Continuação – 5

1614 Words
Capítulo 9 – Assistente Pessoal O “trabalho” começou cedo demais, antes mesmo do sol nascer. Viktor me acordou puxando o lençol com um movimento seco. Sem dizer bom dia, sem qualquer gentileza, ele me arrastou para o banheiro luxuoso e ficou encostado na porta, braços cruzados sobre o peito largo, observando cada movimento meu enquanto eu tomava banho. A água quente escorria pelo meu corpo, mas o olhar dele era mais quente ainda. Ele não tocou. Apenas observou, como se estivesse marcando cada curva, cada reação, cada tremor involuntário da minha pele. Depois me entregou as roupas que havia escolhido: uma blusa preta justa que marcava os s***s e uma saia lápis preta curta demais para ser considerada profissional. O colar dourado continuava preso ao meu pescoço, brilhando como uma coleira de luxo que não podia ser removida. — Você vai ficar no escritório comigo o dia inteiro — disse ele enquanto eu me vestia, os olhos negros acompanhando cada gesto, cada pedaço de pele que aparecia. — Como minha assistente pessoal. Bem ao meu lado. Onde eu possa te ver o tempo todo. Eu não respondi. Terminei de me arrumar em silêncio, sentindo a saia subir pelas coxas a cada passo. O tecido era apertado, desconfortável, e me fazia sentir exposta mesmo dentro da mansão. No escritório, ele me colocou em uma mesa pequena posicionada bem ao lado da dele. Papéis falsos, um computador novo, uma caneta cara. Tudo parecia normal à primeira vista, mas eu sabia que não era. Eu não era uma assistente de verdade. Era apenas um acessório que ele queria manter por perto, controlado, vigiado. Durante as primeiras horas da manhã, Viktor trabalhou em silêncio. Fazia ligações em voz baixa, falava de carregamentos, territórios, dinheiro sujo e acordos que eu tentava não entender. Eu ficava ali, tentando não escutar, tentando não olhar para ele. Mas era impossível. Cada movimento dele — o jeito como apertava a caneta, como a camisa esticava sobre os ombros largos, a voz rouca dando ordens — atraía meu olhar contra a minha vontade. Mas o pior não eram as ligações. Era quando alguém entrava na sala. Especialmente se fosse homem. Viktor ficava imediatamente tenso. A mão dele apertava o braço da cadeira até os nós dos dedos ficarem brancos. O olhar que ele me lançava era uma mistura tóxica de ciúme possessivo e aviso silencioso. No meio da tarde, um dos seguranças mais jovens — novo, por volta dos 25 anos, com um rosto ainda inocente demais para aquele mundo — entrou trazendo uma pasta de documentos. Ele sorriu para mim ao entregar os papéis, um sorriso rápido e educado. — Aqui está, senhorita. Apenas dois segundos. Dois segundos de sorriso. Viktor se levantou imediatamente, a cadeira arrastando no chão com um som seco. — Fora — ordenou com a voz mortalmente calma. O rapaz saiu quase correndo, sem entender o que havia feito de errado. Assim que a porta se fechou, Viktor virou-se para mim. Seus olhos escuros queimavam com uma intensidade que fez meu estômago revirar. — Tire a blusa — ordenou, a voz baixa e sem espaço para discussão. Eu pisquei, o coração disparando. — O quê? — Tire. Agora. Minhas mãos tremiam quando obedeci. Desabotoei a blusa preta e a tirei, ficando apenas de sutiã rendado preto. O ar condicionado frio bateu na minha pele nua, fazendo meus m*****s endurecerem imediatamente. Eu me senti exposta, vulnerável, humilhada. Viktor se aproximou devagar, como um predador avaliando sua presa. Segurou meu queixo com dois dedos firmes e examinou meu pescoço e ombros como se procurasse marcas invisíveis de outro homem. — Ninguém mais sorri para você — rosnou baixinho, a voz carregada de ciúme puro. — Ninguém mais olha para você. Ninguém mais respira perto de você sem minha permissão. Entendeu, Letícia? — Você é louco — sussurrei, a voz falhando entre raiva e algo mais quente, mais perigoso. — Sou. E você está me deixando mais louco a cada dia que passa. — Ele passou o polegar pelo meu lábio inferior, depois desceu pela minha garganta até o colar dourado, traçando o “V” com possessividade. — Quando eu te f***r pela primeira vez de verdade, vai ser porque você pediu. Porque você implorou. Mas até lá… ninguém toca no que é meu. Nem com o olhar. Ele me soltou e voltou para trás da mesa como se nada tivesse acontecido, mas o ar entre nós continuava carregado. O resto da tarde foi uma tortura lenta e deliberada. Viktor me fazia sentar no colo dele durante ligações importantes. Uma mão sempre dentro da minha saia, dedos roçando de leve por cima da calcinha, circulando meu c******s inchado com toques preguiçosos, nunca o suficiente para me fazer gozar, apenas o suficiente para me