6. A saída.

2545 Words
Eu não sei se seria o certo eu olhar o que tem por trás daquela porta, eu deveria voltar para o quarto onde estava com Henry anteriormente e dormi. Não, era isso que minha mente dizia, eu segurei aquela maçaneta com certa firmeza e fiz movimento para baixo, sim, eu realmente deveria tá indo dormi, parecia que as coisas ficaram lenta ao meu redor, provavelmente seria um sinal para eu parar de fazer aquilo. Quando abri aquela porta, senti uma certa dificuldade para a empurrá-la no sentindo contrário de fechar, parecia Deus me alertando para poder sair dali. -Se é que Deus esteja aqui. bendita boca, a porta se abriu com tudo, praticamente me empurrando para dentro daquele quarto, foi ali que eu percebi que estaria bem fodida. O chão era coberto de neve, uma história se passava diante de meus olhos. Parecia que era eu que ia começar a narrar porém era aquele quarto coberto por neve. A noite de Natal era a mais linda, por sinal, as luzes da cidade me encantavam de uma forma, eu até me esquecia de quem eu era e para onde estava indo. Estava começando a me arrepender de ter resolvido passar o natal na casa do meu namorado, aquilo tudo era para fazer birra para minha mãe que fazia inferninho da minha vida o ano inteiro. Não havia me arrependido pelo fato de que irei sentir falta da minha mãe, mas sim pelo fato de querer passar essa data com a única pessoa que se importa comigo, Joe, meu namorado! -Bianca? Senti um flash na minha cara, ele sempre fazia aquilo. -Vai começar?-Bufei tampando minha cara com as duas mãos. -Gosto de tirar fotos sua distraída.-O mesmo sorriu antes de guardar o celular. -Queria estar enrolada na cama com você!-Disse um tanto desanimada. -Mas já, amor? Esse foi seu maior record. -De que?-Arqueei uma das minhas sobrancelhas. -De ficar sem reclamar!- O mesmo jogou a cabeça para trás e começou a gargalhar, uma gargalhada que eu tanto amava. Não demorou para que chegássemos na casa dos pais de Joe, só estava faltando a gente na ceia. -Olá, pessoal!-Acenei para todos ali presentes enquanto Joe conversava com um primo dele. Caminhei até minha sogra para lhe entregar uma torta que eu havia comprado. -Não precisava, querida!-A mesma sorriu bastante calorosa. -Claro que precisava, olha sua alegria!-Lhe disse e pude sentir a cara de inojada da cunhada de Joe me observando. ※※※ -Começou a gracinha...-Sussurei olhando para meu celular. Estava sozinha na varanda esperando Joe me trazer um pedaço do torta, quase todos já havia ido embora, a gente ia ser os próximos. -Que gracinha?-Joe apareceu novamente com meu pedaço de torta. -Minha mãe!, meu Deus! Essa mulher é muito tóxica. -O que foi dessa vez?-Joe segurou meu queixo fazendo com que eu não desviasse o olhar, uma lágrima escorreu do meu olho. -Está tentando fazer com que eu me sinta m*l por não passar o Natal com ela, ela nem se importa comigo!, é uma grande v***a louca. -Não deixe com que ela estrague nossa noite, amor, eu te amo e não quero que você se sinta m*l com essas coisas.-Joe me abraçou bem forte.-Pensei que essa noite seria nossa, mas vejo que vou ter que te levar para casa. -Qual é? Sou de maior, não sei o que estou fazendo morando com meu pai desempregado e meu irmão babaca!, não sei o do porquê da minha mãe querer controlar minha vida, meu Deus, eu não aguento mais isso! -Sua mãe se mete na sua vida porquê paga sua faculdade, agora sobre seu pai e seu irmão, será por pouco tempo! Ate sua mãe, será coisas passageiras meu amor, não surte!-Joe acariciou meu rosto enquanto eu chorava.-Irei deixar você na sua casa, dependendo se não tiver ninguém acordado entro escondido na sua casa para que a gente durma juntos! -Faria isso por mim?