A Final Do Concurso

1396 Words
Mercedes ficou desesperada ao saber que Leandro não participaria do concurso, pois ela estava muito empolgada e havia ensaiado tanto, me senti muito m*l pela minha amiga, foi aí que eu tive uma grande ideia, talvez essa fosse a minha oportunidade de não participar da competição, claro que eu não queria e jamais desejaria que Leandro tivesse se machucado, mas acho que de uma certa forma ele até havia me ajudado. - E se… Você cantar com ela, Rica? - Perguntei. - Quê? Eu não posso, Luna, se eu cantar com a Mercedes, não poderei cantar com você, as regras são claras. - Ele disse. - Eu sei, mas não tem problema. Vocês querem participar mais do que eu, e você é meu namorado. - Logo me dirigi para Mercedes. - E você é a minha melhor amiga. Eu não ligo se não participar, haverá outras competições, e pra vocês isso é muito importante. - Olhei para Rica. - Por favor, canta com ela. O garoto ficou meio pensativo por alguns segundos enquanto Mercedes e eu aguardávamos por sua resposta. Mas ele logo topou, para nossa alegria. Em seguida, anunciaram que era a voz dos dois cantarem, chamaram por Mercedes e Leandro, eles subiram no palco, Rica cochichou algo no ouvido do homem que anunciava as duplas, e ele corrigiu, anunciando Mercedes e Ricardo. Os dois cantaram uma música italiana que eu gosto muito chamada ‘’Canta e non fermati’’, e suas vozes combinaram bastante, ainda bem que o meu namorado conhecia a música que a garota ia cantar. Ah, eu acho que estava mais feliz pelos dois arrasarem naquele palco do que se eu tivesse cantado com ele. Após a apresentação, os dois vieram até mim e eu os parabenizei, estava tão orgulhosa deles. - Vocês foram demais. Arrasaram. - Falei. - Você acha? - Perguntou o garoto ao me olhar fixamente nos olhos. - Claro, tenho certeza de que vocês vão ganhar. - Ai, tomara amiga! - Mercedes me abraçou. - E desculpa por ter roubado sua dupla. - Não roubou. Estou feliz por vocês. De verdade. - Sorri. Mercedes me abraçou novamente, e nisso, Nico, Francesca e seu Lorenzo parabenizaram os dois também. Francesca falou que havia achado a minha atitude muito nobre, mas acho que eu fiz a coisa certa, afinal, eu nem poderia participar do concurso mesmo. As outras duplas se apresentaram também, e era uma melhor que a outra, porém, eu ainda tinha esperança de que Mercedes e Rica fossem ganhar. Após todos se apresentarem, os jurados começaram a conversar entre si, e logo um deles falou algo no ouvido do homem que estava comandando o concurso, e então, ele se dirigiu para o palco novamente. Peguei nas mãos da Mercedes e do Rica, e ficamos torcendo para o resultado ser o que esperávamos. - E já temos os resultados. - O homem falou. - Em terceiro lugar ficaram Juan e Agustina, do colégio Dos Hermanos de la Nación, da Argentina. - A dupla mencionada subiu ao palco para receber seu troféu. - Em segundo lugar: Petrus e Raika, do Albert Einstein College, da Alemanha. - Os dois nomes mencionados subiram ao palco. - Ai, agora vão falar o 1° lugar. - Disse Mercedes super nervosa. - E em primeiríssimo lugar, ficaram… - Ficou em silêncio fazendo um suspense, nos deixando mais nervosos ainda. - Mercedes e Ricardo, do colégio Christóvão Colombo, do Brasil. Antes dele terminar a frase nós já estávamos vibrando de alegria, comemoramos e gritamos demais. Os dois foram até o palco para receberem seus troféus, e Nico, Fran, seu Lorenzo e eu nos abraçamos de tamanha alegria. Com certeza esse Christóvão Colombo Tem Talento não poderia ter sido melhor, ver a alegria estampada no rosto deles era mil vezes melhor do que se eu tivesse ganhado o concurso. (...) À noite, todos fomos jantar na casa do Rica, o pai do garoto havia nos convidado para comemorarmos a vitória do filho e de Mercedes, parece que esse pessoal de 1957 gosta bastante de comemorar as coisas, mas confesso