Estava com uma sensação de que havia dormido por uma década, parecia que as pessoas ao meu redor estavam a minha frente do tempo.
Fui no quarto onde minha mãe havia passado a noite, ela estava com os olhos fechados, fiquei encarando durante um tempo, até que resolvi a chama-la porém ela foi mais rápida que eu e abriu seus olhos.
-Com fome?-Sorri de canto, em seguida notei que estava com um pouco de m*l hálito, me virei de costas para minha mãe e me distanciei um pouco.
-Claro....que pergunta hein. Você poderia me ajudar a fazer xixi?
-Opa.....é pra já.
Caminhei para o banheiro que tinha ali dentro do quarto e peguei a comadre para que ela pudesse fazer xixi.
Ao adentrar no banheiro não havia me dado conta ontem de como o espelho do banheiro era imenso e tão limpo, até eu tinha a capacidade de ficar mais bonita nele.
Comecei a me aproximar do espelho e observei meu reflexo em específico meu nariz, eu era cheia de cravos escuros, eram tão feios, me incomodava muito porém Henry não achava nada de mais.
De repente um rachado surgiu no espelho, bem na parte que refletia meu nariz, por puro impulso coloquei meu dedo indicador sobre o rachado e senti um tipo de choque térmico.
De repente me vi em uma sala branca, olhei para baixo, eu vestia uma camisa branca, era como se fosse uma camisa de força. Eu comecei a andar pelo quarto branco, encarei meus pés, eu deixava rastros de sangue, aquilo era tão esquisito, eu só havia entrado no banheiro para ajudar minha mãe.
-Esse lugar é amaldiçoado
-Não, aqui não pode ser amaldiçoado....ninguém emprestaria um lugar amaldiçoado para a recuperação de alguém....isso é um engano, cadê o banheiro onde eu estava ?
Uma risada maléfica invade minha cabeça, ao abrir meus olhos estou no banheiro.
Senti algo quente escorrer pelas minhas pernas.
-Ótimo, estou menstruada.
Peguei alguns pedaços de papel higiênico para limpar aquele sangue que havia escorrido em minhas pernas, coloquei um pouco na minha calcinha que estava encharcada. Eu sabia que aquilo não iria me ajudar muito porém ia me ajudar chegar no quarto me trocar e ir comprar absorvente.
Ao entrar no quarto novamente minha mãe me encarava de uma forma estranha, como se eu estivesse sido atropelada.
Enquanto ajudava ela a urinar ela não parava de me encarar, aquilo estava ficando desconfortável.
-Desculpa pela demora, acidentes feminino.-Encarei para baixo e ela entendeu o meu recado.-Vou preparar seu café, em seguida vou para a farmácia.
-Tudo bem....Filha muito simpática sua amiga, só fala para ela não entrar aqui do nada sem ao menos bater na porta.
-Amiga? eu não trouxe nenhuma amiga para cá, única pessoa que não é da família que está aqui é o Henry.
-Filha sua amiga Bianca, ela chegou aqui dizendo que você estava mexendo com coisa que não devia, que era para você voltar a dormi.
Eu não sou de sentir medo mas senti um gelo na espinha, que p***a eu fiz?
-Eu acho que a senhora sonhou.
Passei minha mão sobre minha nuca, eu estava suando frio. Saí do quarto onde minha mãe estava após ajudar ela fazer xixi. Caminhei até a cozinha e preparei o básico, um café preto, algumas torradas com geleia pois a acidentada vulgo mamãe não queria engorda. Peguei algumas uvas sem sementes para acrescentar naquele café da manhã completamente anti mim e caminhei até o quarto onde mamãe estava para lhe servi.
Em seguida fui tomar um banho para poder ir até a farmácia.
Eu fiquei completamente abismada com o que minha mãe havia falado, seria uma entidade a Bianca ? eu tive um misto de sentimentos por ela, ela era injustiçada, era tudo tão tenebroso o que acontecia com ela, eu estaria ficando louca?
estaria sonhando acordada?
Enquanto eu me despia senti um sopro em meu pescoço, olhei para trás não havia nada ali.
Comecei a chorar, por um instante eu me sentia um tanto aliviada, havia sido demitida do meu emprego tóxico e tinha minha mãe viva comigo, eu tinha o Henry, ele era o ser humano mais incrível do mundo, não sei o que seria de mim sem ele, não, isso não é dependência emocional, só não quero imaginar um mundo sem ele.
Ao ligar o chuveiro deixei aquela água gelada cair sobre meu corpo, eu gostava da transição da água fria para a quente, era como se tudo ficasse bem, como se tudo fosse dar certo, como dava certo daquela água fria ficar quente.
