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1618 Words
Hoje era um dia normal, bem, era o que Liv chamava de normal em sua rotina. Se olhando no espelho, apenas de r************s, e falando cada defeito que via em si mesma, em seu corpo. Apesar de sua confiança, seu corpo era o que ela mais odiava em si mesma...Se pegava olhando para ele no espelho, e lágrimas escorriam e suas unhas iam contra sua pele agressivamente deixando marcas e rastros. Se olhava, e chorava com raiva, apertava seus braços, suas cochas e em um momento caia de chão. Se jogava no chão, e ali começava seu pesadelo diário — com suas mãos tremendo, lágrimas escorrendo e  suas mãos suando. O aberto dentro de si e a sensação de falta de ar estavam a contaminando, mas aquilo era normal, não era de se preocupar. Após trinta, quarenta minutos agachada no chão, abraçada com suas pernas sentindo tudo aquilo, se via deitada na cama, encolhida, tomando coragem para levantar ou baixar sua guarda pelo menos uma vez. Isso era normal em sua rotina, além do mais, pelo menos 5 vezes na semana isso ocorria, não era mais coisa de outro mundo, mas Liv parecia ter se desacostumado com isso, já que de 5 baixaram para 3 crises no último mês, o que era bom. liv: hey, vem pra cá? — quando Josh disse para telefona-lo quando ocorresse, ele não estava brincando, falou sério e repetiu isso mais de vezes para Gray, mas ela nunca telefonou, e ele sempre insistia quando entravam no assunto. E hoje, talvez por ter se desacostumado ou só por querer se sentir bem, Liv mandou mensagem, mas só queria conversar não poderia ficar sozinha, se não ocorreria de novo e ela não estava afim disso de novo. josh: me dá alguns minutos. — foi a resposta em segundos da mensagem enviada pela garota. Ela enrolou na cama, mas antes que tivesse coragem para se levantar, se trocar e se acalmar de vez, esquecendo o que tinha ocorrido era tarde, pois Josh já estava na porta de seu quarto olhando-a deitada na cama, encolhida, debaixo de centenas de cobertas com uma cara vermelha e inchada, de quem não estava nada bem. — c*****o, o que aconteceu? Que p***a é essa? Por que você está assim, loira? - Richards diz preocupado se sentando na beira da cama, ao lado da garota. — p***a, eu achei que você demoraria mais. - reclama, já que achou que daria tempo de se preparar antes que Josh chegasse, mas ele veio muito rápido, muito mais rápido do que esperado. — E quem se importa? O que aconteceu? - repete a pergunta, querendo saber o porquê da garota estar naquela situação. — Vai para lá, me deixe sentar ai também. Estou com frio. - o rapaz diz levantando as cobertas e se sentando ao lado da loira que se aproximou um pouco, por conta do calor humano naquele dia gelado e seco. — Você sempre me diz pra te ligar quando ocorrer, e eu nunca faço isso. - foi o suficiente para que o rapaz entendesse o motivo da ligação, e soltasse um suspiro frustrado, passando sua mão pelas costas nus da garota debaixo do edredom. — Você está nua? - pergunta sentindo sua pele quente. — r************s. - o garoto concorda. — Posso te perguntar o motivo da crise? Estudos, família? - pergunta o rapaz, chutando o porquê do acontecimento. — Corpo. - diz meio envergonhada, depois de um longo silêncio após a pergunta do amigo. Josh não respondeu, porquê não haveria nada que dissesse ali que resolveria sua insegurança com si mesma. Mas o que Richards queria mesmo, era que ela se visse como ele a vê. Josh admirava a loira, e se enchia os olhos quando a via. Olivia era única e diferente, apesar de toda sua marra e confiança, dentro dela havia um ser frágil e com medo, mas que jamais impedia ela de fazer e acreditar no que quisesse. — Sabe, os meninos estão lá em casa, vendo um filme. Com esse frio e tudo, estão todos lá em casa, o que acha de irmos para lá se distrair? - Josh propõe após um longo silêncio que havia ficado após a breve conversa. A loira sorriu e concordou, dizendo que iria tomar um banho e poderiam ir, seria uma ótima oportunidade de se distrair e bom, ficar com seus amigos. Deixar a pressão e tensão passar. Mas quando ela se levantou indo até o banheiro, os olhos de Richards passaram por seu corpo, e ele se assustou. Se assustou com o arranhões, com as marcas que tinham todas em sua pele nu. Se preocupou, mas não diria nada a ela, pois ela se sentiria desconfortável ou vulnerável, pelo