4° capítulo

1418 Words
Continuação... Lucas: podemos ir pra outro lugar? - fiquei confusa mais logo assenti. Levei o mesmo pra minha sala e fechei a porta, logo de cara ele tira o casaco ficando só de blusa e me mostra seu braço, estava totalmente cortado, riscos retos, nada na horizontal ou diagonal. - você se cortou? - ele assentiu olhando pro chão Lucas: meu pai quer que eu seja que nem ele, esse era o único jeito de eu mostrar que nunca vou ser que nem ele - falou cabisbaixo - que nem ele como? - ele negou olhando pro chão Lucas: não posso falar você pode... Bom, eu só preciso consertar isso - falou fechando os olhos. Ele tava totalmente sem vontade de viver - vamos lavar isso, fazer um curativo e eu nunca mais quero te ver por aqui - ele riu ironicamente Lucas: ninguém gosta de mim - riu novamente - não Lucas eu quis dizer que não quero te ver aqui de novo m*l, com o braço assim entendeu? - ele assentiu normal Fiz o curativo nele e ele é bem legal, ele falou que é o mais novo da família e o segundo filho homem e que por isso seu pai quer treina-lo. - prontinho! - terminei o curativo dele. Lucas: obrigado. Agora eu vou dar umas voltas sem o casaco - o olhei - nada disso seus pais devem tá preocupados Lucas - falei em quanto dava seu atestado Lucas: valeu mais não tô com cabeça de voltar pra casa - assenti, eu entendo ele completamente Lucas Narrando - valeu - dei um abraço nela, eu não sou muito dessas coisas então se eu der um abraço em você valorize. Eu sabia muito bem quem era ela, sabia até de mais. A dois dias atrás eu recebi uma mensagem do JP (dono da Rocinha), ele falou pra mim chegar lá, conheço ele desde o ano passado quando ele invadiu o morro e me achou, ele me falou que pode me ajudar sempre que eu quiser, todos falam que ele é r**m mais ele parece ser bom. [...] ..- tá fazendo oque aqui playboy? - quatro caras armados me barraram na frente da Rocinha - JP me convidou pra vim aqui - ele riu ..- não é que seria fácil atrair ele - não intendi mais nem me interessa - levem ele pra boca, o chefe tá lá Dois cara me levaram até a tal da boca, chegando lá eu entrei e dei de cara com um dos maiores inimigos do meu pai e do Victor.. JP. A muitos anos meu pai e Victor mataram o irmão dele que era aliado nosso mais tava passando informação pra outros dois morros e acabaram invadindo o morro do meu pai e quase mataram Gabriel e Dudu. Jp: fala aí - fez toc comigo, ele tava cheirando, tinha várias carreirinhas de cocaína sobre a mesa - senta - apontou pra cadeira a sua frente, me sentei - cheira aí cara - neguei - não sou dessas - falei olhando ele cheirar Jp: tu tá aqui pra sair dos teus problemas não tá? - assenti sem importância alguma - então pô - me deu um objeto pequeno de ferro com um buraco no meio pra mim cheirar a coca, sei lá oque era aquilo - do que adianta fugir dos meus problemas e criar outro - toquei o bagulho pra ele Jp: aqui tem drogas, garotas e sexo - cheirou mais uma vez e logo mexeu no nariz, essa poha deve arder - tá aqui tá com Deus - falou com um sorriso - não vim pela droga muito menos por mulher - ele riu alto Jp: tu é gay? - fiz cara de confuso - que? Não credo, eu só não sou que nem você ou que nem meu irmão - ele assentiu Jp: e como nois somos? - encostou as costas na cadeira - são do tipo que qualquer merdinha que fazem acham que vai se resolver comendo uma p**a ou cheirando essa merda - mais uma vez ele riu alto Jp: e esse braço aí - dava pra ver o curativo, abaixei mais o casaco - tudo pra você se resolve com lâmina, navalha, isso é coisa de criança