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1144 Words

31 — Tainá Narrando A porta da delegacia se abriu na minha frente com um som seco que pareceu mais alto do que realmente era, talvez porque tudo dentro de mim ainda estivesse sensível demais, alerta demais, e enquanto eu entrava, sentindo o ar mais frio do ambiente fechado bater no meu rosto, eu tive a sensação nítida de que aquele lugar já não era o mesmo da última vez, não porque tivesse mudado de fato, mas porque eu tinha, porque dessa vez eu não estava ali perdida, não estava ali só reagindo, e ainda assim meu corpo não deixava de responder, mantendo a tensão nos ombros, a respiração controlada demais, como se qualquer descuido pudesse me colocar de volta naquela posição frágil que eu estava tentando, a todo custo, não ocupar de novo. Fui até o balcão sem hesitar, informei meu nome,

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