E Estamos De Volta...

1054 Words
Sebastián Fomos parar em um lugar que eu não conhecia, era uma casinha simples de madeira, parecia ter uns 200 anos, acho que era da época dos dragões, ou era dinossauros? Ah, tanto faz, dá no mesmo. - Onde estamos? - Perguntou Luna. - E como eu vou saber? Cadê a nossa mansão e aquela piscina maravilhosa? Vem, temos que encontrá-la. - Puxei minha irmã pela mão. E então vimos alguém sair da casa, era… - Mamãe? - Oi meus amores. - Ela disse. Mamãe estava usando roupas muito velhas e sujas, parecia uma mendiga, era quase difícil de reconhecê-la. - Que roupas são essas? - Luna perguntou. - Que pergunta! É óbvio que mamãe vai pra alguma festa a fantasia, mas poderia ter escolhido uma melhor, tipo Mulher Maravilha ou Mulher Gato, não precisava ser da Gata Borralheira. - Queridos, do que estão falando? Essas são as roupas que eu uso, e onde vocês conseguiram essas roupas tão bonitas e limpinhas? - Não, isso só pode ser um pesadelo. - Falei sem crer naquela possibilidade. Entrei às pressas naquela casinha que estava quase caindo aos pedaços, fui seguido por minnha irmã, e então ouvi a voz de papai que nos cumprimentou e ele estava usando roupas parecidas com as de mamãe, olhei cada detalhe daquela casa, era tudo tão velho e sujo, a Tv era aquelas de tubo e pelo que vi posteriormente só pegava uns dois ou três canais, o sofá estava cheio de buracos, o teto estava cheio de goteiras e na casa só tinha um quarto com uma cama de casal e um colchão de solteiro no chão, na geladeira não tinha quase nada, só água e um pouco de manteiga e de queijo e no armário tinha um saco de arroz pela metade e um pouco de feijão, quase me desesperei ao ver aquilo. - Sebas, está tudo bem? - Perguntou papai. Não, não estava nada bem, onde estava minha sala de cinema? Minha piscina enorme? Minha quadra de basquete? Os empregados? E a minha sala gigantesca? Tudo estava completamente diferente. De repente saiu uma menina brincando de ioiô, acho que ela devia ter uns dez anos, estava usando vestido florido um pouco rasgado e visivelmente velho, seu cabelo estava amarrado com duas maria chiquinhas caídas, porém estava um pouco bagunçado. Eu não a conhecia, nunca a tinha visto antes. - Que roupas são essas? - Perguntou a menina. - Quem deu para vocês? - Peraí, quem é você? - Perguntei. - Quê? Tá maluca? Mãe, pai, o Sebas andou bebendo. - Hey, eu nunca bebi nada, quer dizer… Nada alcóolico. - Martininha, vai brincar no seu quarto, por favor. - Disse mamãe. - Martininha? - Luna e eu questionamos em uníssono. Ai, o que estava acontecendo? Nada de casa luxuosa e ainda por cima Martin havia virado Martininha, preferia que ele continuasse sendo um cachorro, pelo menos era fofinho e bonitinho, e eu poderia brincar com ele. Luna me puxou pela mão para um canto daquela casinha, que parecia casa de boneca de tão pequena, se bem que até as casas da Barbie que a Luna tinha quando criança eram maiores e mais bonitas. - O que houve? - Perguntei. - É o que eu gostaria de saber, com certeza mudamos algo de novo no passado, aposto que foi quando demos a ideia pro vovô construir a Franken TV. Continuamos sem a nossa casa de sempre e agora o nosso irmão virou uma menina. - Ah, pensando bem... Sabe que eu sempre quis ter uma irmã? Luna me olhou meio confusa com o que eu havia dito. - Hey, e eu? - Ah, é, tem você, né… Luna revirou os olhos como ela adorava fazer, ah, se ela soubesse o quanto eu detesto isso, sem falar que ela não fica nada bonita fazendo assim. Olhei novamente aquela casa imunda, estava sem acreditar, busquei pelas câmeras, mas acho que não era nenhuma pegadinha como eu gostaria que fosse, será que ainda dá tempo de voltar para 1957? Acho que eu preferia voltar para o passado. Nisso vovô entrou em casa, suas roupas não eram muito diferentes com as que meus pais usavam. - Vovô! - Disse Luna ao correr para abraçá-lo. - O que houve, meu bem? - Ele a abraçou também. Minha irmã me olhou bastante surpresa, acho que vovô havia voltado a ser carinhoso como antes. Ai, isso estava tão confuso, minha vida havia virado uma montanha russa, mas eu ainda preferia as do parque de diversões, são bem mais divertidas e emocionantes, sem falar na sensação de adrenalina. - Mãe, viu o meu celular? - Perguntei enquanto rezava para ter celular naquela nova realidade. - Ah, está aqui, querido. - Ela pegou um celular que estava em cima do sofá e me alcançou. O aparelho era um daqueles super antigos, estilo tijolão, sem wi fi, sem internet, rede social muito menos e não dava nem pra tirar foto, acho que se eu desse com aquele celular na cabeça de uma pessoa, eu a mataria, acho que aquilo era mais pesado que pedra. - Cadê o whats? Quero falar com a Angela, preciso saber se ainda somos namorados. - Filho, esse celular não tem w******p, é só pra ligar e mandar mensagem, você sabe que não temos condições de comprar celulares melhores. Ah, beleza! Como que eu ia escrever naquele trem se não era de touch screen? Luna me mostrou como funcionava para escrever, tinha que apertar 90 mil vezes cada número até ir na letra que eu queria, como as pessoas velhas conseguiam mexer nesse tipo de celular? Mandei a seguinte mensagem para Angela: ‘’Oi Anjinha, como está a namorada mais linda do mundo?’’ Torci para que ela ainda quisesse ser minha namorada, ainda mais depois de notar o triste estágio em que eu me encontrava. A resposta veio em seguida. ‘’Oi namorado, tudo bem?’’ - Isso, ela ainda é minha namorada. Uhul. - Vibrei de alegria ao dar leves pulos, fazendo a casa fazer barulho. ‘’Topa me encontrar na frente da escola amanhã na hora da entrada?’’ ‘’Claro bombonzinho’’ (...) Eu estava na frente do colégio esperando pela Angela quando sinto alguém tocar em meu ombro por trás, esbanjo um enorme sorriso, me viro e a vejo. Dou um grito estridente.
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