A Perseguição Parte 2

1019 Words
Os garotos eram Luis, Gael e Jorge. Eles eram meus colegas, às vezes a gente se falava na sala de aula, porém não éramos amigos. Ainda. Olhei pela janela da sala e avistei o garoto todo de preto me procurando. d***a, eu precisava me esconder antes que ele me encontrasse, e o que ele poderia querer comigo se eu nunca tinha o visto? - Por favor, me ajudem a me esconder, tem um rapaz atrás de mim. - Falei. Os três garotos se olharam, e logo Gael pediu para que eu entrasse no armário. Espiei novamente o garoto e quando vi que ele estava se aproximando, eu corri e fiz o que Gael havia falado, entrei no armário e me deparei com um esqueleto, me assustei um pouco, mas tentei não gritar. Escutei quando alguém entrou no laboratório. Era ele. - Olá garotos. Por acaso, a Luna entrou aqui? - Perguntou o tal garoto, cujo nome eu ainda não sabia. - Luna? Que Luna? - Gael perguntou. - A Luna, a nossa nova colega. - Disse Luis. - Ah, essa Luna. Claro… - Disse o menor. - Mas não, não a vimos. - Tem certeza? - O garoto parecia meio desconfiado. - Certeza absoluta. - Era a voz do Jorge. Não escutei mais nada, estavam em silêncio. Ouvi passos que se afastavam e logo passos que se aproximavam de onde eu estava. Sem pensar, eu abracei o esqueleto e fechei os olhos, nisso abriram a porta do armário. - Luna? - Era a voz do Gael. Abri os olhos e vi os três garotos me olhando surpresos. Notei que eu estava abraçada no esqueleto e me afastei bruscamente dele. Antes de sair do meu esconderijo, espiei cautelosamente para ter certeza de que o rapaz não estava por perto, e assim que me certifiquei disso, eu sai do armário. - Quem era? - Perguntou Jorge. - Não faço ideia. - Respondi. - Então, por que você estava fugindo dele? - Me perguntou Luis. Parei um pouco para pensar e eu também não sabia, mas boa coisa não devia ser. - Ah, não sei, vi um maluco correndo atrás de mim e fiquei com medo. Bom, obrigada rapazes, vocês foram 10. - Fomos 10? - Gael abriu um imenso sorriso. Acenei a cabeça positivamente, e logo pedi para eles verem se a barra estava limpa e assim o fizeram, sem rastros do tal garoto eu sai do laboratório, e pouco depois o sinal tocou anunciando que a aula estava prestes a começar. - Oi Luna. - Disse Ricardo. - Onde você estava? Eu te procurei por tudo. - Ah, eu tinha ido ao banheiro. (...) Já em casa, eu estava olhando umas fotos da minha família, na esperança de Martin aparecer em alguma, mas em todas, havia apenas um cachorro no lugar dele, ai, eu queria o meu irmãozinho de volta, ele podia ser meio chato às vezes, mas era o meu irmão, o meu caçulinha. - Oi. - Falou Sebas ao pé do meu ouvido, fazendo eu me assustar. Eu gritei e ele se assustou com meu grito, e acabou gritando também. - Você me assustou. Não te vi chegar. - Falei. - Ih, irmãzinha, estava aprontando para estar assim tão assustada? - Eu não apronto nada, quem apronta aqui é você. Ele revirou os olhos e pulou sentando no sofá, ao meu lado. Eu comentei sobre o nosso irmão ainda ser um cachorro, mas Sebas parecia empolgado com o fato de termos um animal de estimação, p***e Martin… Nisso, notamos vovô e Isa entrarem em casa, os dois estavam rindo, pareciam tão felizes. Esbanjei um leve sorriso ao ver meu avô tão feliz, era nítido o bem que ela fazia para ele. Isa nos cumprimentou educadamente e logo se despediu da gente. Vovô fechou a porta e nem tentou esconder a felicidade que estava estampada em seu rosto, adorava vê-lo tão contente, pena que atualmente ele não era assim, pois desde que minha avó desapareceu misteriosamente, ele ficou triste e amargurado, só imaginando o dia que voltaria a vê-la. (...) Finalmente havia chegado o dia do Cristóvão Colombo Tem Talento, era só o que se falavam na escola, havia virado o assunto principal entre os alunos e todo mundo estava ansioso, nem todos participariam, mas com certeza eu não perderia essa por nada, já estava até com um número ensaiado, apresentaria uma música. - Estou louco para te ver cantando. - Falou Ricardo. - E eu quero ver você cantando, aposto que canta bem. - Vou cantar pra você. - Ele disse me fazendo sorrir. As apresentações seriam após o fim da aula, e quando isso aconteceu todos os alunos de todas as turmas se dirigiram para o saguão da escola, e logo o diretor Murilo abriu as apresentações, quem se apresentou primeiro foi Simone, que fez uma coreografia de dança, em seguida, foi Laura, depois foi a minha vez. eu estava muito nervosa, nunca tinha cantado para tantas pessoas, engoli a seco e olhei para Mercedes e Ricardo, que me consentiram com a cabeça, me passando confiança, então eu comecei a cantar uma música que eu amo, chamada Quando Você Se Apaixonar Por Mim, tentei não olhar muito para Ricardo para eu não ficar mais nervosa do que já estava, mas era inevitável, e eu só conseguia vê-lo sorrindo, acho que havia gostado. Assim que terminei de cantar, eu desci do palco e logo Mercedes veio me parabenizar com um abraço. - Amiga, você arrasou. Parabéns. Aposto que você vai passar pra segunda etapa. - Ela disse. - Obrigada, amiga. - Sorri e logo me direcionei até Ricardo. - Você mandou muito bem, cantou lindamente. - Falou ao me fitar e me arrancando um sorriso bobo. - Obrigada. - Falei sem conter o sorriso. Ricardo foi o último a se apresentar, ele cantou e tocou violão, sua música se chamava Baby Baby. Ele cantava tão bem, sua voz era tão doce e durante toda a apresentação, ele não tirou os olhos de mim, o que me deixou um pouco encabulada. Ah, como ele conseguia ser tão fofo assim?
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD