CAPÍTULO 3

1927 Words
Eu ainda estava olhando para ela que tinha a bandeja estendida com o Tchai. - Você ainda não serviu esse tchai imprestável. Lady Rosana chega ofendendo a garota. Olho para ela não gostando do modo que ela fala e também do modo que a garota recua com medo. - Eu não posso dizer para você como tratar as pessoas que trabalham para a Sra Lady Rosana, mas posso dizer que é uma grande falta de respeito com o próximo o que acabei de ver. - Desculpe Sheik, mas que ela é lenta. - Não há justificativa para o que presenciei. Eu já estou indo embora. - Mas como? Não, por favor, fique. O jantar está pronto. - Quem preparou também foi Safira? Pedi e ela assentiu com maior sorriso como se fosse algo maravilhoso. Eu não quero ter uma intoxicação alimentar. Tenha uma boa noite! Saio dali com Lady Rosana falando atrás de mim, porém eu não queria saber dela e das suas desculpas. Tudo que quero neste momento é sair daqui e saber o que houve com aquela garota. Um dos seguranças abre a porta para mim e eu entro. “ My Lady pediu para servir o Tchai para o Sr". a voz, aquela voz. Eu nunca tinha ouvido nada angelical. Nunca tinha ouvido uma voz tão doce como aquela. Vejo alguém sair da casa. Abro a janela do carro e vejo que se trata da garota. Siga ela sem a mesma perceber. Falo para o segurança que ainda estava esperando minha ordem para ir embora. Eu não sei o que estava fazendo e nem sei porque queria seguir ela, mas parecia algo mais forte do que eu. Ela anda a pé quase toda província para chegar na frente de um hospital. Seus cabelos e rosto estão tampados pelo véu. Não consigo ver nada dentro do carro que não seja suas roupas Xador. Saio do carro vendo ela entrar no hospital. Os seguranças já saem do carro e me acompanham. Eu pareço está no automático. Não estou medindo meus passos e nem as consequências do que eu estou fazendo. Mas como disse, está mais forte do que eu. Nunca tinha agido dessa forma. Adentrei o hospital e vi as pessoas me reverenciando, mas estava nem aí. Não estava prestando atenção em nada que não fosse a garota toda coberta em minha frente. Ela foi para um quarto e eu me esconde para ela não me ver. Ando até o quarto e vejo que ela está debruçada em alguém. Não me aproximo. Não quero assustá-la. - Ei Jida, sei que a Sra pode me escutar e sei que mais uma vez eu vou ficar sozinha. Mas enquanto a Sra não se for. Tiver suspirando, eu vou ficar aqui com a Sra. E depois eu vou ver o que vou fazer, já que a nossa casa não existe mais. Uma dor no meu peito se faz presente ao ouvir isso. Vejo ela dar um beijo na sua avó e ir para o outro lado da cama. Ela puxa algo debaixo da cama. Se levanta e vejo que se trata de um papelão. Estende o mesmo no chão e se deita. Isso é de cortar o coração. Eu sei que tem pessoas mais pobres na nossa região, porém não pessoas que não tem uma casa e nem nada para poderem se manter. Tirando aqueles que são expulso de casa, presos por algum crime cometido, fora isso, todos os habitantes têm direito a um lar decente e emprego, porém tudo que vejo não está se cumprindo. Ela estava deitada no chão e a única coisa que a separava do chão frio era o pedaço de papelão. Eu não podia ficar vendo isso mais. Sair dali sem olhar para as pessoas. O hospital era decadente. Não tinha um lugar decente para as pessoas se sentarem ou dormirem perto dos seus entes queridos. Entro no meu carro puto com que eu vi lá dentro. Peguei meu celular e liguei para Jamal, ele atende meio sonolento. - Coloque o Príncipe Khalil Maktoum na linha amanhã na primeira hora. Desligo. Eu tinha que fazer alguma coisa por ela, por aqueles que estavam ali vendo seus parentes sendo tratados da pior forma. Taylor precisava agir, pois essa parte ainda é dele. Ele tem por obrigação fazer as coisas boas nesta parte também. O carro ainda está parado. Vamos para meu apto. O segurança já deu partida no carro. Minha noite foi péssima. Não conseguir dormir, pois sempre ouvia aquela voz na minha cabeça. Ela estava triste, infeliz. Ver ela jogada no chão, querendo passar mais tempo com a pessoa que ela ama, e pelo que entende, sua vó é a única parente viva. Ela ficará sozinha assim como meus pais me deixaram. Porém a diferença aqui é que eu nasci em berço de ouro e pude fazer a minha vida e também meus pais morreram quando eu tinha quase dezoito, e tinha tudo que meus pais deixaram e ela parece não ter nada. Me levantei e fui tomar banho. Eu precisava falar com Taylor sobre aquele hospital. Não podíamos deixar as coisas assim. Me arrumei e Jamal já estava na mesa tomando café. - Sabah el kheer! Jamal me dar bom dia! - Você conseguiu falar com o príncipe? Pedi ignorando o bom dia dele. Pego a xícara de chá que Zuleide havia colocado na mesa. - Ele já está na linha te esperando. Vejo que Khalil acha que mudei de ideia. Pego celular das mãos de Jamal. - Alteza, Sabah el kheer! Dou bom dia! - Sabah el kheer. O que devo essa ligação? Ele está esperançoso. - Por caso a província Al Ahmadi não faz parte da sua jurisdição? Vou direto ao ponto. - Sim, mas o que tem haver isso? Achei que tinha me