Continuação...
Lucas: podemos ir pra outro lugar? - fiquei confusa mais logo assenti. Levei o mesmo pra minha sala e fechei a porta, logo de cara ele tira o casaco ficando só de blusa e me mostra seu braço, estava totalmente cortado, riscos retos, nada na horizontal ou diagonal.
- você se cortou? - ele assentiu olhando pro chão
Lucas: meu pai quer que eu seja que nem ele, esse era o único jeito de eu mostrar que nunca vou ser que nem ele - falou cabisbaixo
- que nem ele como? - ele negou olhando pro chão
Lucas: não posso falar você pode... Bom, eu só preciso consertar isso - falou fechando os olhos. Ele tava totalmente sem vontade de viver
- vamos lavar isso, fazer um curativo e eu nunca mais quero te ver por aqui - ele riu ironicamente
Lucas: ninguém gosta de mim - riu novamente
- não Lucas eu quis dizer que não quero te ver aqui de novo m*l, com o braço assim entendeu? - ele assentiu normal
Fiz o curativo nele e ele é bem legal, ele falou que é o mais novo da família e o segundo filho homem e que por isso seu pai quer treina-lo.
- prontinho! - terminei o curativo dele.
Lucas: obrigado. Agora eu vou dar umas voltas sem o casaco - o olhei
- nada disso seus pais devem tá preocupados Lucas - falei em quanto dava seu atestado
Lucas: valeu mais não tô com cabeça de voltar pra casa - assenti, eu entendo ele completamente
Lucas Narrando
- valeu - dei um abraço nela, eu não sou muito dessas coisas então se eu der um abraço em você valorize. Eu sabia muito bem quem era ela, sabia até de mais.
A dois dias atrás eu recebi uma mensagem do JP (dono da Rocinha), ele falou pra mim chegar lá, conheço ele desde o ano passado quando ele invadiu o morro e me achou, ele me falou que pode me ajudar sempre que eu quiser, todos falam que ele é r**m mais ele parece ser bom.
[...]
..- tá fazendo oque aqui playboy? - quatro caras armados me barraram na frente da Rocinha
- JP me convidou pra vim aqui - ele riu
..- não é que seria fácil atrair ele - não intendi mais nem me interessa - levem ele pra boca, o chefe tá lá
Dois cara me levaram até a tal da boca, chegando lá eu entrei e dei de cara com um dos maiores inimigos do meu pai e do Victor.. JP. A muitos anos meu pai e Victor mataram o irmão dele que era aliado nosso mais tava passando informação pra outros dois morros e acabaram invadindo o morro do meu pai e quase mataram Gabriel e Dudu.
Jp: fala aí - fez toc comigo, ele tava cheirando, tinha várias carreirinhas de cocaína sobre a mesa - senta - apontou pra cadeira a sua frente, me sentei - cheira aí cara - neguei
- não sou dessas - falei olhando ele cheirar
Jp: tu tá aqui pra sair dos teus problemas não tá? - assenti sem importância alguma - então pô - me deu um objeto pequeno de ferro com um buraco no meio pra mim cheirar a coca, sei lá oque era aquilo
- do que adianta fugir dos meus problemas e criar outro - toquei o bagulho pra ele
Jp: aqui tem drogas, garotas e sexo - cheirou mais uma vez e logo mexeu no nariz, essa poha deve arder - tá aqui tá com Deus - falou com um sorriso
- não vim pela droga muito menos por mulher - ele riu alto
Jp: tu é gay? - fiz cara de confuso
- que? Não credo, eu só não sou que nem você ou que nem meu irmão - ele assentiu
Jp: e como nois somos? - encostou as costas na cadeira
- são do tipo que qualquer merdinha que fazem acham que vai se resolver comendo uma p**a ou cheirando essa merda - mais uma vez ele riu alto
Jp: e esse braço aí - dava pra ver o curativo, abaixei mais o casaco - tudo pra você se resolve com lâmina, navalha, isso é coisa de criança Lucas - dei de ombros
- f**a-se, não tem outro jeito - tem vários
Jp: eu poderia te matar pra acabar com isso mais você é um prêmio pra mim - engoli seco quando ele largou a arma sobre a mesa - sua irmã seria outro prêmio bom, gostosa de mais - fiquei com medo por que foi fácil me atrair e será mais fácil ainda atrair Lorena.
