Marco permaneceu parado diante da porta fechada do quarto principal. Sabia que Eva estava lá dentro, sabia que provavelmente chorava, amaldiçoava cada palavra dita, cada escolha feita. Mas pela primeira vez em muito tempo, ele não tentou forçar nada. Não bateu, não entrou. Apenas se afastou. No corredor silencioso, os ecos dos próprios passos pareciam pesados demais. Ele poderia ter voltado para a sala, poderia afogar os pensamentos em outro copo de whisky. Mas os pés o traíram. Levaram-no até o fim do corredor, onde uma porta branca com puxadores dourados abrigava mais do que apenas móveis novos e brinquedos caros. Aquela era a porta do quarto de Luca. Marco respirou fundo antes de bater. Nenhuma resposta. Girou a maçaneta com cuidado e empurrou a porta devagar. Luca estava ali. Se