manter no limite constante. — Se você gemer — sussurrava no meu ouvido enquanto falava de negócios ao telefone com alguém do outro lado da linha —, eu mato quem estiver do outro lado. Devagar. Eu mordia o braço dele com força para não fazer barulho, as lágrimas de frustração e desejo queimando nos olhos. Meu corpo estava em chamas. Entre as pernas, eu estava encharcada, latejando, desesperada por alívio que ele se recusava a dar. Quando o dia finalmente terminou e o sol já havia se posto há muito tempo, eu estava exausta, emocionalmente destruída e com o corpo inteiro latejando de desejo não satisfeito. Viktor me puxou para o colo dele uma última vez, antes de sairmos do escritório. Seus braços me envolveram por trás, possessivos. Os lábios roçaram meu pescoço, logo acima do colar. — Você está aprendendo rápido — murmurou contra minha pele quente, os dedos traçando o contorno do colar. — Logo vai parar de lutar. Logo vai admitir que gosta de ser minha. Que gosta de ser controlada por mim. Eu não respondi. Fiquei ali, sentada no colo dele, o corpo tremendo, o desejo insatisfeito pulsando entre as coxas como uma ferida aberta. No fundo, uma voz pequena, perigosa e vergonhosa dentro de mim sussurrava que ele talvez estivesse certo. E isso me aterrorizava mais do que qualquer ameaça que ele já havia feito. . . . Capítulo 10 – A Primeira Rachadura A noite parecia não ter fim. Depois do jantar, Viktor me levou de volta para o quarto sem dizer uma palavra. O silêncio entre nós era pesado, carregado de tudo que não foi dito à mesa. Meu corpo ainda queimava nos lugares onde ele havia me tocado — o pescoço, a cintura, o lábio inferior. Cada passo que eu dava fazia o vestido roçar minha pele sensível. Quando entramos no quarto, ele fechou a porta atrás de si com um clique suave. Eu parei no meio do cômodo, os braços cruzados sobre o peito, tentando proteger o pouco de dignidade que ainda me restava. Viktor tirou o paletó devagar e o jogou sobre a poltrona. Depois abriu mais alguns botões da camisa, revelando o peito tatuado. Caminhou até mim sem pressa, parando bem na minha frente. Tão perto que eu sentia o calor do seu corpo. — Tire o vestido — ordenou baixinho. Eu hesitei. — Viktor… — Agora, Letícia. Minhas mãos tremiam quando levei os dedos até as alças finas do vestido. Desci uma, depois a outra. O tecido escorregou pelo meu corpo e caiu aos meus pés, deixando-me apenas de calcinha preta de renda. O ar frio do quarto fez minha pele arrepiar. Viktor me observou em silêncio por longos segundos. Seus olhos negros desceram devagar pelo meu corpo, como se estivesse gravando cada detalhe. — Olha pra você… — murmurou, a voz rouca. — Tão linda. Tão vulnerável. Tão minha. Ele se aproximou, ergueu meu queixo com dois dedos e me obrigou a olhar para ele. — Você treme quando eu te toco — disse ele, o polegar traçando meu lábio inferior. — Mas não é só de medo. Seu corpo já sabe a quem pertence. Mesmo que sua mente ainda lute. Não respondi. Não conseguia. Ele me beijou. Não foi gentil. Foi bruto, exigente, dominador. Sua língua invadiu minha boca, tomando tudo. Uma mão segurou minha nuca com força, a outra desceu até minha b***a, apertando possessivamente e me puxando contra ele. Eu tentei resistir por um segundo. Empurrei seu peito. Mas meu corpo traiu minha mente mais uma vez. Um gemido baixo escapou contra a boca dele. Minhas mãos subiram até os cabelos escuros dele, puxando os fios. Viktor rosnou de satisfação e me empurrou para trás até minhas pernas baterem na beira da cama. Caí sentada no colchão. Ele não parou. Subiu sobre mim, abrindo minhas pernas com o joelho e se posicionando entre elas. — Diga que você me quer — exigiu contra meus lábios. — Eu te odeio… — gemi, mas minhas unhas arranhavam suas costas. Ele riu baixinho, mordendo meu pescoço. — Mentirosa. Seus dedos desceram pela minha barriga e entraram por baixo da calcinha. Quando ele sentiu o quanto eu estava molhada, soltou um gemido baixo de satisfação. — Tão molhada para o monstro… — sussurrou, circulando meu c******s com o polegar. — Que vergonha, Letícia. Ele me tocou devagar, torturantemente, levando-me à beira várias vezes e sempre parando antes. Eu chorava de frustração, o corpo tremendo, implorando sem palavras. Quando ele finalmente parou, me puxou contra o peito e me abraçou por trás, o corpo quente e possessivo contra o meu. — Durma — murmurou no meu ouvido. — Amanhã vai ser pior. Fiquei ali, ofegante, o corpo latejando, a mente em completo caos. Eu odiava Viktor Costa. Mas uma parte pequena e perigosa de mim já não tinha tanta certeza se queria ser salva.
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