- minha irmã não, você me queria tô aqui, deixa ela fora disso - ele levantou as mãos na altura da cabeça
Jp: calma cara, calma - respirei fundo
- oque você quer de mim? - ele me olhou pensando e logo sorriu
[...]
Melissa Narrando
Já eram 14:00, terminei meu almoço e eu tinha que ir na casa da Joana fazer a unha dela pro aniversário da Loh.
- filho já volto, vou na casa da Jô - falo pegando meu celular em cima do balcão e colocando na minha bolsa, vou até a mesinha de centro onde tava minha maleta de esmaltes.
Biel: posso ir junto? - perguntou, assenti
- pode, vai ir falar com o Gui? - ele assenti colocando seu relógio. - então vamo logo.
Saímos de casa, a casa da Jô é descendo mais um pouco a lomba. Tava tudo certo até eu ver uma p*****a passando e me olhando torto.
- tá olhando oque? - parei no meio da rua e ela continuou a andar rebolando mais logo parou.
Caroline: não tava olhando pra tu não patroa, tava olhando pro teu filho - até tinha esquecido, Caroline é uma p**a aqui do morro que Gabriel come de vez em quando, eu não gosto disso mais é o desejo dele então né.
Biel: que quié em Carol? - ela da de ombros olhando pra suas unhas pintadas de rosa forte.
Caroline: nada, só tô pensando aqui comigo que daqui a pouco tu tá lá em casa me querendo, só que eu não vou te querer - tava entendendo nada
Biel: tá marrenta assim só por que eu comi a Sabrina? - ela cruza os braços e fechou os olhos se fazendo de difícil
- filho vamo - reclamo já sem paciência
Caroline: é vaza - saiu andando. Continuamos.
Biel: primeira p**a que me rejeita - ri do seu comentário, parecia um cachorrinho perdido
- tu é lindo meu filho só que erra muito - falei olhando pra frente
Biel: por que? - perguntou curioso
- tá gastando esperma com essas p**a tudo aí, podia ter a tua mina agora na mão, podia chegar da boca de noite se deitar do lado dela, ela pode ta loca pra fuder, aí tu come ela faz um bebê e pronto eu vou tá feliz da vida sabendo que vou ter netinhos - falei bem sincera e ele começou a rir
Biel: nossa mãe sério? - murmurei e assenti - as mina fica comigo por que eu tenho dinheiro - neguei
- não! Elas ficam com você por que você é fácil de mais, tu tá na fase boa da vida, curtição, garotas, bebidas, drogas, fase boa - ele ficou em silêncio, pareceu pensativo.
Chegamos na casa da Jô e já fomos entrando.
- oi, oi, oi - falei entrando, Biel fechou a porta e ja foi subindo pra falar com Gui
Joana: oi meu amor - me deu um beijo no rosto
- vamos fazer as unhas? - falei empolgada
Joana: vamo pra cozinha - falou um pouco cabisbaixa
Fomos pra mesa e nos sentamos.
- que foi Jô? - ela bufou negando
Jô: Lucas sumiu, Thiago pega no pé dele todo dia, desde de ontem que não vem pra casa - abri a boca não acreditando
- onde será que ele tá? - falei abrindo minha maleta
Jô: já é a segunda vez que ele faz isso, eu quero dar espaço pra ele, e outra, ele ganha mesada deve tá em um hotel por aí - falou preocupada mais logo se sentiu confiada
- ele tem 19, ele não quer essa vida - ela assentiu
Jô: sei que não quer já falei pro Thiago isso. - ficamos fofocando das putas do morro e terminamos as unhas. Já era de noite e decidimos fazer a janta lá mesmo.