Capítulo 17 – A Rachadura
A casa isolada parecia suspensa no tempo.
Não havia horários rígidos. Não havia homens armados nos corredores. Não havia ligações constantes de negócios sujos. Aqui, o mundo lá fora parecia distante, quase irreal. Apenas o vento nas árvores, o crepitar da lareira e o silêncio pesado entre nós dois.
Eu estava sentada no sofá da sala principal, enrolada em um cobertor macio, olhando para as chamas que dançavam na lareira. O colar dourado ainda pesava no meu pescoço, mas aqui, longe da mansão principal, ele parecia menos uma coleira e mais uma marca que eu estava começando a aceitar.
Viktor se aproximou por trás. Não disse nada. Apenas passou os braços pela minha cintura e me puxou contra o peito dele, encostando o queixo no topo da minha cabeça. O calor do corpo dele era reconfortante e perigoso ao mesmo tempo.
— Você quase não falou o dia inteiro — murmurou ele, a voz baixa e rouca.
Eu fechei os olhos, sentindo o ritmo constante do coração dele contra minhas costas.
— O que você quer que eu diga? — perguntei baixinho. — Que estou feliz por estar aqui? Que estou começando a gostar de ser sua prisioneira?
Ele riu baixo, mas o som não tinha humor. Era quase... cansado.
— Não. Quero que você diga a verdade. — Ele virou meu rosto gentilmente com dois dedos, obrigando-me a olhar para ele. — Você ainda me odeia, Letícia?
Eu encarei aqueles olhos negros por um longo tempo. O fogo da lareira refletia neles, tornando-os ainda mais intensos.
— Sim — respondi honestamente. — Eu te odeio pelo que você fez comigo. Pelo que você continua fazendo. Por ter roubado minha vida.
Viktor não se afastou. Em vez disso, aproximou o rosto ainda mais, os lábios quase roçando os meus.
— E mesmo assim… seu corpo reage a mim. Mesmo assim, você fica molhada quando eu te toco. Mesmo assim, você não tenta mais fugir de verdade.
Eu senti o rosto queimar de vergonha. A verdade doía mais do que qualquer mentira.
— Isso não significa que eu te amo — sussurrei.
— Não — concordou ele, a voz baixa. — Mas significa que você está rachando. Significa que parte de você já sabe que pertence a mim.
Ele me beijou devagar. Profundamente. Como se tivesse todo o tempo do mundo. Suas mãos desceram pelas minhas costas, puxando-me para o colo dele. Eu não resisti. Não dessa vez.
O beijo ficou mais intenso. Mais urgente. Viktor me deitou no sofá, cobrindo meu corpo com o dele. Seus dedos deslizaram por baixo da blusa, tocando minha pele nua, subindo devagar até os s***s.
— Diga que você me quer — sussurrou contra minha boca.
Eu gemi baixo, o corpo arqueando contra o dele.
— Viktor…
— Diga — insistiu ele, mordendo meu lábio inferior. — Diga que você precisa de mim.
Eu não disse as palavras.
Mas meu corpo disse por mim.
Quando ele deslizou a mão para baixo, encontrando-me molhada e pronta, ele soltou um gemido rouco de satisfação.
— Isso… — murmurou, tocando-me devagar. — Isso é o que eu quero ouvir.
Ele não me penetrou naquela noite. Apenas me tocou até eu estar tremendo, gemendo, implorando com o corpo inteiro. E então parou, me puxando contra o peito, me abraçando forte.
— Amanhã — prometeu contra meu cabelo. — Amanhã você vai dizer as palavras.
Fiquei ali, tremendo contra ele, o corpo latejando de desejo insatisfeito.
Eu odiava Viktor Costa.
Mas, pela primeira vez, eu não tinha mais tanta certeza se o ódio era maior que o resto.
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Capítulo 16 – A Noite da Verdade
A noite caiu pesada sobre a casa isolada.
Não havia o barulho distante da cidade. Apenas o som dos insetos na mata e o vento balançando as árvores. Viktor tinha acendido a lareira na sala principal. As chamas projetavam sombras dançantes nas paredes de madeira.
Eu estava sentada no sofá, enrolada em um cobertor, olhando para o fogo. Viktor estava ao meu lado, um braço estendido sobre o encosto do sofá, os dedos traçando preguiçosamente meu ombro.
— Você quase não falou o dia inteiro — disse ele baixinho.
Eu não olhei para ele.
— O que você quer que eu diga? Que estou feliz por estar aqui? Que estou começando a gostar de ser sua prisioneira?
Ele riu baixo, mas sem humor.
— Não. Quero que você diga a verdade. — Ele virou meu rosto para ele com dois dedos. — Você ainda me odeia?
Eu encarei aqueles olhos negros por um longo tempo.
— Sim — respondi. — Eu te odeio pelo que você fez comigo. Pelo que você continua fazendo.
Ele não se afastou. Em vez disso, aproximou o rosto ainda mais.
— E mesmo assim… seu corpo reage a mim. Mesmo assim, você fica molhada quando eu te toco. Mesmo assim, você não tenta mais fugir de verdade.
Eu senti o rosto queimar de vergonha.
— Isso não significa nada.
— Significa tudo — murmurou ele, roçando os lábios nos meus. — Significa que você está rachando, Letícia. Significa que parte de você já sabe que pertence a mim.
Ele me beijou devagar. Profundamente. Como se tivesse todo o tempo do mundo. Suas mãos desceram pelas minhas costas, puxando-me para o colo dele. Eu não resisti. Não dessa vez.
O beijo ficou mais intenso. Mais urgente. Viktor me deitou no sofá, cobrindo meu corpo com o dele. Seus dedos deslizaram por baixo da blusa, tocando minha pele nua, subindo devagar até os s***s.
— Diga que você me quer — sussurrou contra minha boca.
Eu gemi baixo, o corpo arqueando contra o dele.
— Viktor…
— Diga — insistiu ele, mordendo meu lábio inferior. — Diga que você precisa de mim.
Eu não disse as palavras.
Mas meu corpo disse por mim.
Quando ele deslizou a mão para baixo, encontrando-me molhada e pronta, ele soltou um gemido rouco de satisfação.
— Isso… — murmurou, tocando-me devagar. — Isso é o que eu quero ouvir.
Ele não me penetrou naquela noite. Apenas me tocou até eu estar tremendo, gemendo, implorando com o corpo inteiro. E então parou, me puxando contra o peito, me abraçando forte.
— Amanhã — prometeu contra meu cabelo. — Amanhã você vai dizer as palavras.
Fiquei ali, tremendo contra ele, o corpo latejando de desejo insatisfeito.
Eu odiava Viktor Costa.
Mas, pela primeira vez, eu não tinha mais tanta certeza se o ódio era maior que o resto.