menos, era o que ela dizia sempre que entrava em assuntos do tipo. Josh foi para sala, e ficou pensando um pouco, na garota, no seu corpo e em alguma forma de ajudá-la, mas seu tempo foi em vão, pois sua cabeça não foi capaz de ter nenhuma ideia para apoiar a garota. A loira logo estava na sala, parecendo outra pessoa. Vestida, maquiagem, óculos e um sorriso no rosto, não era mais a mesma garota de meia hora atrás e Josh se surpreendeu com a mudança de humor ou com o belo fingimento que ela estava fazendo ali, ele sempre se surpreendia com esse seu dom. Olivia não diria que era bem um fingimento, mas diria que aquilo era só...pintar um quadro por cima de uma arte que deu errado. Caso fingisse estar bem, talvez acreditasse nisso, e as coisas realmente ficariam bem. Ela acreditava nisso, e as vezes, se perdia entre o fingimento e a realidade, talvez acreditando que aquilo estava dando certo — nunca parou de fazer isso. Talvez outra forma de ver o mundo ou só de evitar os problemas. — Vamos?! - a loira diz sorrindo com uma bolsa no ombro. — Com certeza. - Josh diz se levantando do sofá rapidamente e a seguindo até a porta - Espera ai. - ela para, e se vira olhando para ele. — O que foi? — Levanta a calça. - o rapaz manda. — O que? Não. Vamos logo com isso. - diz ignorando, e logo abrindo a porta e seguindo ao elevador. Josh bufa, mas sabia que ela tinha noção das marcas em seu corpo. Josh não entendia como alguém tão confiante, tão bela, conseguia ser insegura com seu próprio corpo que era uma bela de uma obra de arte. Na cabeça dele, isso não fazia sentido, mas ele sabia que não tinha muito o que fazer, a não ser tentar ajudar da forma mais i****a que pudesse. — Posso te dizer uma coisa i****a? - pergunta no caminho de sua casa, no carro. — Tudo que que você fala é i****a. - a garota brinca rindo. — Engraçadinha. Seu corpo é lindo, e não estou falando isso porque quero te conquistar desde o dia que te vi lendo no bar, mas porque eu vejo ele todos os dias, e estou sendo honesto. - confessa e a loira abre um sorriso frouxo. - E até hoje não entendi quem lê no bar. - comenta, fazendo-a rir. — Eu sou culta, Josh. Por isso leio em bares, bem diferente de você. E...eu agradeço, pelo apoio, sabe. - fala meio sem jeito. — Você vai no bar para quê? Tipo, para ler? Isso não faz sentido nenhum. - diz rindo. — Eu uso a bebida para esquecer das coisas, mas naquele dia, tudo estava calmo, e eu gosto de ler. Não tem outra explicação. - a loira explica rindo. — Bebida é seu jeito de lidar com a dor? Sério? — É, sim, há anos. - diz sorrindo - Não me orgulho, mas é o que me salva. Mas espero que você não faça que nem eu, já disse. - diz com um tom de aviso, e um sorriso de canto. — Ah, é? Por que? - diz desconfiando da garota. — Faça o que eu falo, não faça o que eu faço. — a loira diz sorrindo orgulhosa, e Richards ri de seu argumento forte. — Tudo bem, tudo bem. Prometo que quando eu me sentir m*l, não vou me afundar em bebida. - diz o garoto rindo. — E nem em brigas, vai piorar toda a situação. Ache outra forma, essa de descontar nas pessoas não funciona. - a loira avisa, como se já tivesse tentando, e Josh ri de suas pontas experiências idiotas. Em minutos, os dois chegaram na casa e todos estavam ali deitados na sala debaixo de cobertas, edredons e alguns até com suas namoradas. Liv se ajeitou ali perto de Kio e Bryce, Josh ficou deitado na sua frente. Blake estava com a namorada e Beck também. Ficaram a tarde toda vendo filmes, e quando viram, todos já tinham desmaiado ali um em cima do outro ou por conta do frio, do filme tedioso ou por cansaço que a faculdade estava causando nos últimos dias. Comeram pipoca até não aguentarem mais, reclamaram dos cochichos e brincaram irritando uns aos outros a todo momento. Foi uma tarde de paz, coisa que não tinham desde o último jogo de Liv. No meio do filme, Dixie gritou animada que havia conseguido ingressos nas primeiras fileiras para todos seus amigos, e para sua família, o que foi motivo de sorrisos e gritaria. O festival de teatro seria na próxima semana, e Rae e Damelio andavam se esforçando absurdamente para seu momento de brilhar. Todos estavam ansiosos pelo momento das garotas e aguardavam ansiosos para sexta, o dia de estreia. I. capítulo meio m***a, meio sem graça, desculpem?? II. feriadou amigos!!
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