que eu também não fico muito atrás. Ah, Leandro nos ligou pouco depois para nos dizer que já havia voltado para o hotel e que estava com o pé engessado, pois havia fraturado um osso do tornozelo. Eu, no entanto, lhe contei o resultado do concurso, e ele ficou bem feliz pelos dois, mas também, triste por não ter podido participar da competição. Assim que terminei meu jantar, levei minha louça até a cozinha, e quando me virei avistei Rica. - O que você está fazendo aqui? - Sorri. - Vim ficar um pouquinho com a minha namorada. - Sorriu e se aproximou lentamente de mim. - Nem conseguimos ficar um pouco sozinhos, sempre tem alguém. - Verdade, mas ainda teremos muito tempo para ficarmos a sós. Ele então me puxou delicadamente pela mão, e me beijou. Porém, de repente escutamos uma voz familiar. - Rica… - Interrompemos nosso beijo e avistamos Francesca. Ela parecia surpresa em nos ver. - Eu vim avisar que o Nico e eu já estamos indo. - Deu um leve sorriso. - Já? Está cedo. - Falou o garoto. - É que o dia hoje foi cansativo. Mas estava tudo muito bom. Obrigada. - Vocês querem que a gente acompanhe vocês? - Perguntei. - Não precisa, Luna, podem ficar aqui. - Eu vou falar com o Nico. - Disse Rica se pondo a sair da cozinha. - Fran… Eu… Me desculpa. - Pelo quê? - Pelo. Por… - Se for pelo Rica, relaxa. - Mas você gosta dele. - Ele é um grande amigo. Só isso. E ele está feliz. É isso que importa. E bom, se é pra ele namorar outra garota fico feliz que seja você. - Ela sorriu docemente. - Não quero que você fique triste. - Não estou. Eu juro. Pelo contrário, fico feliz que meus dois amigos estejam juntos. - Então ainda somos amigas? - Perguntei. - Só se você me prometer que vai voltar pra cá sempre que possível. - Prometo, mas você também tem que ir me visitar no Brasil. - Claro, vou sim assim que eu puder, quem sabe nas minhas férias... Ela sorriu e logo nos abraçamos, eu podia ver verdade em seu olhar, em suas palavras, e eu gostava dela, gostava muito, era uma pessoa incrível. Fomos até os demais, e a loura e Nico foram embora, Mercedes também não demorou muito para ir, e como o hotel era um pouquinho longe, a garota teve que pegar um táxi para voltar para o hotel. (...) Voltamos pra casa no dia seguinte, estávamos tão felizes. O diretor do nosso colégio, embora não tenha entendido muito bem a mudança das duplas, também ficou muito feliz pelo 1° lugar ter saído da nossa escola. Ao voltar pra casa do meu avô, eu contei sobre tudo o que havia acontecido na Itália, ele ficou meio chateado por eu não ter participado, mas eu lhe expliquei que de qualquer forma eu não poderia participar por não ser daquela época, e ele super me entendeu. No primeiro dia de aula após voltarmos de viagem, quem foi a primeira pessoa que eu vi ao chegar na escola? Sim, a própria. Caro. - E ai, como foi o concurso? - Perguntou com ar esnobe. - Incrível, Mercedes e Rica conquistaram o 1° lugar. - Ué, pensei que você que fosse cantar com o Rica. - Eu ia, mas o Leandro teve um pequeno acidente, e eu deixei ele cantar com a minha amiga. - Avistei Luis, Gael e Jorge. - Agora com licença. Me dirigi até os garotos, que estavam curiosos para saber cada detalhe da viagem e do concurso. Logo Rica chegou, e se juntou a nós para conversar com os garotos, ele era só felicidade e eu estava muito contente por vê-lo tão alegre. Ah, eu havia ficado apenas poucos dias sem ir à escola, mas eu sentia que havia se passado um mês, porque nesse pouco tempo, Angela começou a estudar no colégio e Martina começou a trabalhar como professora de artes, Márcio me falou que ela queria ficar de olho no meu irmão, pois pelo fato dele ser muito atrapalhado, podia acabar falando demais, e eu estava torcendo muito para isso não acontecer, pois eu detestaria que eles me obrigassem a voltar para 2023.
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