O sol m*l iluminava o escritório quando cheguei, ainda meio sonolenta e com a cabeça cheia de dúvidas. Lorenzo já estava lá, concentrado em uma pilha de documentos, seu rosto sério refletindo a responsabilidade que carregava. Mas quando meus olhos cruzaram os dele, toda a rigidez parecia desaparecer, substituída por uma intensidade que me fazia esquecer do mundo lá fora. – Chegou cedo – comentou, sem tirar os olhos do papel. – Não consegui dormir direito – confessei, sentando em frente à mesa. Ele fechou os documentos lentamente, desviando o olhar para mim. – Isso tem a ver comigo? – perguntou, com uma ponta de preocupação na voz. Engoli em seco, sentindo a mistura de sentimentos que me tomava. – Talvez. – A voz saiu mais baixa do que eu queria. Lorenzo se levantou e caminhou até a

