Enquanto isso a caminho do aeroporto...

507 Words
10 minutos depois, estava tudo pronto e subimos no carro. Papai e o Derick foram na frente e eu no banco de trás. Derick não parava de olhar pelo vidro do retrovisor, enquanto eu fazia caretas para ele. 30 minutos chegamos ao aeroporto, nos sentamos e esperamos que anunciassem o vôo. Enquanto esperávamos, juntei todos para uma foto. Estávamos felizes com aquele momento, cada um de divertia com as caras e caretas que os outros faziam. Papai não gostava de tirar foto. Disse que era porque na primária, os colegas gozavam com ele por ter fechado os olhos na foto do ano escolar. Mas papai era lindo de olhos abertos ou fechados. No momento das fotografias, ele esqueceu do passado e deixou o momento fluir, o que me deixou feliz. _ Essa ficou boa. Falou Derick. _ Dessa vez os meus olhos não ficaram fechados, rsrs. _ Também gostei dessa. TRIIIM... Vôo 68, destino Luanda/Angola... _ É o meu vôo. Está na hora de ir... Quando falei aquilo, notei tristeza no rosto do papai e do Derick. Era como se eu fosse e não voltasse mais... Abracei os dois e beijei a testa deles. _ Ei, eu vou, mas volto. Não é necessário ficarem com essa cara de funeral adiantado, rsrs, a doença não me matou ainda. Vôo 68, por favor... Sabia que era necessário ir... Me despedi deles, peguei as minhas coisas e fui fazer check-in. De longe ainda podia vê-los e fiz tchau... Dentro do vôo, todos eram desconhecidos para mim. Seria a primeira vez, que faria aquela viagem sem o papai. Uns liam, outros conversavam, uns comiam e uns simplesmente dormiam... Eu decidi seguir o rumo dos que dormiam, mas não conseguia, por causa das turbulências. Sentia que o vôo subia e descia, estava enjoada e pedia para que Deus me ajudasse. Ao meu lado estava outra jovem. Ela era loira, olhos da cor cinza e lábios avantajados. O nome dela era Melissa, ela sentia os mesmos sintomas que eu, segurou na minha mão e eu na dela. Apoiamos uma a outra. A Mel é da Escócia, estava no primeiro ano da faculdade de Ciências. A Mel era uma menina descolada e a história dela era idêntica a minha, só que quem era presente na vida, era a mãe e o irmão. Mel falou que desejava não ter um pai. _ Ei, o seu pai é ocupado? tudo bem. Mas não significa que ele não te ama, talvez ele tenha pensado em você todos esses anos, não fique com raiva dele. Melissa olhou para mim com lágrimas nos olhos. Pedi que ela chorasse e tirasse a dor do coração. Aconselhei que falasse com o pai dela e explicasse o que sentia. _ Você se parece com minha mamã Melinda. Falou a Melissa, com o sotaque dela. Mel, fazia gestos tentando copiar a mãe dela e era muito engraçada. Decidimos dormir um pouco, ainda nos restavam algumas horas de vôo. Mel se apoiou em meu ombro e eu na cabeça dela. Dormimos que nem anjinhos.
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