Tâmara Souza 💫 - Recife | PE 🌙
Minhas pernas travam quando chegamos muito perto deles, Antônia dançava loucamente com a b***a no bofe dela e tava quase se comendo ali mesmo, sem exagero algum.
Ela rir pra mim toda sonsa e eu acabo rindo, ao nosso redor não tinha quase ninguém, apenas uns caras de armas, creio eu que fazendo a escolta do tal galego que mantinha os olhos em mim, cigarro de maconha na boca, os olhos pequenininhos, cabelo platinado, a cara do crime, gostoso abessa, mas parecia ter o dobro da minha idade, e eu não tava nem aí, só queria dar uns beijinhos e pegar o patrocínio da noite para os meus de fé.
Aqui nesse cantinho só tinha, ele, o bofe da Antônia, a Antônia, eu e o Danilo, fora os caras que estavam fazendo a escolta do galego, eu tava tensa e com vergonha, por incrível que pareça eu sou vergonhosa, e o bofe não parava de me olhar como eu estivesse nua, ai fode.
__ boa madrugada linda. - ouço ele falar ainda com os olhos cravados no meu rosto, p***a, tava muito nervosa, mas dou um sorriso fraco e ele balança a cabeça como se me chamasse pra mais perto, ele era alto, acho que minha cabeça ficava a baixo do peito dele, tinha que levantar a cabeça pra olhar nos olhos dele de longe, imagina pertinho, ele dar outro trago na maconha e solta na minha direção, acabo mordendo a boca fraquinho e sinto o Danilo me empurrar fraquinho vendo que eu estava paralisada, olho pra ele por cima do ombro que rir todo sonso e eu foco no gostosinho na minha frente, há uns passos de distância, começando a andar na direção dele.
__ boa madrugada galego. - falo quando chego próximo dele, ele passa o cigarro para a outra mão e estende aquela me fazendo apertar, com o olhar dentro do dele, lindo e gostoso de longe, de perto mais ainda.
Ele solta minha mão e leva ela até meu cabelo colocando uma mecha atrás da orelha e se aproxima deixando um beijo no canto da boca, me fazendo sentir o cheiro e gostinho da maconha, p**a que pariu, sentir minha b****a molhar inteira só com isso.
__ roubou minha atenção cachinhos. - falou baixinho no meu ouvido me fazendo arrepiar inteira, fecho os olhos por um segundo, imaginando a boca desse homem na minha, disputando por espaço, que delícia. - pode curtir tua noite ai, o final dela é comigo. - falou todo autoritário, e eu juro que queria negar, mas eu sabia muito bem da fama dele, se eu negasse só ia ativar o lado psicopata e maluco dele que gosta de obrigar as meninas a fazer o que ele quer, Deus me livre.
Apenas balanço a cabeça e ele me solta, me viro de costas pra ele e volto pra onde a bicha estava e agora a Antônia tava ali também, dançando ao som de gordinho bolado, meus olhos pediam socorro, porque eu sei muito bem que se eu for com o galego no final da noite, meus pais vão descobrir que eu fugir pra curtir rolê em beira de favela, aí eu vou me f***r de verdade e nem vai ser da forma gostosa que eu quero, p***a, onde eu vim me meter, essa bicha safada do Danilo me paga.
Pego minha coca que ficou na mão dele e tomo o restinho de uma vez, dançando e aproveitando a noite, o que tiver de ser, vai ser!
•••
Já estava cansadinha, Danilo já tinha dado o sumiço dele com os bofes, Antônia tinha ido pra casa do namorado dela, deixando eu sozinha com esse gostoso que não saiu da minha cola.
Acho que já iam dar quatro horas, o céu ainda estava escuro, eu já não aguentava mais ficar em pé e dançando em cima do p*u desse bofe, queria finalizar minha noite beijando a boca dele e voltar pra casa, dormir bem gostosinho na minha cama, depois de uma noite massa dessa, mas acho que ele não tava na mesma intenção que a minha e meu medo era esse.
