Continuação – 20

863 Words
Capítulo 37 – A Surpresa de Viktor A mansão nunca dormia de verdade. Mesmo tarde da noite, eu ouvia passos distantes nos corredores. Vozes baixas. Portas abrindo e fechando. Viktor me acordou com beijos no ombro. — Levanta — murmurou ele. — Quero te mostrar uma coisa. Eu me sentei na cama, ainda sonolenta. Ele me entregou um robe de seda preto e me puxou pela mão. Descemos as escadas principais e saímos para o jardim dos fundos. A lua estava cheia. As luzes suaves do jardim iluminavam o caminho até uma pequena construção que eu nunca havia notado antes. — O que é isso? — perguntei. Viktor abriu a porta. Era uma biblioteca particular. Paredes cobertas de livros do chão ao teto. Uma poltrona grande perto da janela. Uma mesa com laptop novo e uma xícara de chá ainda quente. — É pra você — disse ele, observando minha reação. — Você disse que sentia falta de ler. Aqui você pode passar o dia inteiro se quiser. Sem ninguém te incomodando. Eu entrei devagar, passando os dedos pelas lombadas dos livros. Havia romances, clássicos, livros de história… tudo que eu poderia querer. — Viktor… — murmurei, a voz embargada. Ele parou atrás de mim e me abraçou pela cintura. — Eu não posso te dar liberdade total ainda. Mas posso te dar isso. Um pedaço de paz dentro da minha jaula. Eu virei para ele e o beijei. Não foi um beijo desesperado. Foi grato. Quase carinhoso. Viktor me ergueu e me sentou na mesa. Abriu meu robe devagar, beijando cada centímetro de pele que aparecia. — Você merece coisas boas — sussurrou contra meu colo. — Mesmo que eu seja o monstro que te prende aqui. Ele me deitou na mesa com cuidado. Beijou minha barriga, desceu mais, abriu minhas pernas e me tomou com a boca. Lento. Profundo. Como se quisesse me agradecer por estar ali. Eu gemi baixinho, segurando os cabelos dele. O prazer veio devagar, quente, quase doce. Quando terminei de tremer, ele subiu e entrou em mim. Movimentos calmos, profundos, olhos fixos nos meus. — Diga que você gosta disso — pediu ele. — Eu gosto… — gemi. — Gosto de você assim. Ele gozou dentro de mim com um gemido rouco, abraçando-me forte depois. Ficamos ali, na biblioteca nova, respirando juntos. — Amanhã meu pai quer outro teste — disse ele baixinho. — Mas hoje… hoje é só nosso. Eu acariciei o rosto dele. Pela primeira vez em muito tempo, eu não me senti completamente presa. . . . Capítulo 38 – O Segundo Teste O segundo teste veio no dia seguinte. Don Costa me chamou novamente para o escritório dele. Dessa vez, Viktor pôde ficar do lado de fora, mas não entrar. — Sente-se — disse o homem mais velho. Eu obedeci. Ele colocou um envelope pardo na mesa. — Dentro tem dinheiro. Muito dinheiro. E um passaporte novo com nome falso. Meu coração acelerou. — O que você quer que eu faça? Don Costa inclinou a cabeça. — Quero que você escolha. Pegue isso e fuja hoje à noite. Ou fique e prove que realmente quer meu filho. Eu olhei para o envelope. — Isso é um teste ou uma armadilha? Ele sorriu frio. — As duas coisas. Se você fugir, Viktor vai te caçar. E eu vou ter certeza de que você nunca foi leal. Se você ficar… talvez eu comece a confiar em você. Eu peguei o envelope. Senti o peso do dinheiro dentro. Por um segundo, pensei em tudo. Minha mãe. Minha vida antiga. A liberdade. Mas também pensei em Viktor. No jeito como ele me olhava quando estávamos sozinhos. Na biblioteca que ele fez para mim. No medo que vi nos olhos dele quando falou do pai. Eu coloquei o envelope de volta na mesa. — Eu fico — disse firme. — Não quero fugir. Don Costa me observou por longos segundos. — Interessante — murmurou. — Você passou. Quando saí do escritório, Viktor estava andando de um lado para o outro no corredor. Assim que me viu, me puxou para os braços. — O que ele fez? — perguntou ansioso. Eu contei tudo. Viktor me abraçou forte, quase esmagando. — Você ficou — sussurrou contra meu cabelo. — Você escolheu ficar. Ele me levou para o quarto quase correndo. Fechou a porta e me beijou com desespero. — Você é minha de verdade agora — rosnou. Tirou minha roupa com urgência. Me jogou na cama e entrou em mim sem preliminares. Forte. Profundo. Cheio de alívio e possessividade. — Diga que você escolheu isso — exigiu enquanto se movia. — Eu escolhi você… — gemi. Ele acelerou, segurando meus quadris. Gozei tremendo. Ele gozou logo depois, gemendo meu nome. Depois, me abraçou por trás, o corpo colado ao meu. — Meu pai vai te aceitar agora — murmurou. — Mas as coisas vão ficar mais difíceis. Tem gente de fora querendo me atingir através de você. Eu fechei os olhos. — Eu sei. A jaula dourada estava se transformando. Não era mais só prisão. Estava virando algo mais complicado. Algo que eu, aos poucos, começava a chamar de lar.
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