-Lhe perguntei enquanto secava minhas lágrimas em seu casaco. -Sim, amor.-Ele acariciou meus cabelos. ※※※ -Sabe o que mais me irrita nessa merda de situação?-Me virei para encarar Joe que dirigia. -Que seu irmão pode dormir com a namorada dele e sua mãe não fala nada, se você passa a noite comigo já é motivo de querer te chamar de p**a! -Exatamente!, o que me irrita mais é ela falando que eles podem porque a menina trabalha, o que isso tem a ver? Estou na faculdade e tenho meu valor, mesmo que seja aquela v***a louca que me ajuda, ela é uma ridícula! Se ela acha que é só de noite que dá para t*****r está muito enganada. -Concordo, amor!-Joe mantia sua atenção na estrada. Estavamos quase chegando em minha casa, resolvemos trocar de assunto para que não estragasse o resto da nossa noite. Quando Joe parou em frente da minha casa, o beijei suavemente, já que eu não havia certeza se iria conseguir colocar Joe dentro da minha casa aquele horário, por tanto resolvi aproveitar aquele momento. Tirei meu cinto de segurança e sentei -me no colo dele, aprofundando ainda mais aquele beijo, Joe subiu meu vestido e começou a explorar sua mão por todo meu corpo enquanto eu rebolava em cima do seu m****o ainda coberto. -Deveríamos entrar para continuarmos.-Disse entre gemidos enquanto Joe beijava meu pescoço e depositava chupões em toda parte. -Mas não temos certeza se está todo mundo dormindo!-Dizendo isso o mesmo arrancou meu vestido e em seguida abriu o zíper da sua calça, arrastei minha calcinha pro lado, e digamos que a diversão começou. ※※※ -Te amo!-Joe beijou minha testa e eu escostei minha cabeça no peito dele, também dizendo um eu te amo. -E minha mãe acha que é preciso dormi junto para praticar o ato.-disse começando a gargalhar. -Pois é..-Joe sorriu de lado.-Entre lá pra ver se está tudo certo! -Sim, mas antes preciso encontrar meu vestido.-Lhe disse saindo de cima dele. Ao colocar meu vestido, fiz uma trança no meu cabelo e lhe dei um beijo de leve no rosto. Em seguida peguei uma copia que eu tinha da chave do portão de casa, para que ele entrasse sem eu ter que sair para fora novamente. -Eu vou deixar a porta da sala destrancada, te passo uma mensagem!-Disse ao sair do carro.-Se cuida! -Pode deixar! Dei graças a Deus assim que entrei em casa, as luzes estavam todas apagadas, indicava que meu pai estava dormindo. Ao abri a porta da frente, não a fechei para que Joe não fizesse tanto barulho ao entrar. Caminhei por toda casa no total escuro para não acorda nenhuma alma viva. Passei por frente do quarto do meu pai para me certificar se as luzes estavam apagadas, o que indicava que ele já havia dormindo, e sim, luzes apagadas. Em seguida passei pelo quarto do meu irmão, dei graças a Deus por ele não está ali. Fui para cozinha pegar umas uvas para que comesse com Joe assim que ele entrasse, lhe mandei uma mensagem para pedir que ele entrasse. Resolvi fazer um lanche com o resto do peru que havia no forno, estranhei a demora de Joe, deduzi que ele estava andando na ponta do pé. De repente ouvi um barulho da porta rangendo. -Pode entrar!-Disse em tom auditivo já que os quartos ficavam no andar de cima.-Amor? Minha surpresa foi quando cheguei na sala, a porta estava completamente arreganhada porém Joe não estava ali. Olhei para a tela do meu celular imediatamente, resolvi mandar mais uma mensagem para Joe para ver se ele ia me responder e pedir para que ele parece com aquela gracinha já que poderíamos ser pego à qualquer momento. Tanto pelo meu pai, ou meu irmão que poderia chegar de surpresa ali. Fechei a porta ao ouvir barulho vindo do quarto do meu pai, como o conhecia, deduzi que ele nem havia dormindo por conta da preocupação com a filha mais nova. Imediatamente mandei uma mensagem para Joe, disse que permanecesse onde estiveste. -O que faz acordado?