CAPÍTULO 2

1218 Words
Canário Narrando Saio de casa indignado. p***a, não acredito como meu pai, que sempre teve olhos de águia, deixou esse X9 passar assim. Fiquei brabo, saí de casa puto da vida mesmo. Fui direto pra boca e joguei limpo, porque eu acho que já estava na hora deles tirarem férias ou curtirem a família. Não tenho nada contra nenhum deles, eu só tenho a agradecer, porque se eu sou quem eu sou hoje, é graças ao meu pai, à minha mãe e aos meus tios que sempre estiveram do meu lado. Até forçar a gente a estudar eles forçaram, mas não deu muito certo. Mesmo a gente sabendo que era para o nosso bem, as meninas até que agarraram nos estudos, mas nós, a tropa dos moleques, ligamos muito para isso não. A gente queria saber era dos treinamentos, das armas, das mulheres e dos corre do morro. Em umas de nossas resenhas, descobri que sempre teve um X9 entre a gente, mas deixa baixo, porque quem vai derrubar ele somos nós. Estaciono na porta de casa e entro. Lais – Meu filho, que bom que apareceu! – Minha mãe fala comigo quando estou entrando na casa dela. “Né, vou serrar o rango, é lógico!” – Ô, minha vida, ontem eu estava na casa do Fumaça, numa resenha. Aí fui dormir na minha goma. A senhora não ficou me esperando, né? – Pergunto sabendo que ela ficou me esperando. Filho cresce, mas a mãe nunca muda. Águia – Ah, chegou foi o bonito, que só vem pra comer. – Meu pai fala, jogando a blusa em cima do sofá e vindo pra cozinha também. Hora do almoço aqui é sagrada, só não comemos juntos quando estamos resolvendo os corres do morro. Caso contrário, todos precisam estar reunidos. Laís – E como tem sido os treinamentos? Não quero vocês metidos em invasões, não. – Ela fala toda preocupada, e meu pai olha pra mim e n**a com a cabeça. . CANÁRIO – Pode deixar, coroa, vou ficar na minha, fica sussa. Agora vou subir e relaxar, porque mais tarde tem bailão. – Subo, tiro a roupa, vou até o banheiro, me molho para refrescar e caio na cama, enrolado na toalha, colocando o celular pra despertar, porque tenho certeza que vou dormir demais. Acordo sem abrir os olhos, procuro pelo celular e desligo. O corpo pede cama, mas o dever me chama. Levanto, o relógio já marcava 21h. Vou até o banheiro, tomo um banho daqueles, lavando meu cabelo. Termino, saio e vou até o closet, pego uma regata preta, uma calça preta e um Nike no pé, meus cordões de ouro no pescoço, coloco a Glock no cós da calça, atrás. Passo desodorante e meu Malbec, que deixa as minas fraquinhas. Dou um tapa no cabelo, pego a carteira, chave e celular, e desço. Meus coroas já estavam prontos. – Eita, que a velha guarda também vai pro baile? Aí sim, eu boto fé. – Falo saindo de casa. Águia – Respeita, ô, seu aprendiz de favelado. – Ele fala e passa por mim, me dando um tapa na cabeça. Seguimos pro baile, já dava pra ouvir o som a duas quadras. Eita, que hoje o negócio tá bom. Quero ver as patricinhas do rabetão jogando firme. Fizemos toque com geral e subimos direto pro camarote. Arcanjo – Olha a bela adormecida chegou! – Fala me suando, e já estavam quase todos por aqui, só os aliados e nossas famílias enchem o camarote. Mas ainda falta chegar o arrombado do Di Menor e a minha gostosa. Aquela mulher vai ser minha. Meu coroa chama o Vapor. Vapor – Fala, chefe, manda aí. Águia – Traz aquele combo dos bons pra nós aí. – Meu coroa fala, e eu logo olho para a movimentação na escada. Quando vejo a Estefany com aquela roupa, meu sangue ferve. Ela chegou, falou com geral, e quando passou por mim, já grudei no seu braço. – Por acaso você está me tirando pra o****o, Estefany? – Falo e ela paralisa. Canalha, e pelo jeito, essa mandada está sem calcinha. p**a que pariu, hoje eu mato um nessa p***a. Esteh – Ei, meu anjo, baixa a bola, porque você não é meu pai. – Logo, Di Menor toma a frente. DI menor – Ei, cara, qual foi? Vai grudar e mancar em cima mesmo? Vai com calma, desse jeito, ao invés de se aproximar, você vai espantar ela. Essa aí é dura de rua, . – Ele fala, e ela pega uma bebida e se afasta, indo pra grade com Cascavel e Bárbara. Daiana – Oi, gatinho, tá sozinho? Vim te fazer companhia. – Ela fala, sentando no meu colo. Eu continuo olhando pra mandada. A p**a começa a rebolar no meu colo, e meu amigo já animou. Mas o que eu queria era a Estefany. Esteh – Vamos descer, porque não vou ficar no mesmo lugar que essas putas não. – Ela fala, quase jogando a raba na minha cara. p**a que pariu. Ela desce com Bárbara e Monike, e eu só observo. Levanto, empurro a Daiana e vou pra grade com um copo de whisky. Boca – É, mano, tá arriado mesmo, hein. Mas com essa aí, tu vai penar, escuta o que tô te falando. – Ele fala, e eu viro o copo de uma vez na boca, que desce rasgando, quando um playba se aproxima e dá três beijinhos nela e na Monike. – Quem será aquele o****o? Tá pedindo pra morrer, filhote. Vou descer agora. – Falo, e Di Menor me segura pelo braço. DI Menor – Segura sua onda, ela não é nada sua. – Quando ele me fala isso, sobe um ódio, eu quase pulo pela grade. Mas foi isso que eu fiz quando o playba enfia a mão por dentro do cabelo da Estefany na maior i********e, e eu vejo que ela não gostou e tentou sair dele. – Ficou louco, seu playba safado! – Já chego gritando e empurrando ele. Ela é minha, já dei o papo. Ela não quer abraço! Esteh – Ei, CANÁRIO, para com essas coisas, p***a! Quem você pensa que é? – Ela fala toda séria e vira, ficando de costas pra mim. XXX – Ei, gostosa, como vai ser? Vai sair daqui comigo ou vai ficar com esse arrombado aí? – Quando ele fala, eu já dou uma voadora nele, jogando ele no chão, e dou vários murros, até hulk e DI Menor me tirarem de cima dele. Hulk – Ei, já deu, p***a! Cadê sua postura? Não é assim que você vai conquistar ela, não. – Ele fala, e eu passo a mão no rosto e olho pra ela. – Bárbara, qual é a desse playba? Vou ficar esperto. – Eu já fico logo do lado dela, pra i********e, mas ele, mesmo arrebentado, continua lá. Esteh – É só um aluno da faculdade, um amigo em comum meu e da Monike. E eu já disse, você não é meu dono. – fala toda bolada e me deixa ainda mais doido nela . Hulk – Você é melhor sair daqui. Acho que você já tá demais. E se eu souber que você tentou algo com a minha filha, a gente conversa. – Ele fala e sai, passando reto.
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