32 — Tainá Narrando Eu continuei sentada diante dele, mantendo a postura firme mesmo sentindo o peso daquele ambiente apertar um pouco mais conforme o silêncio se prolongava, porque eu sabia que aquilo ainda não tinha acabado, sabia que ele ainda ia puxar mais coisa, mais detalhe, mais pressão, e não demorou muito pra que ele encostasse levemente as costas na cadeira, me observando com mais atenção antes de falar de novo, com um tom ainda controlado, mas agora mais direcionado. — Eu preciso que você repita, com detalhes, tudo o que você fez naquele dia… naquela noite — ele disse, apoiando os braços sobre a mesa. — Desde o momento em que você acordou até o final do dia. Eu respirei fundo, sentindo o ar entrar de forma mais consciente, mais controlada, e assenti de leve, sem desviar o olh

