Galego Do Coque 🤬 - Coque | Recife 🌞
Saio do banheiro depois de tomar um banho e passo o olhar na minha novinha que hibernava deitada no sofá, já fazia quase duas horas que ela tava dormindo, gozou pra c*****o, levou leitinho na b****a e apagou.
Minha vontade tá sendo trancar ela dentro dessa casa e não deixar ela voltar seja lá pra onde for, p***a, parece loucura, mas eu sou assim, ela sabia muito bem da fama quando se envolveu, bati o olho, gostei, é meu, é como eu falei, tá na minha área e se eu quero uma coisa, não tem quem faça eu desistir, papo de psicopata mesmo, mas f**a-se, a fama eu já tenho, o que custa fazer jus?
Esse era o intuito dos paredões, no coque não rola muito paredão, baile e essas coisas, gosto de lucrar do meu jeito, vendendo meus bagulhos e pronto, quando tô no tédio, querendo uma emoção há mais pra minha vida aí sim eu monto o bagulho que montei de ontem pra hoje.
Minha vida sempre foi um tédio e eu sempre busquei em coisas e pessoas uma diversão massa pra viver, mas nem sempre sou compreendido da melhor forma, é como falei, desde pequeno tenho essas porras de laudos, diz minha psiquiatra, psicóloga, psicopedagoga, esse carai tudo que eu tinha quando tava no auge dos meus dez, doze anos de idade, que eu tenho os traços de psicopata, sociopata e sei lá mais o que, tu acha que eu ligo? Ligo p***a nenhuma, isso aí é tudo caô pra justificar o injustificado.
A verdade é que com a vida que eu levo, tudo sempre acaba num tédio do c*****o, as pessoas vem e vão, as que não vão eu acabo enjoando como sempre enjoei de tudo na vida, meus pais foram os primeiros a se mandar da minha vida quando viu os primeiros traços aparecendo, diz eles na carta que deixaram que não iam ter peito pra criar e cuidar de um psicopata, f**a - se, nunca precisei deles pra nada.
Lembro do meu primeiro crime com resquícios de crueldade e não me arrependo até hoje, eu não tava no erro, não pedi pra ter irmão, eu era só uma criança, não merecia perder atenção por conta do meu irmão que tinha acabado de nascer, papo de dois meses de vida, meus pais não me davam mais atenção, não brincavam comigo, era só reclamação por conta que eu fazia muito barulho e dava muito estresse na escola e em casa, tudo culpa daquele moleque, então eu acabei com a vida dele, matei ele, sufocado, apertei o pescoço dele até a boca ficar roxa e os olhos perder a vida, eu tinha uns seis pra sete anos.
Minha primeira internação também, passei quase três anos lá, sair com dez anos e aí foi o baque, meus pais tinham ido embora, não quiseram me criar e nem tentar me amar, eles me abandonaram da pior forma que podiam, por caô sem fundamento, eles estavam no erro, foi tudo culpa deles.
Sair da clínica de reabilitação direto para um abrigo, lá eu fiz meu segundo assassinato, uma menina, oito anos, me atentou pra ficar com ela e depois saiu espalhando que eu peguei ela forçado, que beijei e toquei nela sem ela querer, tudo papo, esperei todo mundo dormir e matei ela, da mesma forma que matei meu irmão, sufocada com as minhas mãos, lembro até hoje dos olhos pedindo socorro, a língua pra fora em busca de ar, as lágrimas escorrendo pelo rosto e o corpo se debatendo, teve o que mereceu!
Não fiquei pra ver o estrago, fugi naquela mesma noite e desde lá eu venho me fazendo e refazendo, peguei alguns atalhos e cheguei onde mais queria, no topo, todos sabem como sou e quem eu sou, se atreve a entrar no meu caminho quem quer, e se ela entrou é porque quis, agora só vai sair quando eu quiser, vai ser igual a minha 00, só que ela vai ser a 01, tenho várias, ela vai ser meu novo brinquedo, quando eu enjoar, eu penso se libero ou não, por enquanto, vai ser minha até eu dizer chega.
Arrumo a regata da Nike no corpo por cima da camisa, pego a chave do meu carro e a da casa, saio sem fazer barulho, depois eu vejo o que falo pra ela, no momento eu só quero ir em casa ver como tá Manoela, apesar do jeito que trato e prendo, gosto dela, ela é a única que ainda não enjoei, vamos ver como vai ser com a cachinhos.
Fecho a porta de vidro com a chave e saio do terraço, indo em direção ao portão do quintal, faço o mesmo procedimento e já avisto os caras que eu pedi pra ficar por aqui.
__ quero atenção redobrada aqui, tem uma mina aí dentro, não quero ninguém lá dentro e nem que ela saia, pode deixar gritar, chorar, se esgoelar, só entra se essa p***a tiver pegando fogo, caso contrário deixa aí, só me liguem se for caso de vida ou morte. - falo já entrando no carro, sem esperar resposta de ninguém, tava numa larica da p***a, o sol já estralando no céu e o relógio mostrando seis e quarenta e cinco da manhã, o plano era passar na padaria, pegar pão, presunto, queijo e tentar tapiar Manoela quando chegar em casa.
E é isso que eu faço, guio com o carro até a padaria que estava abrindo por agora, mas o cheiro de pão assando já estava no ar, desligo o carro, saio do mesmo e entro na padaria, tinha quase ninguém, só algumas pessoas voltando do paredão.
Como costume, passo na frente, já disse, a moral é minha, não tem caô.
__ bom dia seu Gilberto, coloca dez pães, vinte reais de presunto e vinte de queijo mussarela. - peço e ele confirma com a cabeça.
__ bom dia galego, é pra já. - fala já indo preparar meu pedido.
Por um momento eu deixo minha mente voltar a algumas horas atrás, p***a, ela me ganhou por inteiro quando decidiu continuar o bagulho, sou psicopata, mas sei respeitar uma mulher, o bagulho só acontece se ela quiser, e eu só endoido a cabeça querendo ela só pra mim se eu gostar pra c*****o, coisa que só rolou duas vezes, com Manoela e agora com Tâmara, mas com minha cachinhos foi diferente, papo de emoção mesmo, ela roubou minha atenção de um jeito, que eu não sei se sou capaz de liberar ela tão cedo.
Novinha abessa, deixar os urubu em cima é que eu não vou.
__ aqui galego. - ele estende as coisas e eu uma nota de cinquenta.
__ obrigado Gilberto, fica com o troco, bom dia. - já vou me saindo sem deixar ele responder e sinto o olhar da galera em mim, é sempre assim, já tô até acostumado, o que não podem é falar e apontar o dedo, tô ligado que fazem nas costas, mas tô nem aí, tem que ter peito pra vim falar na cara.
Entro no carro deixando as coisas no banco de passageiro, onde minha cachinhos estava sentada e acabo rindo, p***a, gamei na novinha de verdade, agora resta saber como ela vai querer lidar com tudo isso, porque eu sei ser bom, mas sei ser r**m pra c*****o.