Capítulo 001
Tâmara Souza 💫 - Recife | PE 🌙
Abro os olhos vendo tudo escuro na casa e dou um sorriso sacana, sabia que meus pais estavam dormindo junto da minha irmã, seria o momento certo pra eu dar uma fugidinha e aproveitar um pouco do baile lá em cima na favela do coque, não vou demorar muito, só quero curtir como todas as outras vezes que fui, eles nem vão perceber.
A roupa já estava no corpo, estava vestindo um corpete branco e um shorts jeans, levanto devagar pra cama não fazer barulho e calço minha plataforma branca que deixei em baixo da cama, me olho uma última vez no espelho e tava linda, perfeita, como sempre, a maquiagem basiquinha que eu amo, e meu perfume kriska exalando no ar, meus pais que me perdoem, mas a filha deles é muito linda e gostosa pra ficar trancada em casa em pleno sextou.
Ajeito a cama como sempre fiz, coloco os dois travesseiros em baixo do lençol como se fosse um corpo e jogo o edredom por cima, ajeito o travesseiro como se minha cabeça estivesse deitada nele, em passos lentos caminho até minha janela, abro ela lentamente e passo para o lado, agradecendo ao meu pai por não ter colocado grade aqui ainda, a casa ainda estava em reforma e meu quarto ficou por último, graças ao Deus pai.
Minha rua fica duas ruas antes da favela do coque, meu pai e minha mãe nem sonham que eu frequento lá todo final de semana, e Deus me livre deles descobrir, se não, o p*u me acha e não vai ser de uma forma gostosa.
Vou andando devagar, mais com um pouco de pressa, não trouxe meu celular, mas sei que já passa das meia noite, horário bom, o baile ferve nessa hora, minha barriga estava gelada, mãos suando frio, nervosismo batendo forte, mas eu tava feliz, era sempre gostosinho a sensação de sair escondida, o ar de suspense, claro que o medo habitava em mim, mas o gostinho de loucura era bem maior.
Avisto os caras com armas pra cima, os paredões na entrada da favela tocando brega funk uns misturados com os outros, disputa de paredão mesmo, amo essa estética, passo o olhar procurando Antônia e o Danilo, mas tava cheio demais pra encontrar eles e foi nesse momento que me arrependi de não trazer o celular, como ia encontrar os bests nessa muvuca toda? Que ódio!
Continuo caminhando entrando no meio das pessoas, andando pra lá e pra cá, já tava quase desistindo quando sinto meu braço sendo puxado com tudo, sabia que era a biba safada do Danilo, mania feia do c*****o, já virei com a cara fechada, ele sabe que eu odeio isso, eu hein.
__ demorou em rapariga. - falou todo altinho já, maluco, acabei rindo. - até pensei que meus tios tinha te pegado no ato, já estava preparando teu velório. - fiz o sinal da cruz no meu rosto, me bezendo, esse maluco fala cada coisa.
__ eles demoraram para dormir hoje, mas já estou aqui, vamos curtir gostosinho, que antes de amanhecer eu tenho que voltar, cadê a nojentinha da Antônia? - falo procurando com o olhar já.
__ foi buscar um combo com o bofinho gostosinho dela. - falou se abanando e eu acabo rindo, dando um tapa nele. - tô mentindo? Se gostasse de biba, estaria sentando horrores nele minha filha, primeiramente macho, depois amizade. - falou todo sonso e foi bem na hora que meus olhos bateu na Antônia vindo toda emburrada, alguma coisa aconteceu.
Ela chega perto de nós dois com um bico tamanho do mundo, cruzando os braços e é em questão de segundos para o machinho dela brotar também, com a cara de bravo, mas com um olhar de quem tinha aprontado e queria se redimir.
__ quero ir embora. - foi a primeira coisa que ela falou, ainda não tinha visto o bofe dela bem atrás dela.
__ ir embora uma p***a, vai falar comigo, sou o****o agora é? - falou e eu revirei os olhos, odeio sair com casal assim, deixa pra brigar e causar no rolê, p***a, estraga tudo, eu já não tenho acesso total a rua, e quando tenho, é esse auê todo.
__ ihh gente, vão se resolver pra lá, eu hein, rolê pra curtir e vocês se bicando atoa aí. - falo mesmo e o Danilo rir me olhando, estica a mão pra mim e eu pego, e ele sai me puxando, nos afastando dos dois.
Deixamos eles pra trás e vamos para perto do paredão, eu não bebia, nunca pus uma gota de álcool na boca, mas curtia igual.
__ ai, que loucura, ai, ai, que loucura
Ai, que loucura, ai, ai, que loucura
Ai, ai, que loucura, ai, ai, que loucura
Ele bota a mão na minha x**a, me faz gemer igual uma p**a. - canto colocando as mãos no joelho e jogando a b***a pra cima, batendo certinho no p*u da biba que rir e puxa meu cabelo de leve.
Continuo me acabando na dança junto com a bicha, nem pegamos bebida nenhuma, mas queria muito uma água ou até uma coquinha gelada e parece que o viado leu meus pensamentos.
__ espera aí bicha, vou pegar uma coca gelada pra nós. - falou no meu ouvido por conta do som alto e eu confirmo com a cabeça, ele também não bebe muito, só a doidinha da Antônia mesmo, se acaba na cachaça e esse é o problema dela.
Quando bebe acaba ficando chatinha, estranhando todo mundo e se achando muito.
Respiro fundo sentindo minhas pernas cansadas e nem faz muito tempo que estou dançando, sedentarismo reina em mim, namoral.
Jogo os cabelos pra trás na costas sentindo os cachos bem levinho querendo grudar no suor que cai por trás da minha nuca, fiz uma careta de nojo, mas é o jeito, não iria fazer coque e ficar toda desarrumada aqui não, Deus me livre.
Ajeito meu colarzinho no pescoço sentindo um arrepio passar pelo meu corpo, sabe quando você sente que tem alguém de olho em você? Pronto, foi isso que eu sentir, passei o olhar no meio dos paredões e nada, engulo em seco e deixo de tá caçando confusão atoa.
Viro de costas para o paredão, procurando aquela bicha safada, demora da p***a pra pegar duas cocas, eu hein.
Vejo ele vindo dançando todo sorridente levantando as duas cocas nas mãos e eu acabo rindo, salivando só pra sentir o gostinho.
__ nem precisei comprar. - falou já chegando e eu franzi a testa. - Galego tá afim de trocar umas salivas contigo, e disse que patrocinava a noite toda, sou nem b***a, aceitei logo. - arregalei os olhos supresa com essa bicha sonsa, p***a.
Nunca nem vi esse galego que todo mundo fala, mas sei que é o dono do coque todo, e sei da fama dele também, que quando quer uma coisa, não tem quem negue, se ele quer, ele vai ter! Meu corpo chega arrepiou de medo e de curiosidade.
__ o bofe não é feio não né Danilo? - falei pegando a coca da mão dele abrindo e tomando uma golada só, ouvindo a gargalhada escandalosa dele.
__ é um gostosão minha rapariga, tu vai se acabar naquele ali, vai por mim, vamos lá pra perto deles, tua amiga arengueira tá lá. - revirei os olhos mas deixei ele me puxar até lá, quando estávamos chegando perto, sentir a mesma sensação de estar sendo observada e quando meus olhos bateu com o dele, ninguém precisou apresentar, eu sabia que era ele, p***a, que bofe lindo e gostoso do c*****o, bem que a bicha disse, eu vou me acabar de verdade mesmo.