8. Vamos tomar café

1161 Words
-Como não?-Entrei com muito receio, mas para minha segurança eu permaneci atrás de Henry. -Você está cansada, não sei o do porquê as pessoas que estão lá na sala não se ofereceram para dar essa medicação para sua mãe, desculpa mas são um bando de parasitas. Henry sempre foi um cara calmo, mas pela forma que ele havia me encontrado ele estava muito irritado. A questão é que eu não gosto de depender das pessoas, eles jogam na cara, uma simples esmola que a gente pensa que é dada de coração, não se engane, na primeira oportunidade eles vão jogar na sua cara. Você pode até pensar, a mas são seus parentes, bom, sinto em informar, eles são os piores. -Amor...você sabe que eu não gosto de pedir ajuda de ninguém, as pessoas são cruéis.-Meus olhos estavam marejando. -Mas as vezes a gente precisa de ajuda.-Ele se aproximou de mim e acariciou meu rosto com seu polegar esquerdo. -É complicado ..... eu estou me sentindo tão inútil por ter perdido o emprego. -Não se sinta assim, você estava adoecendo. Eram crises e mais crises de ansiedade. -Mas eu tinha meu dinheiro, que já era uma ajuda e tanto para a gente. -Vamos voltar para o quarto e dormi ? você está cansada. Por mim eu passava o resto da noite conversado com Henry mas ele estava cansado, eu não queria atormentar ele com meus problemas. Será que era tudo fruto da minha imaginação? eu sei o que eu vi. Minha mente não teria a capacidade de criar uma garota perturbada chamada Bianca. -Ou será que teria ? -Teria o que Kethe? -Nada não Henry. Ao entrar no quarto me deitei na cama, eu só queria dormi e que tudo isso acabasse de uma vez por todas. Nunca foi de recordar de meus sonhos mas aquele sonho que tive no restante da madrugada foi intenso, parecia que eu estava vivendo ele. Ao adentrar minha casa senti um forte incômodo, não sabia explicar o do porquê mas era algo estranho. Não me lembrava do ocorrido que fez eu parar no hospital. -Filho, por favor, vá no jardim procurar o que está cheirando podre!-Minha mãe fazia uma cara de, ninguém merece, mais essa? Era estranho, eu estava nitidamente na vida da Bianca, ela me via na sala, porém ninguém mais me via. Enquanto isso meu irmão deveria está pensando em alguma desculpa para não ter que fazer aquele trabalho pesado. -Pede para Bianca!, ela está de férias e atoa!-Ele se sentou no sofá já se esticando todo. -Ela está grávida e não pode fazer esforço algum.-Minha mãe retrucou e pela cara de espanto de Landon pude perceber que ele não sabia da minha gravidez. -Como? Grávida do Joe? Não acredito!-O mesmo estava estático. -Risco que se corre quando se tem uma vida s****l!-Ambos estavam conversando como se eu não tivesse ali. -Para mim eram dois virgens!-Landon ainda estava surpreso, ao mesmo tempo havia um certo tom de deboche em sua voz.-Como aconteceu? Eles nem dormiram juntos! Aquilo para mim estava sendo o auge da babaquice, só então resolvi abrir a minha boca, a vontade de falar foi maior do que a de ficar quieta. -Ao contrário de você, que não leva Diane para lugar nenhum além da casa dela ou aqui, meu namorado me leva para diversos moteis e muita das vezes fizemos no carro dele e ate mesmo na casa dele.-Em seguida me virei para encarar minha mãe.- A propósito, você fala tanto sobre preservar minha virgindade, ate mesmo me proibindo de dormi com Joe mesmo eu já sendo uma adulta, tenho que te informa que eu perdi minha virgindade com ele quando eu tinha dezesseis anos, foi em um dia que eu disse que iria dormi na casa da Cindy. Como se sente sabendo que sua proteção patética não me impediu de fazer as coisas que eu queria fazer? -Cospe na cara dela Bianca.-Estava com tanto ódio daquela família patética que simplesmente falei, só não contava que a garota fosse fazer isso. Em seguida, o inesperado aconteceu, minha mãe deu um tapa na minha cara. Por instinto a empurrei fazendo com que caísse de b***a no chão, subi sobre o corpo dela e comecei a socar a cara dela, eu tinha ódio daquela desgraçada, por mim ela morreria ali mesmo . Por fim eu gritei : -A parti do momento que você estiver embaixo do meu teto, tem que me respeitar!, ou segue às regras ou fora!-Era como se existisse alguma fera dentro de mim, eu sentia minha voz um pouco mais grossa e meu corpo completamente gelado. Corri o mais rápido que pude para o meu quarto e fiquei trancada lá por horas, Joe me ligava porém eu não me dava ao trabalho de o atender. Ele percebeu que eu havia ficado estranha com ele por conta dele ter que ir morar no outro lado do mundo por causa do trabalho, porém ia muito além, ao mesmo tempo que eu sentia que ele deveria ficar longe de mim, algo o queria bem perto. Me deitei na cama e me permitir de chorar até que eu pegasse no sono. Ele não é seu. Ele foi condenado muito antes de existir! Ouve uma forte batida na porta do meu quarto, o que me fez acorda, estava ofegante e ouvindo uns zumbidos no meu ouvido. -Quem é?-Perguntei sem nenhum pouco de educação, estava irritada e triste. -Sou eu, Bianca! -Eu é muito vago, quero nomes!-Rebati já caminhando até a porta. Assim que Joe entrou no meu quarto já senti um ar de despedida, ele me abraçou bem forte e eu não pude recusar. Quando a gente se soltou do abraço eu fechei a porta do quarto e me sentei na cama junto dele. -Já arrumou suas coisas para a viagem?-Perguntei com a expectativa que ele respondesse que havia desistido daquilo. -Já sim!-Ele analisava meu resto.-O que aconteceu ? Você está vermelha! -Minha mãe me bateu.-Lhe respondi. -Como?-Joe se levantou da cama como se fosse ir tirar satisfação com minha mãe naquele momento. -Eu fui m*l educada com ela.-O segurei pelo pulso, para evitar com que ele movesse um músculo sequer e também não quero que ele saiba que eu dei uns tapas nela. -Isso não justifica nada! -Calm...-Me levantei para ficar na mesma altura que ele. Ao me levantar comecei a sentir uma enorme tontura, náusea, falta de ar e dor de barriga. Cai de joelhos no chão e comecei a vomitar, o vômito era escuro como o petróleo e bastante espesso. Ao terminar de pagar aquele mico na frente de Joe, notei que algo se mexia no meio daquele vômito, gritei aterrorizada quando me deparei com a cabeça da cobra do meu irmão que havia morrido no meio do meu vômito. Como aquilo foi parar ali? Bianca olhou para mim e sorriu, um sorriso diabólico. -Amor? Abri meus olhos lentamente e encontrei com os olhos de Henry. -Que foi?-Perguntei sonolenta. -Vamos tomar café?
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