Eu ainda era lacrada, fazia minhas putarias por aí, mas nunca cheguei nos finalmente, e ainda tinha a hora de ir pra casa, eu tava literalmente fodida, se eu ficar me fodo de uma forma gostosa e depois de uma forma literalmente r**m, mas eu não tenho coragem alguma de abrir minha boca pra esse bofe e dizer que não posso ficar, ou que sou virgem, eu sou o erro cara, sei da fama dele e mesmo assim quis pagar pra ver, agora estava aqui lutando contra meus pensamentos que só sabem me acusar e apontar, que ódio.
__ o que foi cachinhos, tá nervosa por qual motivo? - sinto ele apertar minha cintura enquanto eu dançava lentamente o breguinha romântico que passava com as costas grudada no peito dele, ele afastou meu cabelo para o outro lado e cheirou meu pescoço, me deixando mais tensa e arrepiada ainda. - hein, tá com alguma neurose errada batendo na mente? - perguntou e eu mordo a boca negando com a cabeça lentamente, ele me vira de vez, olhando dentro dos meus olhos juntando nossas bocas em um selinho, pela primeira vez na noite, p***a, que homem gostoso do c*****o.
__ não tem neurose nenhuma, só tô cansada mesmo, e mais tarde eu tenho que trabalhar no mercadinho do meu pai. - meti um caô, meu pai nem mercado tem, ele trabalha como maqueiro em um hospital e minha mãe babá de filho de rico lá em boa viagem, mas ele não precisa saber disso, vejo ele estreitar os olhos procurando alguma mentira e eu sigo o líquido da água H2O olhando dentro dos olhos dele, quer ser o golpe, eu sou mais ainda.
__ humm, tô ligado. - murmura tomando um gole do whisky dele, o fervo dos paredões já estava no fim, tinha quase ninguém mais, só os inimigos do fim. - vamos ganhar o nosso caminho então? - perguntou e eu mordi a boca confirmando com a cabeça, queria muito negar, mas ao mesmo tempo tô afim de errar gostoso com ele, tá entregue nas mãos de Deus, sei que tô errada nessa, mas eu acredito que ele não vai me abandonar em uma hora dessa, né possível. - de boa, me espera ali na esquina, vou só passar a visão para os caras finalizar o fervo e pegar meu carro. - me deu outro selinho e assim eu vou até a esquina escurinha, tinha ninguém por ali, um breu puro e minha mente por um segundo voltou lá em casa.
Eu odeio mentir ou sair fugida como faço dos meus pais, eles lutam tanto por mim e por meus irmãos, se esforçam tanto, mas eu sou adolescente, gosto de viver uma aventura, de conhecer o mundo, conhecer pessoas e eles acabam me prendendo muito, eu não posso sair, não posso namorar, não posso nada, é da escola pra casa, de casa pra igreja que eles querem por que querem que eu me envolva mais igual a minha outra irmã, mas eu não gosto, Deus que me perdoe, não gosto mesmo, sei do meu jeito louco de viver a vida, sei que gosto de piranhar por aí, vou me envolver em coisa de igreja pra quê? Ficar brincando com Deus? Não, quando eu sentir que é Deus mesmo me chamando, mandando eu renunciar as coisas erradas que faço, aí sim eu posso dar um passo e tentar ser uma pessoa melhor.
Mas enfim, odeio mentir pra eles, me sinto péssima e morro de medo deles descobrir e me pegar no c****e, a verdade não é nem o c****e em si que eu tenho medo, eu tenho medo de ser uma decepção pra eles, assim como meu irmão mais velho é, mas enfim, isso é papo pra depois, se rolar de verdade, isso deve ser só o nervosismo exalando e comendo minha mente, talvez eu chegue em casa e esteja todo mundo dormindo e eu me preocupei atoa, é assim que eu espero e oro pedindo a Deus.
Tenho nem vergonha na cara de tá pedindo um negócio desse a Deus, mas eu sei que ele me entende.
Saio dos meus pensamentos com o carro parando na minha frente, o vidro da janela estava baixo, ele estava fumando novamente e tocava um pagode baixinho dentro do carro, já estava sem camisa, uma delícia.
__ entra aí cachinhos. - falou com a voz rouca e gostosa dele e eu não evitei o sorrisinho, literalmente fodida.
Suspiro fundo ajeitando o shorts na polpa da b***a e abro a porta do carro entrando, deixando os pensamentos negativos do lado de fora e pronta pra viver uma aventura gostosa, ao lado desse bofe lindo e gostoso que caiu na mesa da carnívora.