Quando chegamos em casa, eram 17h49, meu pai foi para o quarto dele e eu para o meu.
Quando entrei, peguei o meu celular e me deitei na cama, me enrolei forte na almofada como se aquele fosse o último dia que dormiria nela.
Liguei a tela do celular e fui até a galeria e pressionei em uma imagem do Derick.
Fiquei olhando para aquela imagem durante 5 minutos, olhando para ela como se fosse a primeira vez que a via.
Olhei detalhadamente para os olhos dele, para os lábios dele e por fim para o seu cabelo.
Eram de cor mel, lindos e sem igual.
Quando voltei a olhar para os olhos azuis do Derick, me desatei a chorar.
Não podia chorar alto porque senão papai ouviria.
Chorei amargamente, naquele momento eu sentia como se o Derick tivesse me traído, mas não.
Enquanto chorava as minhas lágrimas percorriam o meu rosto e algumas eram engolidas através dos meus lábios, me fazendo lembrar quão doces e salgadas podiam ser.
As doces me faziam lembrar dos bons momentos e as salgadas dos maus...
Lembrei até de quando a traição da minha mãe foi descoberta e chorei mais ainda.
Naquele momento ouvi o som da porta a se abrir.
Quando olhei para ver quem era, escondendo o rosto pálido e vermelho por baixo da almofada.
A luz do outro compartimento invadiu o meu quarto e magoava os meus olhos.
Eu tentava os manter abertos, mas sem sucesso, eles ardiam muito e se fechavam automaticamente.
Escondi novamente o meu rosto debaixo da almofada.
Ouvia passos lentos e leves vindo na minha direção.
Senti alguém tocar no meu ombro e depois ajeitar o meu cabelo.
_ Ei... o que foi? Minha princesa.
Uma voz doce e conhecida ecoou sobre os meus ouvidos.
Era a voz do meu pai...
Era o meu, era ele mais uma vez...
Respondi que não era nada balançando a cabeça, mas papai me conhecia bem.
Pegou na minha mão e disse:
_ Eu sei que você não está bem, conversa comigo.
Papai dizia que as pessoas apenas choram por dois motivos.
Por alegria ou tristeza, e o meu... bom, vocês sabem...
Recebi um abraço imensamente caloroso do meu pai.
Quando tive coragem de o olhar, ele já olhava para mim, os olhos expressavam carinho e preocupação.
Tentei falar o que sentia, mas não consegui.
As palavras pareciam ficar presas na garganta.
Havia chorado tanto que fiquei com sono e adormeci com a cabeça apoiada no colo do meu pai.
Acordei depois de horas de sono, sentindo um aroma de perfume masculino que eu conhecia e amava muito.
O cheiro era forte e doce... Quando abri os olhos vi que era o meu amor platónico - Derick.
Levantei e o abracei.
Derick retribuiu o abraço e me deu um beijo.
_ A minha princesa dos olhos verde mar está melhor?
_ Rsrs.
_ Te amo, viu?
_ Também te amo, meu amor.
_ Rsrs, quer conversar?
_ Não agora...
Derick entendeu e não insistiu.
_ Então quer assistir um filme comigo?
_ QUEROOOOOOO!
Qual?
_ Hoje a escolha é sua.
Escolhi " A culpa é das estrelas", onde os atores principais são o Augustos e Hazon.
Amei assistir aquele filme, não havia terminado porque adormeci, rsrs.
Quando acordei já era meia noite e não tinha mais ninguém no quarto além de mim.
Olhei para a banca para pegar o meu telefone e encontro um bilhete e uma rosa vermelha nela:
" Você é a flor mais linda do meu jardim, te amo muito, minha princesa".
Sorri muito, estava feliz por aquele gesto...
Só depois da emoção passar, comecei a sentir fome, rsrs.
Levantei da cama e fui para a cozinha preparar alguma coisa para comer e adivinha quem acabei encontrando lá? rsrs.