Capítulo 29 – A Preparação
A mansão parecia viva novamente.
Depois dos dias tranquilos na casa isolada, voltar para cá foi como cair de volta na realidade.
Os corredores longos.
Os seguranças armados em cada canto.
O peso invisível de quem Viktor Costa realmente era.
Ele me levou direto para o quarto principal.
Fechou a porta e me prensou contra ela, beijando-me com urgência.
— Você vai comigo na festa de hoje à noite — disse ele entre beijos. — Tem gente importante vindo.
Gente perigosa.
Eu segurei os ombros dele, tentando recuperar o fôlego.
— E o que eu sou nessa festa?
Sua assistente?
Sua prisioneira?
Viktor segurou meu queixo, os olhos negros fixos nos meus.
— Você é minha mulher.
E todo mundo vai saber disso.
Ele me soltou e caminhou até o closet enorme.
Tirou um vestido longo, preto, com um decote profundo nas costas e uma f***a alta na perna.
— Vista isso.
Eu peguei o vestido. O tecido era caro, macio, brilhante.
Quando vesti, ele parou atrás de mim e subiu o zíper devagar, os dedos roçando minha pele.
— Perfeita — murmurou, olhando meu reflexo no espelho.
O colar dourado brilhava contra o preto do vestido.
Ele parecia satisfeito.
— Ninguém vai encostar em você — disse ele, beijando meu ombro nu. — Nem olhar por muito tempo.
Se alguém fizer isso… eu resolvo na hora.
Eu virei para encará-lo.
— Você vai me tratar como um objeto a noite inteira?
Viktor sorriu daquele jeito perigoso.
— Vou te tratar como o que você é.
Minha.
Ele me puxou para a cama e me deitou.
Não tirou o vestido.
Apenas levantou a saia e puxou minha calcinha para o lado.
— Preciso de você agora — rosnou, abrindo o cinto.
Ele entrou em mim com força.
Rápido.
Possessivo.
Como se precisasse me marcar antes da festa.
Eu gemi alto, as unhas cravando nos braços dele.
Cada estocada era profunda, quase bruta.
— Diga que você é minha — exigiu ele, acelerando.
— Eu sou sua… Viktor… — gemi, o corpo tremendo.
Ele gozou dentro de mim com um gemido rouco, me segurando forte contra o corpo.
Depois, me abraçou por alguns minutos, respirando pesado.
— Tome banho e se arrume — disse ele finalmente. — Quero você deslumbrante hoje.
Mas lembre-se: só eu posso olhar pra você desse jeito.
Quando ele saiu do quarto, fiquei sentada na cama, o corpo ainda latejando.
Eu me sentia presa.
Desejada.
Confusa.
E a festa ainda nem havia começado.
.
.
.
Capítulo 30 – A Festa dos Lobos
A mansão estava iluminada como nunca.
Lustres de cristal brilhavam.
Mesas com comida fina espalhadas pelos salões.
Homens de terno caro e mulheres em vestidos luxuosos conversavam em voz baixa.
Eu estava ao lado de Viktor, a mão dele firme na minha cintura.
O vestido preto marcava meu corpo.
O colar dourado brilhava no meu pescoço como um aviso.
Todos olhavam.
Alguns com curiosidade.
Outros com medo.
Alguns com desejo.
Viktor sentia cada olhar.
A cada vez que alguém demorava mais que dois segundos, o braço dele apertava minha cintura.
Os dedos cravavam levemente na minha pele.
— Sorria pouco — sussurrou ele no meu ouvido. — Não dê motivo pra ninguém sonhar com você.
Rafael apareceu no meio da multidão.
O loiro bonito de antes.
Ele sorriu ao nos ver.
— Viktor. Que bom te ver de volta.
E quem é essa beleza ao seu lado?
Viktor ficou tenso imediatamente.
O corpo inteiro rígido.
— Minha mulher — respondeu com a voz gelada. — E se você olhar pra ela de novo do jeito que olhou no escritório, eu arranco seus olhos aqui na frente de todo mundo.
Rafael ergueu as mãos, rindo.
— Calma, chefe. Só estava admirando.
Viktor não achou graça.
Ele me puxou para um canto mais escuro do salão, longe dos olhares.
Me prensou contra a parede, escondido pelas cortinas pesadas.
— Você viu como ele olhou pra você? — rosnou baixinho.
— Viktor… foi só um olhar.
— Um olhar já é demais.
A mão dele subiu pela f***a do vestido, tocando minha coxa.
Subiu mais.
Encontrou minha calcinha já úmida.
— Você fica molhada quando eu fico com ciúme? — perguntou, a voz rouca.
Eu mordi o lábio, tentando não gemer.
Ele deslizou dois dedos para dentro de mim, movendo devagar.
— Aqui. No meio da festa.
Enquanto todo mundo está lá fora.
Você é minha.
Só minha.
Eu segurei nos ombros dele, as pernas tremendo.
Ele me tocou até eu estar quase gozando.
Então parou.
— Não aqui — murmurou, retirando os dedos. — Mais tarde. No nosso quarto.
Quando eu puder te f***r do jeito que eu quero.
Ele ajustou meu vestido, limpou os dedos na própria calça e me puxou de volta para o salão como se nada tivesse acontecido.
O resto da noite foi uma tortura lenta.
Viktor não me soltou nem por um segundo.
Cada vez que alguém se aproximava, ele me puxava mais para perto.
Cada vez que alguém olhava, ele apertava minha cintura.
Quando a festa finalmente acabou e os últimos convidados saíram, Viktor me carregou escada acima.
No quarto, ele não esperou.
Tirou meu vestido com urgência.
Me jogou na cama.
Tirou a própria roupa e subiu sobre mim.
— Hoje você vai gritar meu nome até perder a voz — prometeu.
E cumpriu.
Ele me tomou com força.
Profundo.
Bruto.
Cheio de ciúme e desejo acumulado.
Eu gozei várias vezes.
Gritando o nome dele.
Quando terminamos, ele me abraçou forte, o corpo suado colado ao meu.
— Nunca esqueça — sussurrou no meu ouvido. — Você é minha.
Em todos os sentidos.
Fiquei ali, exausta, o corpo dolorido, a mente confusa.
A festa havia acabado.
Mas o jogo entre nós dois estava apenas começando.