Dentro do próprio escritório, atrás do vidro espelhado, Eva observava. A visão de Mel saindo pisando duro, com o rosto transtornado e os saltos ecoando como ameaças vazias, despertava nela um certo prazer amargo. Um sorriso contido curvou seus lábios enquanto retocava o batom com a ponta dos dedos, o olhar fixo naquela mulher que, por sete anos, ostentou o título de noiva de Marco Santini. Se Marco pensava que podia esconder Mel, estava muito enganado. Mesmo de longe, Eva sempre soube. Sempre acompanhou. Porque esquecer Marco Santini seria impossível. Ele não era apenas o homem que a marcara com prazer e dor — era também o homem que destruíra o pouco de família que ela conhecera. Que colocara fogo em tudo. Literalmente. E se achava que ela tinha parado de fugir porque o perdoara… tam

