Está com raiva porque seu corpo me escolheu?

1326 Words
—Dante... Quero que este dia seja especial. Seu rosto suaviza, e ele passa a mão nos meus braços. —Quem disse que não farei deste momento algo especial? Ele mordisca meu pescoço, e fecho os olhos, tentando resistir à tentação. Mas não consigo evitar. Eu o afasto levemente: Quero... que seja com um homem especial. Ele ri, o som amargo saindo de seus lábios. —Homens certinhos como meu irmão, você quer dizer. Eu ofego, sentindo o calor do seu olhar me percorrer. —Um homem que eu ame... Dante me observa por um momento, seus olhos agora de um verde penetrante, parecendo um felino, pronto para atacar. Ele diminui ainda mais a distância entre nós, me puxa para mais perto. Sinto sua respiração quente no meu rosto, sua presença dominadora me consumindo. —Essa fórmula perfeita que você quer pode não acontecer, Rebeca. Você pode até estar com alguém que ame, mas o sexo, ah, o sexo pode ser tosco. Não vai soltar faíscas como o que você sente quando está nos meus braços. Eu te desejo, Rebeca. Eu nunca senti algo assim por alguém, algo tão real, tão arrebatador. Prendo a respiração, tentando bloquear o cheiro intoxicante dele, mas não consigo. Ele me envolve de tal maneira que não há mais escapatória. —Não estou pedindo que se case comigo... ou que me ame. Só quero uma noite com você, Rebeca. Eu o olho, sentindo a luxúria crescer dentro de mim. —Uma noite? — Minha voz sai baixa, quase imperceptível, mas cheia de desejo. Ele assente, e me beija novamente. Sua mão começa a me provocar, e eu sinto os dedos dele em minha i********e, deslizando lentamente, me fazendo perder o controle. Minha visão fica turva, e um gemido escapa de meus lábios. O que é isso? Ele vibra no ponto certo, e eu geme de prazer, as pernas quase cedendo sob o toque dele. É como se uma onda de necessidade me tomasse, crescendo a cada segundo, e eu me vejo sem fôlego, me segurando mais forte nele, deixando o desejo me consumir. O beijo se prolonga, e sua língua começa a dançar com a minha, em um jogo lento e perigoso. Mordi o lábio, tentando controlar os gemidos que escapam, mas é impossível. Ele não me dá espaço para resistir. Sua boca mordisca levemente a minha, e eu fecho os olhos, rendida. Desisto de lutar, desisto de me importar em ser controlada. Jogo a cabeça para trás e deixo-me ser guiada até a cama, onde sei que não há volta. —Rebeca... Sim, estou agindo como a Rebeca. A Isabela é certinha, comportada. Mas hoje, eu quero ser Rebeca. Leandro A amargura sobe na minha garganta como ácido. Isabela está se arriscando, e eu, aqui, impotente, assistindo a tudo. Ela está ultrapassando os limites da segurança, se envolvendo demais. E com certeza, de algum jeito, está se aproximando de Dante Ferreira. Não há tempo para perder pensando nisso. Preciso ligar para Heitor. Eu não posso negar uma coisa: as informações que Isabela trouxe são valiosas. Agora que sabemos da tocaia, vamos pedir reforços e, por mais difícil que seja admitir, vamos dever nossas vidas a ela. Isabela Estamos nus, colados um ao outro, nossos corpos úmidos de suor, nossas respirações entrecortadas por gemidos que escapam sem controle. É como se, por um instante, o mundo deixasse de existir, e tudo o que restasse fosse essa conexão visceral entre nós. Nunca experimentei algo assim. Algo tão avassalador, tão desesperadamente quente. Dante desliza a boca pela minha pele, mordiscando meus ombros, deixando rastros de fogo onde passa. Mas então ele para. Paira sobre mim, os olhos fixos nos meus, sua mão deslizando por meu rosto de um jeito que me desestabiliza. — Rebeca… — sua voz é um sussurro rouco, carregado de algo que eu me recuso a decifrar. Ele me beija com uma ternura inesperada, e isso me enfurece. Não quero doçura. Não quero carinho. Quero apenas o prazer bruto, o