Você ainda me Pertence

1142 Words

Eva não respondeu. Porque não tinha resposta. Só a respiração presa no peito, as mãos trêmulas ainda úmidas do óleo, o sangue correndo tão rápido que m*l ouvia mais a própria consciência. Ela podia sair dali. Podia empurrá-lo, correr, dizer “chega” e nunca mais olhar pra trás. Mas não se moveu. Marco ergueu a mão e tocou o queixo dela com o polegar. Um toque leve, quase reverente. Como se tocasse algo sagrado. “Você ainda me pertence, Eva.” Ela abriu a boca pra negar. Mas a negação morreu na garganta. Porque ele a beijou. E foi o tipo de beijo que não pedia licença. Que não implorava. Que lembrava. Lembrava o corpo dela o que já tinha sido dele. A língua dele buscou a dela com uma precisão agressiva, e o gosto — maldito gosto — era o mesmo. Amargo, intenso, viciante. Eva gemeu cont

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