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1663 Words
— É, eu também. - solta uma risada frouxa - Mas e você? Soube de um término que se culpa. - Josh comenta, lembrando do que o primo da garota tinha comentado no início do ano. — Ah, é. Bom, faz tempo. Na escola ainda, fundamental ou ensino médio, não me lembro direito. Essa época foi difícil para mim. Eu sempre fui muito competitiva, ansiosa, organizada e sabe, mandona. - ri - E eu namorava com cara, ele era bonito e tudo, e um dia...não lembro se ele descobriu, ou eu contei, ou se ele viu ou ouviu alguma coisa, não me recordo, mas enfim. Ele soube da minha ansiedade, dos meus problemas, sabe? E simplesmente disse que não poderia dar de enfermeiro ou ficar com mais um peso ou problema em cima dele, então terminou comigo. Por conta da ansiedade, pelo que conclui. — Nem fudendo. - Richards diz perpétuo - Ele foi esperto para se livrar de você, não acha? Boa desculpa. - fala rindo, e recebe um empurrão da loira que sorria entrando em sua graça. — Ei! - finge ofensa. — Estou brincando, loirinha. - diz rindo - Como ele conseguiu fazer isso? Tipo, que frio. — Não o julgo, se pudesse ter fugido de mim, também teria ido. - Gray diz com uma risada frouxa, sorrindo. — Não fale isso. — Não, é sério, eu entendo ele. Pessoas ansiosas não são fáceis. Pensamentos e manias, são confusos e até irritantes. A cabeça é um furacão e com certeza não é fácil de aguentar. — Eu nunca deixaria alguém só por ter uma doença assim, tipo, é s*******o fazer isso, desculpa. — É, porque você é burro. Ou tem um coração muito bom, mas eu voto na primeira opção. - a loira brinca rindo, e leva um cutucão do rapaz ofendido. - Brincadeira, brincadeira. — i****a. Nem sei porquê ando com você. - Josh comenta revirando os olhos, fingindo estar ofendido com a brincadeira da garota que ria de sua birra. Sabe, você é mais interessante do que eu pensava. - comenta o loiro — O que? - a garota o olha sorrindo e confusa de seu comentário repentino. — Ah, qual é? Você tem cara de uma garotinha inocente, bonita e que quer que o mundo seja melhor. Mas, na real, você só é tipo, gata. Porque você é chata, com um belo de um coração grande, bebe mais do que aguenta e ainda por cima defende criminosos. — Meu deus, qual é o seu problema? - a loira diz rindo, já que o comentário não tinha nada com nada. — Qual é, loirinha? Você bebe mais do que aguenta, escolheu defender criminosos e ainda por cima, é chata e mandona pra c****e. Você não tem muita cara disso. Depende, quando te conheci com aquela jaqueta de couro, te achei até mais...gostosa, se é que poderia usar essa palavra. — Primeiro, você sempre usa gata e gostosa, não venha com essas graças. E segundo, não defendo criminosos, tudo bem? Só dou uma segunda chance às pessoas e vejo o que ela tem para dizer.  — Segundas chances? Qual foi? — A maioria das pessoas tem uma explicação pelos seus atos, principalmente aqueles que estão presos há anos, são os que mais merecem ter o caso estudado. - Gray fala com seu tom de razão e superioridade de argumentos, além do mais, seu maior dom era vencer debates e discussões. — Ok, ok, ok. Não vamos entrar nesse assunto agora, mas não quer dizer que você ganhou, ouviu mocinha? — Tudo bem, tudo bem, refutado. - a loira concorda, provocando o rapaz, que revira os olhos e sorri, ficando ali com as ondas do mar quebrando e a pele arrepiada pela ventania da brisa e por suas peles nuas e molhadas. O clima entre eles, por uma vez, tinha deixado de ser pura competição, desafio e orgulho, mas tinha sido confiança e história do passado que o marcaram, que deram insegurança a eles. Por uma vez estavam confiando, falando sobre seus medos e traumas um com o outro. — E não tenho dúvida de que esse dia será importante na vida dos dois, na história deles. Conseguiram tirar o clima pesado de traumas e medos, e colocar graça e piadas nisso tudo. Josh nem se lembrava direito do porquê estava quase chorando quando recebeu a ligação de Liv, pois com tantas risadas e piadas, confianças e conversas, seu medo e sentimento de angústia e apreensão já tinham ido embora, em vão. — Ei, quer voltar para casa? Para sua. Ou pra minha, o que fizer você se sentir melhor. - Gray pergunta calma, para Richards, tudo ali não importava mais, porque ele se sentia bem ao lado dela. Não importa se vão para a casa dele, para a dela, para um restaurante ou para um rio. Se ela estivesse ao lado dele, ele iria pra qualquer lugar, pois ela conseguia tirar a dor e o peso de culpa, involuntariamente, ela