calor, a perdição. Não posso permitir que ele me faça sentir algo mais do que desejo. Com um impulso de raiva, ergo a mão e o acerto no rosto. O tapa ecoa no quarto, e minha própria respiração fica presa na garganta. Dante me encara, atordoado, a expressão se transformando rapidamente de choque para algo sombrio, perigoso. Oh, merda. O que eu fiz? Seu olhar se estreita, e vejo a tensão desaparecer de seus músculos, substituída por algo ainda mais intenso. E então, sem aviso, suas mãos envolvem meus pulsos, erguendo-os acima da minha cabeça. Sua boca encontra a minha, quente, exigente. Espero um beijo feroz, mas o que recebo é algo lento, torturante, um deslizar suave de lábios que me desmonta. — Está com raiva porque seu corpo me escolheu? — ele murmura contra minha boca, sua voz um desafio. — Achou que eu não seria capaz de sentir algo além de desejo por você? Engulo em seco. A resposta morre na minha garganta. Ele me solta, mas não me dá tempo de fugir. Suas mãos exploram minha pele com uma paciência c***l, cada toque me fazendo perder o controle que eu tanto lutei para manter. Meus músculos cedem, meu corpo se curva contra o dele, traindo minha decisão de afastá-lo. Quando dou por mim, estou rendida outra vez. Dante se afasta apenas o suficiente para pegar a proteção em sua carteira. Rasga o invólucro com os dentes, os olhos cravados em mim. — Nunca quis ser o primeiro de ninguém. Mas com você... é diferente. — Ele desliza os dedos pelos meus quadris, puxando-me para si. Minha pulsação martela contra minhas têmporas. Quero desprezá-lo por sua confiança, por sua certeza. Mas quando ele me preenche, tudo dentro de mim se dissolve. A dor vem primeiro, cortante, intensa. Solto um gemido e ele para, a tensão marcada em sua mandíbula. Seus olhos me devoram, analisam cada expressão minha. — Me olha. — Sua ordem vem baixa, carregada de desejo bruto. Minha mente quer resistir, mas meu corpo responde sozinho. Ergo os olhos e me afogo nos dele. E então ele se move, devagar, profundo. Um ritmo que me faz arquear o corpo contra o dele, que me faz perder a razão. Minhas unhas cravam seus ombros quando a dor se dissolve em prazer. Meu nome escapa dos seus lábios em um rosnado rouco, e algo explode dentro de mim. Meu primeiro orgasmo me atinge como um trovão, fazendo-me tremer, gritar, perder qualquer senso de realidade. Dante me segue logo depois, sua entrega vindo com um gemido grave, satisfeito, sua testa pressionada contra a minha. Por longos segundos, permanecemos ali, ofegantes, grudados um ao outro. Então, ele se ergue e se afasta. Seus olhos me percorrem com algo que não consigo definir antes que ele desvie o olhar e se levante. — Entendi o recado. Sem compromisso, não é? — Mas sabe de uma coisa? Por mais que tente esconder, seus olhos me dizem outra coisa. Nós nos apaixonamos, essa é a verdade— Ele solta uma risada breve, mas sem humor, e vejo em seus olhos um lampejo de algo que não deveria estar ali: uma constatação silenciosa de que, talvez, ele tenha desejado mais do que apenas essa noite. Ele se veste rapidamente, sem me encarar. Algo em sua expressão denuncia um lampejo de hesitação, um breve instante de dúvida antes de ele erguer a cabeça, recuperar a compostura e seguir para a porta. Algo em sua postura mudou, como se uma parte dele estivesse se fechando para mim, uma barreira erguida antes mesmo que eu pudesse entender o que realmente aconteceu entre nós. Em silêncio, caminha até a porta. E então, sem olhar para trás, desaparece pelo corredor, levando consigo o pouco que ainda restava da minha resistência. Sozinha na cama, encaro o teto, tentando recuperar a respiração, tentando entender por que, mesmo conseguindo afastá-lo, sinto como se tivesse perdido algo maior do que gostaria de admitir.
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