-Perguntei caminhado em direção do quarto do meu pai. Não obtive resposta alguma, para minha surpresa, ao abri a porta do quarto do mais velho notei que ele não estava ali. -Deve ser coisa da Morgana!-Bufei deixando a porta aberta para que ela saísse caso estivesse escondida ali. Caminhei até o quarto do meu irmão e fiz a mesma coisa, coloquei minha cabeça dentro do quarto do mesmo só para atiçar minha fobia, de forma leve e sutil. Eu tinha pavor cobra! Não sei o do porquê de temos uma cobra ali em casa, mesmo eu não gostando. Tenho pra mim que meu irmão adquiriu aquela cobra para que eu não pensasse em entrar no quarto dele, bom, deu certo. Mesmo aquela cobra dentro daquele maldito aquário, conseguia me aterrorizar! Olhei para meu celular e nada de Joe ter respondido, fui para direção da cozinha e caminhei para fora de casa. Ao sair, notei que o carro do Joe não estava mais ali na frente. Respirei fundo para não xingar, ele deveria ter algum motivo por me deixar sozinha. Olhei para meu celular e entrei no aplicativo de mensagem, para minha surpresa minhas mensagens não havia sido enviadas, só então me dei conta que o wifi estava desligado. Liguei o wifi assim que entrei dentro de casa novamente, tranquei a porta e por fim chegou as mensagens de Joe. Ele teve que ir pois sua mãe começou a passar m*l, não entendi muito bem. Ate me ofereci para ficar com ele no hospital, mas ele não quis que eu saísse de casa aquele horário ou que pedisse uber. Ele era paranoico com essas coisas. Por fim, fechei a porta da frente e segui para meu quarto. Tirei minhas botas vermelha e fiz o mesmo com a roupa já pegando meu pijama que estava sobre a cama. Fui ao banheiro escovar meus dentes e tirar a maquiagem. Voltando para meu quarto, deixei a porta semi aberta para caso Morgana resolvesse dormi comigo. Respirei fundo ao botar minha cabeça sobre o travesseiro, fiz minha oração mentalmente e no meio dela, ouvi barulho de porta se abrindo, abri meus olhos suavemente, poderia ser meu pai. Levantei-me ficando sentada na cama. -Pai?-O chamei. Não obtive resposta alguma, fiquei mais aliviada por saber que não estava mais sozinha em casa, me deitei novamente. Quando fechei meus olhos ouvi um barulho muito forte, era o barulho de todas as portas se fechando. Praticamente pulei da cama, não sabia se ficava no quarto ou ia ver o que havia acontecido. Respirei fundo, coloquei algum vídeo aleatório para passar no meu celular e me encolhi de baixo das cobertas até que o dia amanhecesse. Quando olhei para direção da porta onde eu havia entrado antes me assustei, aonde estava aquela maldita porta? -Eu preciso sair daqui, as pessoas devem está me procurando. Aquela história continuava a se passar, mas eu não estava nem um pouco afim de querer saber o resto. Acordei bastante suada com muito m*l estar, para não falar que não havia dormido, digo que só consegui pregar meus olhos quando percebi que meu quarto estava claro com a luz do dia. Levantei com um pouco de dificuldade, até parecia que eu havia bebido na noite passada. Caminhei para frente do meu guarda-roupa e abri duas portas dele para poder me ver no espelho que havia lá dentro. Ao me encarar no espelho, por questão de milésimo tive impressão de ter visto meus olhos completamente escurecido, comecei a piscar inúmeras vezes para ter certeza que havia sido apenas impressão minha. Sai do meu quarto e fui ao banheiro fazer minha higiene matinal, em seguida caminhei até a cozinha e me sentei na cadeira. -Você que deixou esse sanduiche de peru e uvas jogado dentro da pia?