Capítulo 5 – A Primeira Noite
O jantar terminou em silêncio absoluto.
Eu m*l toquei na comida. Meu estômago estava fechado, o corpo ainda tremendo do momento em que Viktor me prensou contra a mesa e sussurrou aquelas palavras no meu ouvido. Ele, por outro lado, comeu com calma, como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse acabado de me dizer que queria me quebrar devagar.
Quando terminou, ele se levantou e estendeu a mão para mim.
Dessa vez eu não ignorei. Peguei a mão dele, sentindo o calor forte da palma contra a minha pele fria. Ele me guiou de volta pelo corredor longo, sem dizer uma palavra. O som dos nossos passos ecoava no mármore, misturado ao tilintar leve do colar no meu pescoço.
Ao entrar no quarto, Viktor fechou a porta atrás de si com um clique suave. O som pareceu definitivo. Eu parei no meio do cômodo, os braços cruzados sobre o peito, tentando proteger o pouco de dignidade que ainda me restava.
Ele tirou o paletó devagar e o jogou sobre a poltrona. Depois abriu mais alguns botões da camisa, revelando o peito tatuado. Caminhou até mim sem pressa, parando bem na minha frente. Tão perto que eu sentia o calor do seu corpo.
— Tire o vestido — ordenou baixinho, a voz grave preenchendo o quarto.
Eu hesitei, o coração martelando contra as costelas.
— Viktor… por favor…
— Agora, Letícia.
Minhas mãos tremiam quando levei os dedos até as alças finas do vestido. Desci uma, depois a outra. O tecido escorregou pelo meu corpo e caiu aos meus pés, deixando-me apenas de calcinha preta de renda. O ar frio do quarto fez minha pele arrepiar imediatamente.
Viktor me observou em silêncio por longos segundos. Seus olhos negros desceram devagar pelo meu corpo, como se estivesse gravando cada detalhe. Cada curva. Cada tremor.
— Olha pra você… — murmurou, a voz rouca. — Tão linda. Tão vulnerável. Tão minha.
Ele se aproximou, ergueu meu queixo com dois dedos e me obrigou a olhar para ele.
— Você treme quando eu te toco — disse ele, o polegar traçando meu lábio inferior. — Mas não é só de medo. Seu corpo já sabe a quem pertence. Mesmo que sua mente ainda lute.
Não respondi. Não conseguia.
Ele me beijou.
Não foi gentil. Foi bruto, exigente, dominador. Sua língua invadiu minha boca, tomando tudo. Uma mão segurou minha nuca com força, a outra desceu até minha b***a, apertando possessivamente e me puxando contra ele.
Eu tentei resistir por um segundo. Empurrei seu peito. Mas meu corpo traiu minha mente mais uma vez. Um gemido baixo escapou contra a boca dele. Minhas mãos, em vez de empurrar, subiram até os cabelos escuros dele, puxando os fios.
Viktor rosnou de satisfação e me empurrou para trás até minhas pernas baterem na beira da cama. Caí sentada no colchão. Ele não parou. Subiu sobre mim, abrindo minhas pernas com o joelho e se posicionando entre elas.
— Diga que você me quer — exigiu contra meus lábios inchados.
— Eu te odeio… — gemi, mas minhas unhas arranhavam suas costas.
Ele riu baixinho, mordendo meu pescoço.
— Mentirosa.
Seus dedos desceram pela minha barriga e entraram por baixo da calcinha. Quando ele sentiu o quanto eu estava molhada, soltou um gemido baixo de satisfação.
— Tão molhada para o monstro… — sussurrou, circulando meu c******s com o polegar. — Que vergonha, Letícia.
Ele me tocou devagar, torturantemente, levando-me à beira várias vezes e sempre parando antes. Eu chorava de frustração, o corpo tremendo, implorando sem palavras.
Quando ele finalmente parou, me puxou contra o peito e me abraçou por trás, o corpo quente e possessivo contra o meu.
— Durma — murmurou no meu ouvido. — Amanhã vai ser pior.
Fiquei ali, ofegante, o corpo latejando, a mente em completo caos.
Eu odiava Viktor Costa.
Mas uma parte pequena e perigosa de mim já não tinha tanta certeza.
.
.
.
Capítulo 6 – A Marca
Acordei com algo frio e pesado pressionando minha garganta.
Não era um colar comum.
Era grosso, de ouro escuro, com um pequeno pingente em forma de “V” gravado bem no centro. O metal gelado contrastava brutalmente com a pele ainda quente do meu corpo.
Tentei puxá-lo instintivamente. Não cedeu.
Viktor estava sentado na beira da cama, girando uma pequena chave entre os dedos. Ele me observava com aquela calma perigosa que eu já aprendera a temer.
— Bom dia, prisioneira — disse ele, a voz rouca.
Meu coração acelerou. Sentei-me rapidamente, puxando o lençol até o peito.
— O que é isso? — perguntei, a voz tremendo.
Ele sorriu.
— Isso é para lembrar você… e qualquer outra pessoa… que você tem dono agora.
Tentei puxar a corrente com mais força. Nada. O fecho era sólido.
— Isso é ridículo. Tire isso de mim.
Viktor inclinou a cabeça, divertido. Estendeu a mão e traçou o colar com o dedo, descendo lentamente até o vale entre meus s***s.
— Não. Você é muito mais valiosa que um cachorro. — A voz dele baixou. — Isso é para que ninguém tenha dúvida de quem você pertence.
O toque dele era leve, mas possessivo. Meu corpo reagiu mesmo contra a minha vontade — pele formigando, respiração acelerando.
— Tire isso de mim — exigi, tentando afastar a mão dele.
Ele segurou meu pulso com facilidade.
— Regra número quatro — murmurou, aproximando o rosto do meu. — Você só tira isso quando eu permitir. Se tentar… eu coloco algo pior.
Ele soltou meu pulso e se levantou. Antes de sair do quarto, parou na porta.
— Hoje você vai conhecer a casa. Mas não saia do meu campo de visão. Se tentar fugir… eu vou adorar te caçar.
A porta fechou.
Fiquei sentada na cama, os dedos tocando o colar frio. O metal parecia mais pesado a cada segundo.
Eu odiava aquilo.
Odiava o peso.
Odiava o que ele representava.
Mas o que eu mais odiava era a sensação traiçoeira que o toque dele havia deixado na minha pele — quente, formigante, errada.
Levantei-me e fui até o espelho. O “V” dourado brilhava contra minha pele nua, como se estivesse rindo de mim.
— Desgraçado… — sussurrei.
Mas minha voz saiu fraca.
Quase derrotada.