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Prisioneira do Mafioso

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Blurb

Ela era apenas uma garçonete que testemunhou algo que não devia. Ele é o herdeiro impiedoso da máfia mais poderosa da cidade frio, violento e obcecado.Agora ela é sua prisioneira. Sem saída. Sem piedade.Ele diz que é para protegê-la... mas na verdade quer quebrá-la e torná-la dele para sempre.Entre desejo tóxico, dor, vingança e um amor sombrio que consome tudo, ela descobre que o monstro também pode ser viciante.Trigger Warnings: Non-con/dub-con, violência gráfica, possessividade extrema, trauma, linguagem adulta.Apenas para maiores de 18 anos.

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O Início -1
Capítulo 1 – Testemunha Indesejada O cheiro de fritura velha e café queimado impregnava o ar do pequeno diner 24 horas. Eram quase três da manhã. O movimento era quase nulo — apenas um caminhoneiro dormindo sobre o balcão, o café frio ao lado da mão. Eu limpava a última mesa quando ouvi o primeiro tiro. Não era escapamento. Eu conhecia bem o som. Cresci na periferia de São Paulo. Sabia diferenciar um tiro com silenciador de qualquer outra coisa. Meu corpo congelou. A bandeja escorregou das minhas mãos e caiu no chão com um estrondo alto. Dois homens haviam entrado pela porta dos fundos. Um deles era enorme, terno preto impecável, tatuagens subindo pelo pescoço até a mandíbula. O outro estava de joelhos no chão sujo, rosto ensanguentado, implorando. — Por favor… eu juro que não falei nada… — a voz do homem tremia. O homem de terno nem piscou. Levantou a pistola com silenciador e disparou duas vezes. Ploc. Ploc. Limpo. Rápido. Sem emoção. O corpo caiu com um baque surdo. Eu deixei escapar um som baixo, quase um gemido de terror. O assassino virou o rosto lentamente na minha direção. Olhos negros, frios, sem alma. Um leve sorriso surgiu no canto da boca, como se eu fosse uma piada que ele não esperava encontrar. — Merda — murmurou o outro homem que estava com ele. Eu corri. Saí pela porta da frente sem olhar para trás, o coração martelando tão forte que parecia que ia explodir. Corri pelos becos escuros da periferia, os saltos quebrando no asfalto molhado pela chuva fina. A respiração queimava na garganta. Não adiantou. Dois faróis me cegaram duas quadras depois. Um carro preto parou bruscamente. Portas se abriram. Mãos fortes me agarraram por trás, uma mão grande tampando minha boca antes que eu pudesse gritar. O homem que havia matado o outro se aproximou devagar. Terno ainda impecável apesar do sangue. Parou bem na minha frente, inclinando a cabeça enquanto me observava. Cheirava a couro caro, cigarro e sangue. — Você viu demais, pequena — sussurrou ele, a voz baixa e rouca, quase íntima. — Agora você é minha. Tudo ficou escuro. . . . Capítulo 2 – O Herdeiro Acordei com a cabeça latejando e um medo profundo apertando meu peito. O quarto era grande e luxuoso demais para ser uma prisão. Paredes cinza-escuras, móveis de madeira nobre, uma cama king size com lençóis de seda caros. As janelas estavam cobertas por cortinas grossas que não deixavam entrar nem um raio de luz. O ar cheirava a madeira polida, couro e perfume masculino caro. Tentei me sentar. Meu corpo doía, mas eu estava livre — sem cordas, sem algemas. Pelo menos fisicamente. A porta se abriu com um clique suave. Ele entrou. Alto. Ombros largos. Presença que dominava todo o espaço. O terno preto estava aberto no colarinho, revelando tatuagens escuras que subiam pelo peito e pelo pescoço. Cabelo escuro ligeiramente bagunçado. Olhos negros, frios, capazes de congelar qualquer um. Ele parou ao pé da cama e me observou em silêncio por alguns segundos, como se estivesse avaliando uma mercadoria recém-adquirida. — Nome — exigiu, a voz grave e sem espaço para desobediência. Engoli em seco, a garganta seca. — Letícia… — respondi quase sussurrando. Ele repetiu o nome devagar, saboreando cada sílaba. — Letícia… — Um leve sorriso perigoso surgiu no canto da boca. — Você viu meu rosto ontem à noite. Viu exatamente o que eu faço com quem me atrapalha. Isso te torna um problema muito grande. Meu coração acelerou tanto que eu tive medo que ele pudesse ouvir. — Eu não vi nada… — menti desesperadamente. — Eu juro que não vou contar pra ninguém. Por favor… me deixa ir embora. Ele deu uma risada baixa, sem humor, e se aproximou. Sentou-se na beira da cama, perto demais. O colchão afundou com o peso dele. O cheiro dele — couro, cigarro e algo metálico — invadiu meu espaço. — Mentirosa — disse ele calmamente, segurando meu queixo com dois dedos firmes, obrigando-me a olhar direto nos seus olhos frios. — Meu nome é Viktor Costa. Herdeiro da família Costa. A máfia mais poderosa dessa cidade. E você, a partir de agora… pertence a mim. Tentei puxar o rosto, mas ele não deixou. — Eu não pertenço a ninguém — rebati, mesmo com a voz tremendo. O sorriso dele se alargou, c***l e satisfeito. — Errado. A partir de hoje, você vive porque eu permito. Respira porque eu permito. E vai ficar aqui até eu decidir exatamente o que fazer com você. Ele soltou meu queixo e se levantou, caminhando até a porta com aquela calma assustadora. Antes de sair, virou-se uma última vez: — Tente fugir, Letícia. Eu vou adorar te caçar. E quando eu te encontrar… a punição vai ser bem pior do que isso. A porta bateu com um som pesado. Fiquei sozinha no quarto luxuoso, o silêncio ensurdecedor. Meu corpo tremia. As lágrimas que eu segurava desde o começo finalmente escorreram pelo meu rosto. Eu tinha acabado de cair nas mãos de um monstro. E o pior de tudo era que o olhar dele ainda queimava na minha mente — frio, intenso, possessivo. Como se ele já soubesse que eu nunca mais seria livre.

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