ligado porque mudou de ideia. - Eu já disse que não farei. Não mudarei de ideia quanto a isso. Eu estou nessa ligação, porque ontem estava naquela província e a parte mais pobre está precária. O hospital está caindo aos pedaços. Tem pessoas dormindo no chão para ficar com seus entes. Tem pessoas que não estão sendo atendidas por falta de recursos. Tem pessoas que não tem um lar para retornar para casa. - Calma Azis. Eu não estou sabendo disso. Vou mandar um pessoal verificar essa província e vamos mandar recursos para lá urgente. Faremos também uma entrevista para saber a condição de cada pessoa, portanto não se preocupe. - Quero ver resultados. Não pessoas injustiçadas em um país rico como nosso. Se precisar de recursos me avise, estarei pronto para dar o valor que precisar. - Tudo bem. Eu farei. Te manterei informado. Assinto desligando. Fico com a imagem daquela garota deitada no chão. - Lady Rosana quer te pedir desculpas por ontem. Jamal me traz de volta. - Mande ela pedir desculpas a garota que foi humilhada na casa dela. Falo e volto para mesa. Sinto o olhar de Jamal sobre mim. - Quem é a garota? Ele indaga. - Não sei. Quero que você descubra. Ele me olha desconfiado. Você não está aqui para questionar minhas ordens. - Calma aí bonitão. Não tenho culpa do seu mau humor e da sua noite de merda. Então não venha para cima de mim. Vou trabalhar. Ele se vai e eu sei que não deveria o tratar assim, mas eu estou com temperamento lá em cima hoje. Minha noite foi uma merda como ele falou, não consigo parar de pensar naquela garota deitada no chão e sua voz triste. Durante o dia não conseguir me concentrar em nada. O Príncipe não entrou em contato comigo e nem Jamal me deu notícias da garota. Eu só quero dar um pouco de tranquilidade a ela e paz a sua vó. Era quase seis da tarde, ainda estava no escritório. Jamal bateu na minha porta e eu pedir para entrar. Olho para ele de m*l humor, zangado pela falta de contato dele e do Príncipe até o momento. - Pela sua cara, presumo que ainda está de mau humor. Ele diz e eu não falo nada. Ok bonitão, vamos aos fatos. A garota que você disse mais cedo. Ele me entrega uma pasta. O nome dela é Maya Ayad, ela é a serviçal da Lady Rosana já tem alguns meses. Ela não tem pais. O pai dela morreu a cinco anos atrás por um ataque cardíaco, sua mãe morreu ainda no parto. Ela hoje só tem sua avó, mas acho que não por muito tempo, pois a mesma não está bem de saúde. Apresenta uma doença rara do coração. Está em coma no hospital na província como você viu. a Srta Ayad foi criada pela avó e pelo pai. A Srta Ayad trabalha o dia todo na casa da Lady Rosana e a noite vai ficar com a avó no hospital. Fico olhando a pasta com todas as informações que Jamal me disse. O que posso fazer para ajudá-la? - Alguém do Príncipe entrou em contato com você? Indago ainda olhando a pasta. - Não. Eu fui lá no hospital e realmente o lugar está decaído. É uma região muito pobre. - Ligue para Príncipe de novo. Falo e ele pega seu celular. O Príncipe sabe que não pode se indispor comigo. Ele sabe que eu nunca aceitaria que ele não olhasse algo que eu disse para olhá-lo. Como disse antes, eu sou o segundo mais rico deste país e posso fazer a vida dele um inferno se assim ele desejar. Então não seria bom para ele não me escutar, ainda mais com um assunto tão sério. - Está na linha. Jamal me passa o telefone. - Uma posição do assunto mais cedo. Vou logo ao assunto. - Eu mandei pessoas minhas lá hoje mais cedo. Realmente você tem razão, porém não vamos conseguir fazer muitas coisas no hospital porque tem muitas pessoas internadas e algumas com problemas mais sérios. Aquele hospital tem que ser reformado por inteiro. E não vamos conseguir isso assim. - Tem como mandar os pacientes todos para o hospital de Abu Dhabi. - Azis, não dar para fazer isso. O hospital de Abu Dhabi é muito caro. Fecho meus olhos para não sair do meu corpo para esse filho da p**a. - Alteza, eu não quero saber se é caro ou não. Quero que sua equipe hoje mesmo fazendo uma verificação no hospital de Abu Dhabi para receber os pacientes de lá. E pelo que eu saiba Vossa Alteza tem recursos suficientes para pagar o tratamento de todos os pacientes. Isso é responsabilidade sua, e não do povo. - Azis, eu não posso misturar os povos. O hospital de Abu Dhabi são para pessoas ricas, bem ricas. Como isso viria aos olhos da sociedade? - Eu não quero saber desse preconceito i****a. Eu só quero uma solução para aquelas pessoas. Se vira, porque se amanhã mesmo o Vossa Alteza não tiver um plano de ação para eles, eu farei e a Alteza pode não gostar. Falo desligando o telefone na cara dele. - Você desligou o telefone na cara dele. Jamal diz abismado pelo que eu fiz. - Que se dane. Eu queria muito transferir a avó da Srta Ayad para cá, mas eu não sei como ela irá reagir. Ouço o celular de Jamal apitar. Ele olha e depois me olha. O que foi? - A avó da Srta Ayad acabou de morrer. Bato na mesa. Droga. Ela vai ficar arrasada. Tudo que penso é naquela voz doce, porém triste e angustiada.
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