Continuação – 15

909 Words
Capítulo 27 – O Retorno A viagem de volta foi silenciosa. Viktor dirigia com uma mão no volante e a outra na minha coxa. O carro preto cortava a estrada cercada por mata. Quanto mais nos aproximávamos da mansão principal, mais o ar ficava pesado. Eu olhava pela janela, o colar dourado frio contra minha pele. Os dias na casa isolada pareciam um sonho distante agora. — Você está quieta de novo — disse Viktor, apertando levemente minha coxa. — Estou pensando — respondi baixinho. — Na mansão. Nos homens. Nas regras. Ele soltou um suspiro longo. — As regras continuam as mesmas. Você não sai sem mim. Não fala com ninguém sem minha permissão. E ninguém olha pra você por mais de dois segundos. Eu virei o rosto para ele. — Isso não é vida, Viktor. Ele parou o carro no acostamento de repente. Virou-se para mim, segurando meu queixo com firmeza. — Essa é a única vida que eu posso te dar agora. Se eu te der mais liberdade, você vira alvo. E eu não vou arriscar perder você. Os olhos negros dele queimavam com algo que ia além de possessividade. Era medo. Medo real. Ele me beijou ali mesmo, no carro parado. Bruto. Desesperado. Como se precisasse me marcar antes de voltarmos ao mundo dele. Quando chegamos à mansão, tudo parecia maior e mais frio que antes. Os seguranças abriram os portões imediatamente. Homens armados nos corredores. Olhares baixos quando passávamos. Viktor segurava minha mão com força enquanto subíamos as escadas. No quarto principal, ele fechou a porta e me prensou contra ela. — Bem-vinda de volta — murmurou contra meus lábios. As mãos dele desceram pelo meu corpo, apertando minha cintura, subindo até os s***s. Ele tirou minha blusa com urgência. O sutiã foi logo depois. — Ninguém mais te viu nesses dias — rosnou ele, mordendo meu pescoço. — Só eu. E vai continuar assim. Ele me carregou até a cama king size. Tirou o resto da roupa dele e a minha com movimentos rápidos. Não houve preliminares longas. Ele entrou em mim de uma vez, fundo e forte. Eu gemi alto, as unhas cravando nas costas dele. — Viktor… Ele se movia com força. Cada estocada parecia uma afirmação de propriedade. — Diga que você é minha — exigiu, a voz rouca. — Eu sou sua… — gemi, as pernas ao redor dele. O orgasmo veio forte para nós dois. Ele gozou dentro de mim, gemendo meu nome contra meu pescoço. Depois, ficou deitado sobre mim, ainda dentro, respirando pesado. — Amanhã você começa a trabalhar comigo de novo no escritório — disse ele baixinho. — Mas agora… você é só minha. Fiquei ali, sentindo o peso dele, o coração dele batendo contra o meu. A calmaria tinha acabado de verdade. . . . Capítulo 28 – Olhos no Escuro O escritório parecia menor agora. Viktor me fez sentar no colo dele durante a primeira reunião do dia. A saia preta curta subia pelas minhas coxas. A blusa justa marcava meu corpo. O colar dourado brilhava sob a luz do abajur. Três homens estavam sentados do outro lado da mesa. Eles evitavam olhar diretamente para mim. Todos menos um. Rafael — o loiro bonito de antes — lançava olhares rápidos. Curiosos. Provocadores. Viktor sentiu imediatamente. O braço dele apertou minha cintura com força. A mão livre deslizou por baixo da saia, possessiva, escondida pela mesa. — Olhos na mesa, Rafael — disse Viktor com a voz gelada, sem nem olhar para ele. Rafael sorriu de canto. — Claro, chefe. Só estava admirando… a nova assistente. O ar ficou pesado. Viktor não disse nada. Apenas continuou a reunião como se nada tivesse acontecido. Mas a mão dele entre minhas pernas não parava. Dedos roçando por cima da calcinha, circulando devagar, me mantendo no limite. Eu mordia o lábio com força para não gemer. Quando a reunião acabou e os homens saíram, Viktor me virou no colo dele, de frente. — Ele olhou pra você — rosnou baixinho. — Só por um segundo — sussurrei. — Um segundo já é demais. Ele me levantou, me colocou sentada na mesa e abriu minhas pernas. Puxou a calcinha para o lado e entrou em mim de uma vez. Eu segurei nos ombros dele, gemendo. — Você é minha — dizia ele a cada estocada forte. — Só minha. Ninguém olha. Ninguém pensa. Ninguém respira perto de você. O sexo foi bruto. Rápido. Cheio de raiva e ciúme. Quando terminamos, ele me abraçou forte, ainda dentro de mim. — Desculpa — murmurou contra meu cabelo. — Eu não consigo controlar isso quando se trata de você. Eu acariciei as costas dele. — Eu sei. À noite, no quarto, ele foi mais calmo. Me despiu devagar. Beijou cada marca que havia deixado mais cedo. Me tocou com a boca até eu gozar tremendo. Depois me puxou contra o peito e me abraçou por trás. — Amanhã tem uma festa na mansão — disse ele baixinho. — Muita gente importante. Você vai ficar ao meu lado o tempo todo. Com um vestido que eu escolher. Eu fechei os olhos. — E se alguém olhar pra mim? Viktor apertou o abraço. — Então eu lembro todo mundo de quem você pertence. Fiquei em silêncio, sentindo o calor do corpo dele. A vida na mansão havia voltado. Mais intensa. Mais perigosa. E eu, contra toda razão, estava cada dia mais presa nele.
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