o fazia se sentir melhor. — Por mim, passaria a noite aqui. - diz olhando o horizonte - Mas não podemos. - completa frustado. — Quem disse que não? - Gray propõe, olhando-o, com seu tom de quem não tinha regras naquele instante. Nada importava ali, ambos só queriam aproveitar. Josh estava se sentindo melhor, e esse era o objetivo de Liv sendo cumprido. — O que quer dizer com isso, loirinha? - Josh diz olhando-a, com um sorriso frouxo e sacana, doido para ver o que a garota tinha em mente, já que ele também não queria sair dali ou voltar para casa. Casa, era tudo que ele menos queria. — Sei lá. Só não acho que tenhamos que voltar para casa. Está cedo, podemos, sei lá, fazer o que quiser. Andar por ai, comer em algum lugar, ir para minha casa, sei lá, cara. Qualquer coisa que faça seu humor melhor. - propõe dando ombros, já que não tinha muitas ideias. Só queria festejar ou coisas assim, além do mais, era seu objetivo de vida. - Se quiser, podemos até sair para uma festa, beber e coisas assim. Prometo que fico responsável por você. - sugestiona sorrindo animada. — Me diz, o que aconteceu com você? Você está muito simpática e bondosa, para ser a Olivia Gray que eu conheço. - brinca, fingindo se assustar pelo seu bom humor e modos. — Josh! - repreende-o desacreditada - Eu estou tentando melhorar seu dia, seu humor, melhorar as coisas, e é essa ingratidão que eu recebo? Que absurdo. - diz ofendida, virando seu cabeça bruscamente para o lado oposto em que Richards estava. — Não se preocupe, tudo bem, loirinha? - Josh avisa rindo - Eu estou bem. Estou melhor e não tem o que se preocupar. - tenta tranquilizar a garota. — Richards, não tente mentir para um mentiroso. - afirma olhando-o. — É sério. Não estou mentindo mais, não agora. Estou melhor mesmo. E...sabe, Avani tem sorte de ter uma amiga como você. - confessa, olhando para a loira. Ele queria dizer, que Gregg tinha sorte em ter alguém que seguraria a mão dela a qualquer custo. Liv, é o tipo de pessoa que coloca as necessidades dos outros, acima de sua própria saúde, o que não é legal, mas é o tipo de amiga que não solta sua mão nem que o mundo acabe. E Richards havia percebido essa bondade, e essa grande coração da loira, só não admitiria a ela isso, pois é contra as leis do jogo. — Claro que tem. Sou eu. - diz brincalhona, rindo, como se não fosse óbvio a sorte da amiga. Richards dá uma risada frouxa e revira os olhos pelo convencimento da garota. — Mas é sério, vai querer fazer o que da vida, querido? Casa, festa, festa, comida, ou festa? — Podemos ver o pôr do Sol em paz? Sem você ficar me cutucando e falando? - brinca, fazendo a loira rir e se deitar na areia, olhando o céu. Ficaram observando o céu, até ele se escurecer por completo. Onde tudo estava escuro, e a única coisa que iluminava o mar, eram as estrelas e a Lua, lá de cima. Passaram no drive-thru de um restaurante qualquer e acabaram comendo no carro. Enquanto riam, brincavam, se gabavam e ‘jogavam’ ali, na companhia um do outro. Pareciam mais leves ali, e só depois da meia noite, Richards a deixou em casa, e tomou coragem para ir para sua também. Seu sorriso no rosto, já fazia parte e suas bochechas e mandíbulas doíam de tanto que riu ao lado da ‘loirinha’. Ao completar seu caminho, chegando em casa, logo se jogou na cama e o que poderia pensar ali, era como tinha tido sorte de ter encontrado alguém como Liv, que o entende mais do que se próprio. Era estranho como a conexão entre eles tinha sido criada tão rapidamente, em questão de meses. Talvez por ambos estarem quebrados por dentro ou cheios de cicatrizes. Sua competitividade e seu jeito de ser dono da razão. Eles tinham coisas em comum, mais do que imaginavam, só não enxergavam isso, pois a dor cega e os traumas também. Liv já tinha sentido todos os tipos de dor, principalmente o da troca e insuficiência, por isso, sempre buscava seu melhor, sua vitória, sempre a superioridade. Estando em cima, e lutando por seu lugar, não a substituiriam, pelo menos, na escola e no trabalho não. Richards já não era alguém do tipo que sempre sofria, já que nunca buscava se relacionar, mas teve o maior baque da sua vida, quando se apaixonou de uma forma em que acreditou ser para sempre, mas foi trocado, se sentiu insuficiente e percebeu como sentimentos não valem nada, e como filmes e livros são uma farsa. Com sua promessa, sentimentos não o matariam mais, pelo menos, não por amor. I. bonus de hoje, para dizer para vocês irem me seguirem no tt
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