O Dono do Corpo

865 Words

Marco não disse uma palavra. Caminhou devagar até a lateral da sala. Seus dedos tocaram o controle embutido na parede com precisão cirúrgica. Um clique. E então o som suave do mecanismo automático preencheu o ambiente. A porta se trancou com um estalo metálico. As persianas começaram a descer, cobrindo os enormes painéis de vidro que revelavam Manhattan. O escritório, antes iluminado pelo céu da manhã, mergulhou em penumbra. Luzes indiretas acenderam-se nos cantos — quentes, baixas, íntimas. Eva não se mexeu. Mas o coração dela martelava no peito. Marco voltou com passos lentos, calculados. Como um predador que sabia que sua presa não fugiria. Que não queria fugir. Quando ele parou à frente dela, Eva sentiu o calor do corpo dele irradiar. Os olhos estavam diferentes. Havia fome ali.

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD