O SUV preto mantinha distância precisa. Nem perto o suficiente para levantar suspeitas, nem longe o bastante para perder o rastro. O táxi que levava Eva e Luca avançava pela cidade, sem destino definido — mas Marco já sabia onde aquilo terminaria. Sabia desde o momento em que leu a mensagem desesperada enviada para Khaled. Segurava o celular do príncipe com a mesma firmeza com que seguraria uma arma. Porque era isso que aquele aparelho representava agora: um instrumento de guerra. A tela apagada refletia o próprio rosto de Marco — tenso, contido, implacável. "Você realmente achou que ia me enfrentar com mensagens, príncipe?", murmurou, com um meio sorriso cínico. Não era sorte. Era cálculo. E o golpe começara a ser executado naquela mesma tarde, enquanto Khaled almoçava em um restauran