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Pov Henry
Estava extremamente preocupado com Katherine, ela estava extremamente transtornada naquele cômodo aleatório dessa casa tão grande, imagino que ela deveria está cansada mas eu me preocupo com ela, ela já passou por tantas barras, eu tinha medo de perde ela.
-Já quase perdi.-Sussurrei enquanto tirava minha atenção do notebook.
Ao menos nesse quarto minha Internet pegava bem, eu precisava trabalhar e fazer companhia para Katherine, eu não podia deixar ela sozinha, não dessa vez.
Resolvi pegar um pouco de café para continuar com o pique para trabalhar o resto do dia, quando abri a porta do quarto me deparei com Katherine, ela estava enrolada em uma toalha.
-Tomou banho por quê? você é mó fedo, odeia banhos....-Utilizei meu melhor tom de deboche, enquanto acariciava seu rosto com meu polegar esquerdo.
-Ah eu não me chamo Henry para odiar banhos matinais.-Mostrei o dedo para ele.-Você está muito ocupado ?-Ela arqueou uma de suas sobrancelhas, em seguida fez cara de cachorro sem dono, e foi ali que eu sabia que ela ia me pedir alguma coisa.
-Aconteceu.-Ela fez uma cara assustada.
-O que aconteceu ? não me assuste criatura adorável de minha vida.
Ela colocou uma de suas mãos sobre a barriga, confesso que senti o chão sumir de baixo de meus pés, aí caramba, não estava em meus planos ser pai agora. Mas Deus jamais me daria um fardo que eu não pudesse carregar.
-A menstruação desceu e eu preciso de absorvente, analgésicos e doces.-E sorriu com um sorrido sapeca.
Parece b***a mas por um momento me senti frustrado, o meu fardo nesse mês era cuidar da minha criatura adorável, lhe trazendo doces, analgésicos e lhe dando muito carinho. Será que para Deus ainda não estava capacitado para ter um bebê?
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Pov Katherine
Henry estava com uma expressão esquisita, estralei meus dedos para ele voltar a si.
-Você poderia me levar até a cidade para eu comprar coisas de mulher?
Tirei a toalha da volta do meu corpo, já estava com um top confortável e havia colocado uma calcinha e muito papel higiênico na tentativa dele fazer o papel do absorvente.
Vesti uma calça branca ( Isso foi uma má escolha), em cima coloquei uma blusa de manga cumprida branca e para completar o look uma jaqueta jeans.
-Você se veste tão rápido.
-Que nada, só quero um analgésico e ficar deitada igual bebê......Vamos ?
-Mas eu estou de pijama, vou me trocar!
-E eu estou com cólica, o que é pior?
Não precisei falar duas vezes, puxei Henry pelo braço.
Quando sai do quarto minha prima estava prestes a bater na porta, ela tinha um pacote de absorvente e analgésicos, por um momento eu tive raiva, eu queria sair um pouco dali com Henry.
-Obrigada, prima.-Sorri falsa.
Estava com tanta raiva que para não demonstrar aquele maldito sentimento simplesmente fiz de tudo para fugir daquilo.
-Amor, pode ir trabalhar, eu vou colocar meu absorvente....Dava passos de costas, mas uma vez, obrigada prima.
Abri uma das portas sem nem ao menos saber se estava indo para o banheiro. Grande menina tola e inocente, havia entrado em um quarto aleatório, e não,eu não vi a Bianca dessa vez. Era Briana o nome da vítima da vez.
Certas coisas da vida precisam ser sentidas, t*****r com Bryan era uma delas, como nos beijos você fecha os olhos para poder apreciar cada momento, eu fechava meus olhos para poder apreciar cada movimento do meu.... Bom, não éramos nada, aquilo só era curtição, já que o meu querido namorado Jason nunca tinha tempo para realizar minhas vontades, bom, pelo menos o amiguinho dele tinha tempo de sobra.
-Que piranha.-Eu, Katherine Sussurrei para mim mesma, aquilo era errado de tantas formas.
As meninas da minha escola me odiavam, eu as entendo, se fosse como elas também me odiaria.
Empurrei Bryan para que ele deixasse ficar por cima, ficando por cima dei um jeito das coisa ficar mais gostosa, Bryan parecia tão vulnerável, o mesmo sugou o bico do meu seio e em seguida deu um tapa na minha b***a.
-Tá, não vou negar....é excitando, estou de tpm no meu período menstrual e agora quero t*****r com Henry.
Sentia meu rosto esquentar.
-p***a Briana.-Ele brincava com o meu mamilo, enquanto eu continuava a rebolar em cima dele.
Joguei minha cabeça para trás assim que senti o orgasmo tomando conta de todo meu corpo.
