Kelly: que saber, meu filme favorito é Halloween.
Desconhecido: você gosta de filme de psicopata mascarado, que gosta de matar babás?
Kelly: Será?
Desconhecido: vamos descobrir Kelly.
Kelly: quem é você afinal.
Desconhecido: você vai viver seu filme de terror preferido, eu sou Michael Myers agora.
Ligação off.
Ele desliga o telefone, deixando-a amedrontada, ainda com o celular nas mãos resolve ligar para emergência.
- Emergência em que podemos ajudar? Disse uma voz feminina do outro lado.
- Oi meu nome é Kelly Valentine e acabei de ser ameaçada de morte- falava indo em direção a janela.
- Ameaçada por quem senhora?
- Eu não sei, do nada um homem me ligou e começou a falar um monte coisas estranhas, acho que ele deve estar aqui me observando. Parou diante a ponta direita da janela, esticou o braço abrindo um poco a cortina, andando até a outra ponta.
- Por favor me ajuda.
- Onde a senhora se encontra?
Estou na estrada depois da ponte, na rua sule reid n 2000.
Ela ouve uma batida seca e pesada vindo do andar de cima, a forçando olhar para o topo da escada com o susto.
- O que foi isso?
- A senhora é residente da casa? Pergunta a atendente.
- Não, eu sou apenas a babá, estou cuidando de uma criança de 5 anos – ela afirma paralisada, fixando o seu olhar para cima, atenta ao corredor escuro após o topo dos degraus.
- Ok, aconselho que fique perto da criança, você pode fazer isso?
Após ficar se perguntando até por quanto tempo a atendente do outro lado da linha iria ficar fazendo perguntas, ela baixa seu tom de voz no telefone.
- Eu ouvi barulhos no andar de cima agora mesmo, não sei se é a garotinha que estou cuidando ou se ele entrou na casa.
- Mantenha a calma já estou enviando uma viatura.
- Obrigada – responde ela com um alívio.
- A senhora tem o código do alarme?
- Sim eu tenho.
- Aqui conta que aí é a residência da Sra. Makleid correto?
- Sim
- Não saia daí, uma viatura irá chegar em 20 min.
- Obrigada, obrigada.
- Não saia daí Kelly, a não se se for preciso.
- Eu vou tentar.
Ela desliga tensa o telefone, observando o cômodo da casa, ela escuta outra batida forte vindo de cima, e seguida de um grito agudo, era com certeza a criança de quem estava cuidando.
- Ai e agora o que eu vou fazer?
Enfiou o celular no bolso traseiro, segurando firme o atiçador da lareira, correndo em direção as escadas. Em passos rápidos subiu as escadas com rapidez com o coração acelerado.
- Estou indo – diz com uma voz apavorante.
Degraus após degraus ela não poupava esforços, lançou o topo mais que rapidamente e um pouco molhada de suor frio. A porta do quarto dos Makleid e a primeira a direita e estava fechada, o corredor seguia-se pela esquerda, e virando-se de uma vez só, avistou mais a frente um amplo corredor, Emilly estava de pijama e descalça, com olhar de pavor, no que vinha correndo em sua direção aos prantos, ela não chegava a um metro e meio de altura, ela estava muito assustada.
- Eu estou aqui, calma, me diz o que aconteceu, se abaixou para ficar na altura dela.
Emilly em lágrimas respondeu.
- Tinha alguém no meu quarto.
- E ele ainda está lá? – pergunta Kelly.