A fachada discreta não entregava nada. Nenhum letreiro. Nenhuma indicação. Apenas uma porta pesada de madeira escura no fim de uma viela em Manhattan. Mas lá dentro, leis se curvavam. Moralidade era negociável. E prazer… uma arma. Marco empurrou a porta com a palma da mão. Não esperou ser anunciado. Seguranças o reconheceram de imediato e abriram passagem. Ninguém barrava Santini ali. Luz baixa. Música de fundo. Corpos em silêncio. Códigos não ditos circulavam no ar junto ao cheiro de couro, vinho caro e perfume feminino. O clube era antigo. Fundado por homens com sangue nas mãos e segredos na alma. Um refúgio para quem não podia se mostrar no mundo real. Marco não frequentava com frequência. Mas quando aparecia… não passava despercebido. — Está atrasado — disse Diego, encostado no can