-Meu irmão que m*l falava comigo resolveu dirigir a palavra a mim. -O que aconteceu com falar bom dia antes de prosseguir qualquer conversa pela manhã? Educação mandou lembranças!-levantei-me da cadeira e caminhei até a geladeira.-A propósito, eu deixei em cima da mesa, acabei me esquecendo de comer por conta do cansaço! Menti, não iria contar o ocorrido da noite passada para o boboca do meu irmão. -Cadê o pai?-Ele perguntou com um pouco de receio. -Você conseguiu bater seu próprio record maninho!, falando com o ser tão desprezível que eu sou duas vezes seguida no mesmo dia, como sou sortuda!-Fiz minha melhor voz de surpresa.-Levou pé na b***a, foi? -A Diane foi viajar, o que me resta é ter que saber um pouco da vida dos seres tão insignificante com qual eu divido o mesmo teto! -Insignificante é você que não presta para dar descarga no banheiro, porque você não guarda toda sua doçura com Diane para depois do casamento? Irá precisar!-O encarei depois de analisar tudo que havia na geladeira, ja pegando um iogurte desnatado que era a mesma coisa que nada. Caminhei ate meu quarto e me tranquei, provável que eu fosse até o hospital onde a mãe do Joe estava, a propósito, preciso mandar mensagem pra ele para saber o estado da minha sogra. Quando sequer pensei em lhe mandar uma mensagem, meu celular começou a tocar, era ele. -Ia te mandar mensagem agora.-Disse abrindo meu iogurte e dando um gole. -Duvido!-Podia jurar que ele sorriu. -Como vai sua mãe? -Muito melhor.-Sua voz era de puro alívio. -O que ela tinha? Você nem me explicou direito. -Segundo ela que nunca havia sentindo dor de infarto na vida, estava infartando! -Joe deu uma breve pausa antes de prosseguir.-Mas não era nada disso. -Era o quê?-Arregalei meus olhos. -Gases!-Ele riu.-Eu nem sabia que era possível! -Acredite, é possível!-Confirmei.-Feliz que ela esteja bem. Continuamos conversando durante um tempo, até que o telefone de casa começasse a tocar. Eu geralmente não fazia questão de atender pois sempre era cobrança ou minha tia querendo fofocar. Respirei fundo, aquele maldito barulho do telefone um dia iria me deixar surda. Agradeci mentalmente quando meu irmão teve a proeza de ter atendido aquela porcaria. Coloquei Friends para assistir, enquanto tocava a a******a da série eu pude ouvir barulho de passos rápidos em direção ao meu quarto. -Bianca, aonde esta o pai? A tia acabou de ligar falando que ele não da sinal algum desde ontem.-Landon adentrou no meu quarto. -Ele não estava no quarto quando cheguei ontem.-Por algum motivo que eu não sabia, resolvi contar o que eu sabia.-E teve um momento na noite passada que eu ouvi um forte estrondo, era como se todas as portas tivessem batido ao mesmo tempo. Ouvimos barulho de porta rangendo, sai do meu quarto e comecei a caminhar ao lado do Landon, paramos em frente do quarto do meu pai. A porta estava semi aberta, Landon a abriu delicadamente. Havia uma poça de sangue no chão, o guarda roupa havia caído em cima de alguma coisa. Só então me veio o choque da realidade. -Pai?-Entrei do quarto o mais rápido que pude.-O que está fazendo ai? Me ajude a levantar esse guarda-roupa de cima do pai! A cena que vimos a seguir foi de total terror, o corpo do meu pai estava completamente esmagado, não conseguia acreditar no que meus olhos via. -Katherine? Comecei a ouvir a voz de Henry, e por incrível que pareça eu consegui achar a saída daquele quarto.
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