Lucas - dei de ombros - f**a-se, não tem outro jeito - tem vários Jp: eu poderia te matar pra acabar com isso mais você é um prêmio pra mim - engoli seco quando ele largou a arma sobre a mesa - sua irmã seria outro prêmio bom, gostosa de mais - fiquei com medo por que foi fácil me atrair e será mais fácil ainda atrair Lorena. - minha irmã não, você me queria tô aqui, deixa ela fora disso - ele levantou as mãos na altura da cabeça Jp: calma cara, calma - respirei fundo - oque você quer de mim? - ele me olhou pensando e logo sorriu [...] Melissa Narrando Já eram 14:00, terminei meu almoço e eu tinha que ir na casa da Joana fazer a unha dela pro aniversário da Loh. - filho já volto, vou na casa da Jô - falo pegando meu celular em cima do balcão e colocando na minha bolsa, vou até a mesinha de centro onde tava minha maleta de esmaltes. Biel: posso ir junto? - perguntou, assenti - pode, vai ir falar com o Gui? - ele assenti colocando seu relógio. - então vamo logo. Saímos de casa, a casa da Jô é descendo mais um pouco a lomba. Tava tudo certo até eu ver uma p*****a passando e me olhando torto. - tá olhando oque? - parei no meio da rua e ela continuou a andar rebolando mais logo parou. Caroline: não tava olhando pra tu não patroa, tava olhando pro teu filho - até tinha esquecido, Caroline é uma p**a aqui do morro que Gabriel come de vez em quando, eu não gosto disso mais é o desejo dele então né. Biel: que quié em Carol? - ela da de ombros olhando pra suas unhas pintadas de rosa forte. Caroline: nada, só tô pensando aqui comigo que daqui a pouco tu tá lá em casa me querendo, só que eu não vou te querer - tava entendendo nada Biel: tá marrenta assim só por que eu comi a Sabrina? - ela cruza os braços e fechou os olhos se fazendo de difícil - filho vamo - reclamo já sem paciência Caroline: é vaza - saiu andando. Continuamos. Biel: primeira p**a que me rejeita - ri do seu comentário, parecia um cachorrinho perdido - tu é lindo meu filho só que erra muito - falei olhando pra frente Biel: por que? - perguntou curioso - tá gastando esperma com essas p**a tudo aí, podia ter a tua mina agora na mão, podia chegar da boca de noite se deitar do lado dela, ela pode ta loca pra fuder, aí tu come ela faz um bebê e pronto eu vou tá feliz da vida sabendo que vou ter netinhos - falei bem sincera e ele começou a rir Biel: nossa mãe sério? - murmurei e assenti - as mina fica comigo por que eu tenho dinheiro - neguei - não! Elas ficam com você por que você é fácil de mais, tu tá na fase boa da vida, curtição, garotas, bebidas, drogas, fase boa - ele ficou em silêncio, pareceu pensativo. Chegamos na casa da Jô e já fomos entrando. - oi, oi, oi - falei entrando, Biel fechou a porta e ja foi subindo pra falar com Gui Joana: oi meu amor - me deu um beijo no rosto - vamos fazer as unhas? - falei empolgada Joana: vamo pra cozinha - falou um pouco cabisbaixa Fomos pra mesa e nos sentamos. - que foi Jô? - ela bufou negando Jô: Lucas sumiu, Thiago pega no pé dele todo dia, desde de ontem que não vem pra casa - abri a boca não acreditando - onde será que ele tá? - falei abrindo minha maleta Jô: já é a segunda vez que ele faz isso, eu quero dar espaço pra ele, e outra, ele ganha mesada deve tá em um hotel por aí - falou preocupada mais logo se sentiu confiada - ele tem 19, ele não quer essa vida - ela assentiu Jô: sei que não quer já falei pro Thiago isso. - ficamos fofocando das putas do morro e terminamos as unhas. Já era de noite e decidimos fazer a janta lá mesmo.
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