— Por que, exatamente, você achou que eu estaria na cadeia? A pergunta de Daniel veio com uma sobrancelha erguida, o sorriso quase preguiçoso. Mas os olhos… os olhos observavam Carla como se a despisse centímetro por centímetro. Ela não se intimidou. Nem um pouco. Carla sorriu. Confiante. Letal. Era uma mulher agora. Sabia o que queria. Sabia o que merecia. E naquele momento, diante dele — daquele maldito homem que prometera o mundo com um beijo e desapareceu sem aviso — ela queria tudo. Tudo o que ele havia prometido… e não cumpriu. — Porque você tem cara de problema. E, da última vez que nos vimos, vivia fazendo promessas que não conseguia cumprir. Daniel deu um passo à frente. O olhar dele desceu lentamente pelo corpo dela, como se absorvesse cada detalhe com a calma de um predado