Bryan pegou seu celular que estava em cima do criado mudo do meu quarto e ligou restrito para Jason, sempre ligavamos restrito para ele depois que terminavamos de t*****r, queria que ele ouvisse o quão Bryan me deixa ofegante e querendo mais. Por sorte Jason nunca havia se importado o suficiente para saber de quem era aquela arte.
-Hoje ele não está afim de atender.-Bryan estranhou.-Deve está fodendo com alguma amiga sua.
Espero que Jason esteja realmente fazendo isso, pensei comigo.
Eu que estava fazendo figuras imaginárias sobre o peito de Bryan parei com aquilo na mesma hora e o soquei.
-Até parece.-Ri me levantando da cama.-Me acompanha no banho?-Fiz minha melhor cara de cachorrinho sem dono.
-Vai indo que daqui a pouco eu apareço.-O mesmo se esticou ainda mais na cama.-Seus pais não vão aparecer aqui igual naquela vez né? Tive que sair por essa merda de janela. Naquele dia eu pensei que ia morrer!
-Relaxa docinho, estamos 100% sozinhos.-Mandei um beijo para ele pelo ar antes de pegar meu roupão e sair do quarto.
Caminhei pelo corredor escuro que não era tão grande, precisava de um banho relaxante para recuperar minhas energia, se bem que eu acho que Bryan irá tira-la de mim novamente.
Eu segui aquela garota, não sentia nenhum tipo de empatia por ela mas algo soprou que deveria está com ela.
Ao entrar no banheiro não fiz questão de fechar a porta já que estava sozinha com Bryan e não tinha perigo dos meus pais chegarem de surpresa e ver o que não devia, para eles eu ainda sou virgem.
-Virgem só se for do buraco do nariz.-De todas as coisas que eu vi nessa casa, essa é a pior, antes tivesse vendo a Bianca.
Tirei o roupão, o deixando cair no chão, me aproximei da banheira e virei a torneira para que ela enchesse, enquanto esperava a banheira encher coloquei meu roupão de volta e me sentei na privada, fiquei trocando algumas mensagens com Jason para matar meu tédio enquanto esperava a banheira se encher por completo.
Assim que a banheira se encheu gritei para que o Bryan fosse me fazer companhia, também disse que iria encostar a porta do banheiro por conta do vento gelado que estava entrando ali.
Tirei meu roupão e só então entrei naquela banheira, céus, como aquilo era bom, fechei meus olhos para apreciar aquela maravilha.
Ouvi barulho da porta se abrindo, não fiz questão de abrir meus olhos para saber de quem se tratava, estava quase pronta para o segundo round.
Um ser mascarado entrou naquele banheiro, orei mentalmente para aquilo não me vê, mas acho que minha oração não funcionava ali, eu podia jurar que era como se aquele mascarado pudesse me vê.
-Dessa vez eu quero uma massagem docinho.-Disse ficando ainda mais relaxada.-Estava trocando mensagem com Jason, ele foi dormi, disse também que ia dormi porque você sabe né.
Briana podia sentir Bryan se aproximando cada vez mais, aquilo estava lhe excitando de tal forma, o silêncio estava lhe excitando.
-Por que está tão calado docinho?
Briana não teve resposta alguma, então proceguiu:
-Se aproxime mais.
Soltou sem se mover, ela estava muito relaxada para se virar para trás.
Ela pode ouvir os passos, estava bem atrás de si agora.
-Agora faz uma massagem em mim que eu penso se deixo você entrar na banheira.-Ela mordeu seus lábios, ela ia o deixar entrar ali até se não recebesse a massagem.
Um silêncio se instalou naquele banheiro, Briana sentiu algo estranho, era medo, ela o sentiu assim que ouviu uma respiração pesada atrás de si, não precisava ser a pessoa mais esperta para se dar conta que não era o Bryan ali.
A mesma se virou para trás com seus olhos ainda fechados, ao abrir eles se sentiu aliviada, já que não tinha ninguém ali.
-Bryan você é bem babaca.-A garota berrou ainda com a cabeça virada para trás.
-O que eu fiz?-O rapaz berrou, pelos cálculos da moça, aquele berro de Bryan estava vindo de seu quarto.
Só então Briana sentiu aquela respiração pesada próxima de si, quando ela se virou para frente se deparou com um ser mascarado, não deu tempo de falar um A, mas havia dado tempo de gritar enquanto o ser mascarado enfiava uma enorme faca sobre seu crânio e em seguida a puxou, mas a faca não havia saído, o ser mascarado segurava com bastente firmeza o cabo da faca enquanto a erguia, nisso a faca foi saindo da cabeça de Briana pouco a pouco, até que seu corpo caísse no chão completamente nú e ensangüentado.
É óbvio que depois disso eu corri, eu estava atrás da saída, aonde era a saída dessa porcaria de lugar ?