A mensagem de Yang piscava ainda na tela quando Carla largou o celular no balcão, pegou as chaves do carro e saiu com passos decididos. O frio de Manhattan cortava sua pele, mas ela m*l sentia. Estava focada. Tensa. E prestes a explodir. O endereço a levou até um edifício elegante, em uma das ruas mais exclusivas da cidade. Fachada de mármore preto, portas giratórias com acabamento dourado, recepcionistas de luvas e sorriso engessado. Carla nem hesitou. Entrou sem olhar para os lados, fingiu falar ao telefone e seguiu direto para o elevador como se fosse dona do prédio. O salto estalava no mármore, os olhos fixos no painel digital enquanto subia. Coração acelerado. Estômago apertado. Não era medo. Era raiva. Eva estava sumida. Marco era um psicopata. E se Daniel soubesse de alguma coisa

