as chamas da lareira, era notável a tensão que corroía seu corpo, ele não estava no controle do que estava acontecendo na cidade e a raiva emanava de seus poros.
Aproximei-me e toquei o seu ombro, ele olhou para mim e indicou o sofá a sua frente para que eu me sentasse, assim que ficamos frente a frente ele pediu para contar como aconteceu e quem fez essa barbaridade, eu como a tola apaixonada disse que menti, eu me abri e falei que o amava, entretanto tive que inventar algo para fazê-lo reparar em mim.
E o que eu ganhei foi um grande tapa que me levou ao chão, eu coloquei minhas mãos em meu rosto e vi que estava sangrando, ele usou as suas garras e quando olhei para cima eu vi o grande Alfa olhar-me com rancor.
Eu lhe disse que o amava e ele bateu em mim, eu nunca tinha apanhado dos meus pais, na verdade ninguém encostou em mim com o intuito de me agredir, e a primeira pessoa que me agrediu foi o amor da minha vida e isso doeu profundamente em meu coração.
Brian não se importou para a minha declaração, ele disse que eu era louca por aparecer na sua casa e lhe dizer que fui estuprada, disse que era uma situação séria e que eu estava brincando com um assunto repugnante.
Ele praticamente me enxotou para fora de sua casa e desde então eu m*l ouso chegar perto dele, mas parece que Akira nem ao menos lembra de mim.
Por incrível que pareça ninguém ficou sabendo do ocorrido, eu pensei que ele iria falar com meus pais, todavia os dias se passaram e ele não veio deixando-me aliviada.
Ainda continua amando-o apesar da agressão e eu vou lhe mostrar que eu sou a mulher certa para ele, o Alfa já tem centenas de anos e não encontrou sua companheira, com certeza não é agora que irá encontrá-la.
Entro no restaurante da Bob e vejo-a separando contas em cima do balcão, o primeiro passo é me tornar responsável, eu tenho dezessete anos e preciso de um emprego para mostrá-lo que a minha idade não define a minha maturidade.
— Bom dia Bob.
— Bom dia Liz.
— Você ainda tem a vaga para garçonete? — ela levanta o olhar de suas contas e olha para mim.
— O que fez você mudar de ideia? Semanas atrás eu lhe ofereci o emprego e você não quis — além de querer mostrar que eu posso ser responsável, esse é o restaurante que o Alfa frequenta bastante dias da semana, então esse se tornou o lugar perfeito para lhe mostrar outra parte de mim e poder ficar mais perto dele.
— Eu preciso do emprego Bob, não tenho nada para fazer — ela assente, mas sei que está com dúvidas.
— Você começa hoje, a menina que começou ontem já foi embora — começou ontem e já se despediu?
— Como assim Bob? Uma forasteira? — pergunto curiosa.
— Ela é uma boa menina, veio à cidade para recomeçar e ela conseguiu, Alissa encontrou seu companheiro, parece que a cidade a atraiu para cá, e não a chame de forasteira, se alguém ouvir e chegar aos ouvidos de certa pessoa haverá consequências.
— Essa garota é companheira de quem?
— Do Alfa, por isso eu te aviso para regular sua boca — não, não, não, isso não pode ser verdade — Ela não é mais uma forasteira, ela é a mulher de Akira e a nossa Alfa, agora mudando de assunto, você começa hoje, esteja aqui à tarde — Bob volta para as suas finanças e eu vou em direção a porta o mais rápido possível.
Por favor, que isso seja mentira, não o meu alfa, meu Akira.