Capítulo 33 – O Teste do Don
A manhã chegou pesada.
Viktor estava tenso desde que acordou.
Ele me vestiu pessoalmente: vestido preto simples, mas elegante, maquiagem leve e o colar dourado bem visível.
— Meu pai quer falar com você sozinho — disse ele enquanto ajustava o colar no meu pescoço. — Eu vou estar do lado de fora da porta.
Não diga nada que possa ser usado contra nós.
Eu assenti, o coração acelerado.
O escritório particular de Don Costa era escuro e intimidante.
Paredes de madeira escura, estantes cheias de livros antigos e um cheiro de charuto caro.
O homem estava sentado atrás da mesa enorme.
Olhos frios, cabelo grisalho, presença que enchia o ambiente.
— Sente-se, Letícia — ordenou ele.
Sentei-me na cadeira em frente a ele, as mãos no colo.
Don Costa me observou por longos segundos em silêncio.
— Você é bonita — disse finalmente. — Bonita o suficiente para fazer meu filho perder o juízo.
Mas beleza não vale nada nesta família.
Lealdade vale.
Ele se inclinou para frente.
— Viktor matou por você?
Ele arriscou guerra por você?
Sim.
Isso significa que você agora é um alvo.
E alvos fracos matam famílias inteiras.
Eu engoli em seco.
— Eu não pedi para estar aqui.
Ele sorriu frio.
— Ninguém pede.
Mas você está.
Então me diga: você ama meu filho?
Ou está apenas sobrevivendo?
A pergunta me pegou de surpresa.
— Eu… não sei mais o que sinto — respondi honestamente. — Ele me tirou tudo.
Mas também me deu coisas que eu nunca imaginei.
Don Costa riu baixo.
— Resposta inteligente.
Mas não é suficiente.
Se você trair meu filho, eu mesma vou te matar.
Devagar.
E Viktor não vai conseguir me impedir.
A porta se abriu de repente.
Viktor entrou, o rosto tenso.
— Chega — disse ele. — Ela não é interrogatório.
O pai dele ergueu uma sobrancelha.
— Protegendo a fraqueza, filho?
Viktor me puxou da cadeira e me colocou atrás dele.
— Ela não é fraqueza.
Ela é minha.
Don Costa ficou em silêncio por um momento, depois acenou com a cabeça.
— Então trate ela como tal.
E certifique-se de que ela não vire nossa ruína.
Quando saímos do escritório, Viktor me levou direto para o quarto.
Fechou a porta e me prensou contra ela.
— O que ele disse pra você? — perguntou, a voz rouca.
— Que eu sou um alvo.
Que se eu te trair, ele me mata.
Viktor segurou meu rosto com as duas mãos.
— Você não vai me trair — disse ele, os olhos queimando. — Porque você sabe o que eu faria se você tentasse.
Ele me beijou com força.
Tirou meu vestido em segundos.
Me jogou na cama e subiu sobre mim.
Dessa vez foi bruto.
Quase desesperado.
Como se ele precisasse apagar as palavras do pai dele do meu corpo.
Eu gemi alto enquanto ele entrava em mim.
Forte.
Profundo.
Repetidamente.
— Diga que você é minha — rosnou ele.
— Eu sou sua, Viktor… — gemi, as unhas cravando nas costas dele.
Quando terminamos, ele me abraçou forte, o corpo suado colado ao meu.
— Ninguém vai te tirar de mim — sussurrou. — Nem meu pai.
Nem ninguém.
Fiquei ali, respirando o cheiro dele.
A jaula estava ficando mais apertada.
E eu não sabia mais se queria a chave.
.
.
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Capítulo 34 – A Noite dos Segredos
A noite caiu sobre a mansão como um manto pesado.
Viktor estava inquieto desde a conversa com o pai.
Ele andava de um lado para o outro no quarto, camisa aberta, cabelo bagunçado.
— Meu pai nunca aprova nada facilmente — murmurou ele. — Ele está testando você.
Testando nós dois.
Eu estava sentada na cama, só de camisola fina.
— E se eu não passar no teste?
Viktor parou na minha frente.
Segurou meu queixo e me obrigou a olhar para cima.
— Você vai passar.
Porque eu não vou deixar outra opção.
Ele me puxou para cima e me beijou.
Não foi gentil.
Foi urgente, quase raivoso.
Como se ele estivesse lutando contra o mundo inteiro através do meu corpo.
Tirou a camisola com um movimento rápido.
Me deitou na cama e abriu minhas pernas.
— Hoje eu não vou ser calmo — avisou ele, tirando o resto da roupa.
Ele entrou em mim de uma vez.
Fundo.
Forte.
Sem piedade.
Eu gemi alto, as costas arqueando.
Viktor segurou meus pulsos acima da cabeça com uma mão enquanto se movia.
Cada estocada parecia uma afirmação.
— Você é minha — rosnava ele. — Diga.
— Sua… Viktor… eu sou sua — gemi, o corpo tremendo.
Ele acelerou.
O quarto encheu-se do som de pele contra pele e dos meus gemidos.
Quando gozei, foi forte.
Meu corpo inteiro convulsionou ao redor dele.
Viktor gozou logo depois, gemendo meu nome contra meu pescoço.
Depois, não me soltou.
Ficou dentro de mim, abraçando-me forte.
— Amanhã meu pai quer outro jantar — murmurou ele. — Só a família.
Você vai estar lá.
E vai sorrir.
Vai mostrar que pertence a mim.
Eu acariciei as costas dele.
— E se eu não conseguir fingir?
Viktor levantou a cabeça e me olhou.
— Então eu te lembro do que acontece quando você não obedece.
Ele me beijou novamente.
Mais devagar dessa vez.
Quase carinhoso.
Fiquei ali, sentindo o peso dele, o calor dele.
A vida com Viktor Costa era uma montanha-russa constante.
Medo.
Desejo.
Dor.
Prazer.
E eu estava cada dia mais fundo nela.