O shopping estava cheio, barulhento, apressado — mas Eva sentia tudo como um ruído distante. O coração batia tão rápido que era difícil respirar . Andava devagar, a bolsa segura contra o peito, como se pudesse esconder ali toda a ansiedade. Não era medo. Era expectativa. Abriu o celular e digitou para Carla: “Cheguei. Onde vocês estão?” Mas antes que a resposta viesse, ela ouviu. Aquela voz. Aquela palavra. — Mama...? Eva parou. Virou-se lentamente e o viu. Luca. Caminhando rápido na direção dela, olhos verdes brilhando por baixo dos cabelos escuros. O rosto era uma miniatura perfeita de Marco, mas havia algo nos olhos — nos gestos contidos, na forma como analisava o ambiente — que era só dele. E mesmo assim… tão dela. — Mama! — ele chamou de novo, agora correndo. Eva se

